Enquanto a chuva cai
molha teu rosto,
escorre pela alma,
espalha o perfume pelo corpo.
Enquanto a chuva cai
penso em ti,
que nem tens um rosto,
nem tens um corpo,
nem tens um nome.
Enquanto a chuva cai
eu sonho,
eu desejo,
aquele ser que ainda não encontrei.
quarta-feira, maio 28, 2008
Enquanto a chuva cai I
Enquanto a chuva cai
Escorre pela grama
Lava as calçadas
Encharca os sapatos
A canção não para de tocar
Aqui, só para mim.
Enquanto a chuva cai
O vento brinca com os guarda-chuvas,
Os cabelos,
Os rumores e humores
A cena não para de rodar
Aqui, só para meus olhos admirar
Enquanto a chuva cai
eu fico aqui,
observando o mundo,
construindo a realidade,
imaginando cenas, trilhas, heróis e vilões
enredos fantásticos
de histórias que nem sei onde começaram,
mas sei que, um dia, acabam.
Afinal, não pode chover para sempre.
Escorre pela grama
Lava as calçadas
Encharca os sapatos
A canção não para de tocar
Aqui, só para mim.
Enquanto a chuva cai
O vento brinca com os guarda-chuvas,
Os cabelos,
Os rumores e humores
A cena não para de rodar
Aqui, só para meus olhos admirar
Enquanto a chuva cai
eu fico aqui,
observando o mundo,
construindo a realidade,
imaginando cenas, trilhas, heróis e vilões
enredos fantásticos
de histórias que nem sei onde começaram,
mas sei que, um dia, acabam.
Afinal, não pode chover para sempre.
sexta-feira, maio 23, 2008
Ao acaso
Encontros ao acaso, à merce do destino, do carma ou dos ventos costumam ser os melhores, pois deixam no ar uma vontade.
Nada premeditado, nada arrumado.
Acontecem, assim, do nada.
Ou do aparente "nada".
Talvez uma força maior, a da imprevisibilidade, já previsse tudo. Já esperasse o momento certo, para brincar com os olhos castanhos.
E como numa narrativa de cinema, ela vem, despreocupada, desarrumada e descabelada. Descendo a ladeira... lá em baixo, no plano, à sorte dos momentos, ele aguarda.
E o instante mágico do reencontro se faz.
E a imagem se transmuta dos olhos, para a memória... para ser revista.
As poucas palavras, o sorriso, o olhar... tudo gravado, arquivado.
E a vontade de um novo acontecimento inesperado, torna-se esperado.
E não se pode fazer mais nada além de esperar.
Um novo acaso... por acaso.
Nada premeditado, nada arrumado.
Acontecem, assim, do nada.
Ou do aparente "nada".
Talvez uma força maior, a da imprevisibilidade, já previsse tudo. Já esperasse o momento certo, para brincar com os olhos castanhos.
E como numa narrativa de cinema, ela vem, despreocupada, desarrumada e descabelada. Descendo a ladeira... lá em baixo, no plano, à sorte dos momentos, ele aguarda.
E o instante mágico do reencontro se faz.
E a imagem se transmuta dos olhos, para a memória... para ser revista.
As poucas palavras, o sorriso, o olhar... tudo gravado, arquivado.
E a vontade de um novo acontecimento inesperado, torna-se esperado.
E não se pode fazer mais nada além de esperar.
Um novo acaso... por acaso.
sexta-feira, maio 16, 2008
Pensamento do dia
Num mundo líquido, de relações efêmeras e incontáveis, o que realmente vale?
Para mim, vale a verdade. A honestidade. A consciência tranquila e o coração em paz.
Há quem diga que os relacionamentos ditos "abertos", são a mais pura expressão de leviandade, liquidez e falta de objetivos construtivos em torno de um comum. Mas eu, eu Habylee, penso diferente.
Vejo neste tipo de relação a melhor solução para quando uma (ou ambas) das partes não tem convicção de que a outra é sua cara metade... e por consequência pensa que pode estar "empatando" a vida do outro (e a sua também). Ok, você pode questionar: "por que não terminam de uma vez?". A resposta é simples e complexa.
É uma questão de honestidade. Não se trata de "enrolar" o outro. Se trata de uma chance, uma oportunidade para testar a relação e, ao mesmo tempo, não fechar as portas para novas ocasiões do acaso (ou do destino).
Talvez realmente exista um forte sentimento, uma vontade amba de estar junto... mas falta a certeza do "para sempre". E enquanto a certeza não vem... ambos tem a chance de conhecer outras pessoas e conhecer a si mesmo. Tem a chance de verificar qual força os une. Afinal, se continuam "juntos" e não querem dizer o definitivo "acabou"... existe algo muito mais belo, poético e amoroso do que se pode supor.
Obviamente, o desgaste pode ser mais rápido. Numa noite qualquer, a metade de uma das laranjas pode aparecer... e nessa hora o fim é imprescindível. O relacionamento aberto também tem um parceiro fixo... um único fixo. Os outros são apenas coadjuvantes que não aparecem por mais de uma cena. Repetir cenas com coadjuvantes, é traição. Protagonizar cenas calientes com coadjuvantes também.
Ainda, este tipo de relação, põe à prova uma gama infindável de sentimentos (ciúme, raiva, paixão, amor, possessividade, agressividade, compaixão, perdão...), o fundo e o alto do poço negro das emoções e instintos é experimentado de forma intensa e, por vezes, incontrolável. Embora a lógica do "prazer e dor" não seja a ideal para os aprendizados desta vida... é com certeza, o tipo de aprendizado que ocorre nesta situação.
As feridas, viram cicatrizes. As cicatrizes, lembranças. E as lembranças... memórias. Conhecimento, acima de tudo, pessoal: seus limites, suas potencialidades, fraquezas e forças. Você cresce. E renasce.
Para mim, vale a verdade. A honestidade. A consciência tranquila e o coração em paz.
Há quem diga que os relacionamentos ditos "abertos", são a mais pura expressão de leviandade, liquidez e falta de objetivos construtivos em torno de um comum. Mas eu, eu Habylee, penso diferente.
Vejo neste tipo de relação a melhor solução para quando uma (ou ambas) das partes não tem convicção de que a outra é sua cara metade... e por consequência pensa que pode estar "empatando" a vida do outro (e a sua também). Ok, você pode questionar: "por que não terminam de uma vez?". A resposta é simples e complexa.
É uma questão de honestidade. Não se trata de "enrolar" o outro. Se trata de uma chance, uma oportunidade para testar a relação e, ao mesmo tempo, não fechar as portas para novas ocasiões do acaso (ou do destino).
Talvez realmente exista um forte sentimento, uma vontade amba de estar junto... mas falta a certeza do "para sempre". E enquanto a certeza não vem... ambos tem a chance de conhecer outras pessoas e conhecer a si mesmo. Tem a chance de verificar qual força os une. Afinal, se continuam "juntos" e não querem dizer o definitivo "acabou"... existe algo muito mais belo, poético e amoroso do que se pode supor.
Obviamente, o desgaste pode ser mais rápido. Numa noite qualquer, a metade de uma das laranjas pode aparecer... e nessa hora o fim é imprescindível. O relacionamento aberto também tem um parceiro fixo... um único fixo. Os outros são apenas coadjuvantes que não aparecem por mais de uma cena. Repetir cenas com coadjuvantes, é traição. Protagonizar cenas calientes com coadjuvantes também.
Ainda, este tipo de relação, põe à prova uma gama infindável de sentimentos (ciúme, raiva, paixão, amor, possessividade, agressividade, compaixão, perdão...), o fundo e o alto do poço negro das emoções e instintos é experimentado de forma intensa e, por vezes, incontrolável. Embora a lógica do "prazer e dor" não seja a ideal para os aprendizados desta vida... é com certeza, o tipo de aprendizado que ocorre nesta situação.
As feridas, viram cicatrizes. As cicatrizes, lembranças. E as lembranças... memórias. Conhecimento, acima de tudo, pessoal: seus limites, suas potencialidades, fraquezas e forças. Você cresce. E renasce.
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