quarta-feira, setembro 24, 2008

E a propaganda eleitoral...II

Cada semana que passa é uma semana a menos para os nossos nobres candidatos convencerem alguém a decidir o voto.
Assim, o clima dos debates, xingamentos e "truco-retruco" aumentam exponencialmente. Ah, como está ficando divertido acompanhar os programas eleitorais na TV. Principalmente dos "prefeitáveis". Um diz o outro rebate, a terceira reclama dos dois primeiros. E os assuntos se estendem... os fatos se traduzem em olhares diferentes. Afinal de contas, as obras foram "bem" ou "mal" feitas? Quem comprou voto de quem? Quem mentiu sobre o que? É um jogo de verdade e mentira, falsa-verdade e falsa-mentira. Um jogo de efeitos. Ganha quem parecer mais verdadeiro, honesto e bom para o futuro de Santo Pouco. Eu disse, "parecer", porque no lugar de onde estou, no sofá em frente a televisão, não tenho poderes de julgar e estabelecer com quem está a razão. Apenas, posso confrontar as minhas percepções com o dito (e o não dito).
Mas voltando a questão, posso dizer que a propaganda eleitoral gratuita é:
- uma oportunidade para conhecer o lado pobre e feio da sua cidade, sem sair de casa!
- uma oportunidade para testar seus conhecimentos sobre a cidade;
- uma oportunidade de ver como funciona o jogo dos efeitos de sentido;
- um programa de humor;
- um programa de terror: é melhor tirar as criancinhas da sala! não é bom que elas aprendam desde pequenas a lubridiar os adultos descaradamente.
- um programa para maiores de idade!

sábado, setembro 13, 2008

E a propaganda eleitoral...

Em tempos de eleições, fico a me questionar o que é pior: a propaganda eleitoral gratuita ou as promessas inconseqüentes dos nossos nobres candidatos. Para evitar eventuais conflitos partidários, vou me deter ao primeiro item.

Com um certo humor sádico, poderia dizer que o referido horário é um excelente programa humorístico. Já reparou nas estranhas figuras que aparecem no vídeo? Estranhas figuras com discursos e promessas mais estranhas ainda? É para rir ou para chorar? Ah, sim, está cada vez mais difícil encontrar um candidato a vereador que mereça meu pequeno, mas honrado, voto. E as campanhas dos "prefeitáveis"? É toma-lá, dá-cá! Um acusa o outro, o outro desmente o um... e por aí vai.

Mas voltando a raiz da questão, porque tratamos de "propaganda eleitoral" e não "publicidade eleitoral"? É simples, caro leitor.

Publicidade deriva de publicus (latim) e designa a qualidade daquilo que é público. Já propaganda é derivada de propagare, termo latino utilizado antigamente na agricultura com o significado de algo como “plantar um broto no solo”. O termo ganhou novo sentido quando o Papa Clemente VII, em 1597, fundou a Congregação da Propaganda, com o intuito de propagar a fé católica pelo mundo. Logo, propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias, políticas, religiosas ou filosóficas.Assim, o que os políticos fazem (ou melhor, tentam fazer) é propagar seus princípios através da mídia, para arrecadar votos, confiança e "fiéis" aos seus partidos.

Toda propaganda é ideológica, voltada às emoções, idéias e ideais. Vale lembrar, que a propaganda foi uma das poderosas ferramentas utilizadas por Hitler para propagar a ideologia nazista. O triste exemplo alemão, apenas comprova o poder que as mensagens podem exercer.

Então, caro eleitor, pense muito bem, avalie as propostas... deixe a emoção de lado, e chame a razão para o debate.

terça-feira, setembro 09, 2008

Ah..se eu pudesse.

Ah, se eu pudesse.
Ao menos uma vez.
Apreciar tua retina castanha, em silêncio.
Ter a tua voz ao pé do meu ouvido.

Ah, se eu pudesse.
Ao menos uma vez.
Sentir teu abraço quente.
Tua barba roçar na minha pele.
Teu lábio macio, me dizendo que sim.

Te garanto.
Não esquecerias.
Nem que fosse uma única vez.

[opa! Adelaide está voltando. Encantada com o moço que fala bonito]
 
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