domingo, dezembro 30, 2012


Meus olhos estão tristes
Algo se apagou
Mas não sei onde
Parou
A minha coragem
De acreditar
Em nós


29 dez. 2012

segunda-feira, dezembro 24, 2012

teus olhos

Obrigada por olhar nos meus olhos,
quando eu desconfiei do teu sentimento.

Obrigada por olhar nos meus olhos,
quando eu pensei ter te perdido.

Obrigada por olhar nos meus olhos,
e iluminar minhas incertezas, minhas fraquezas.

Obrigada por olhar nos meus olhos…
e me fazer sentir amada novamente,

embora os teus braços não estivessem cruzados nas minhas costas
e nem os teus lábios estivessem beijando os meus.

Obrigada por olhar nos meus olhos,
meu flerte fatal.

16 dez. 2012

Brincadeira

- Querida, vamos brincar de esposa fiel e marido dedicado?

- Esposa fiel e marido dedicado? Mas como se brinca disso?

- Fácil, meu bem. Eu lavo a tua calcinha e você diz que me ama.

- Só isso?

Ele sorri e acena afirmativamente com a cabeça.

- E então, vamos brincar agora?

- Vamos!

- Então, tira a tua calcinha e diz que me ama.

28 nov. 2012

saudade

Saudade é aquele grãozinho de areia

Escondido nos cantos dos objetos

Esquecidos no turbilhão do cotidiano.

Imperceptível, mas… sempre ali, presente.

A espera de um sopro de vento

Que o faça voar até a retina mais próxima

Para ganhar vida numa lágrima salgada.

28 nov. 2012

Quero adicionar alguns números à minha vida.
Mas você precisa me ajudar nisso, sr. engenheiro.


25 nov. 2012
Quero tua barba

roçando o meu rosto

pinicando a minha boca

e arranhando a minha barriga.

E quero agora.

Como um presente,

te esperarei enfeitada com um laço de fita…

23 nov. 2012
- O que você pensa sobre isso?
- Isso?
- É... nós?
- Eu não penso nada. Só deixo as coisas acontecerem.

17 nov. 2012

eu poderia escrever um texto sobre você,
mas resolvi escrever apenas algumas linhas.

12 nov. 2012

Te quis perto,

mas me fiz distante.

Agora sinto falta

de acariciar teus cabelos

enquanto você deita no meu colo

e conta as novidades do dia

entre um gole e outro de vinho

entre uma mordida e outra no salgadinho.

Sinto tua falta, menino maluquinho.

28 out. 2012

domingo, dezembro 23, 2012

Campos de trigo

Correr

Correr

Pelos campos de trigo

De repente me deu uma vontade

de correr pelos campos de trigo

Sentir o vento no meu rosto

E a liberdade

Campos de trigo

Campos de trigo

Saudades dos campos de trigo

Do seu dourado

Do seu mistério

Do seu pôr do sol, sempre tão enigmático

Ainda terei meu próprio campo de trigo

para correr

e fugir do mundo.

24 out. 2012

numérico

Todas as contas que caíram dos meus olhos nos tempo passados
Condensavam angústias
Que logo eram destruídas pelas tuas palavras
Críticas, duras e necessárias.

Meus olhos em chamas.
Tuas palavras em pedras de gelo,
sempre me chamando à razão.

Calcule, menina, calcule teus erros na ponta do lápis.
Apague essa história errada e desenhe uma linha reta.

Subtrair uma paixão
De um coração, novamente, dividido em pedaços
E tomar o cuidado para não multiplicar espaços ilusórios
É mais complexo do que apenas abrir lugar para somar “mais um”, “mais um”, “mais um”…

E eu nunca cogitei te ter como apenas um número.
Tua potência sempre foi de uma grandeza maior.

24 out. 2012

Cheguei naquela fase de vida em que se conquista as sogras antes de conquistar os filhos. 
De repente me tornei um bom partido.

14 out. 2012

pontos

não sei porque você não quis
dar um ponto final nessa nossa história

não sei porque você não quis
aceitar que tudo acabou
não sei porque você não quis

era pra me deixar ligada a você?
era pra me deixar intrigada por você?
era pra me deixar esperando por você?

não sei porque você quis
correr riscos comigo

não sei porque você quis
ter um filho comigo

não sei porque você quis
casar comigo
se você não podia…

e o ponto crítico me alfineta: não podia ou não queria?

e o ponto emocional me provoca: o que fazer com o que existe aqui dentro e precisa ser abafado?

e o ponto racional me leva a querer buscar outros braços, outras histórias e te deixar no passado.

10 out. 2012

paradoxo


.

Paradoxo total

quando o ponto final

é inicial

07 out. 2012

devaneio

depois da tempestade
que se fez aqui dentro
veio a calmaria

depois do medo
de não ver mais teus olhos coloridos
veio a paz

um dia a mais… sem te ver
um dia a menos… a te esperar
e vou vivendo com essa esperança
de te ter ao meu lado mais uma vez

e outra
e outra
embora a minha razão diga que talvez, não.

talvez demore muito tempo
tanto tempo que já tenhas o esquecido
e posto outro para ocupar o lugar dos teus suspiros

mas, razão e emoção, brigam
um quer que seja o passado

outro quer presente e futuro
um aponta para o fim
o outro para o recomeço

um quer fidelidade
outro aceita a traição
talvez pular a cerca não seja tão ruim assim

não é isso que as ovelhas fazem todas as noites, quando perdemos o sono?

01.out.2012

raiva

raiva

raiva

raiva

estou sentindo raiva. De você e de mim. Alternadamente, de você e de mim.

E daí me lembro que nunca houveram promessas, apenas indícios de sentimentos verdadeiros. Acreditei em cada indício teu… achando ser um espelho daquilo que eu sentia. E agora não sei, se eram indícios reais ou apenas ilusões, alarmes falsos.

E me sinto idiotamente apaixonada por ti. Fora de controle, perder o controle me dá raiva. Idiotamente deixei alguém que, ao que tudo indica gostava de mim, por alguém indiciário.

E a raiva vem… e vai.

Fecho os punhos. Seguro o choro.

Onde há raiva, há amor, não era assim o ditado?

Ódio, raiva, sentimentos sem nome

Impulsivos como a paixão

E cambaleantes na razão

Seria apenas emoção?

Cartesianismo e sua mania de dividir as coisas.

29 set.2012

tum tum tum

vou colocar uma música dançante

no status do meu msn

vou compartilhar uma foto sorridente

no mural do meu Facebook

vou mencionar alguma coisa no twitter

para dizer que sou vida loka

vou fingir pro mundo todo

que estou feliz como nunca

como nunca…

senti tanto a tua falta


28.set.2012

Eu não me importo mais em ser a melhor…
Eu me importo em ser eu mesma.

24.set.2012

quarta-feira, setembro 19, 2012

liberdade


Hoje sonhei com você.
Caminhávamos de mãos dadas.
Fazíamos as compras no supermercado juntos.
E acomodávamos as sacolas cheias no bagageiro de nosso carro.
Éramos um casal.
Fazíamos coisas que um casal faz.
Éramos felizes… um casal feliz, com as compras do mês, as sacolas, o bagageiro. E as mãos dadas.
Porém, quando eu olhava nos teus olhos e me deparava com um retrato fiel da tua feição, algo estranho acontecia. Como um retorno à consciência adormecida, eu parava para te admirar e pensava comigo: “não acredito, não acredito… você está aqui comigo”.
Éramos, enfim, livres.

sábado, setembro 15, 2012

Carta a você

Meu querido namorado,

não sei porque escrevi a palavra namorado na frase acima. Acho que foi só uma necessidade de afirmação de um laço efêmero que houve entre nós. Não que a afirmação fosse a respeito da efemeridade, mas, talvez, da impetuosidade com que nos entregamos um ao outro. Como velhos parceiros, desbravamos nossos corpos da mesma forma com que ríamos das piadas sem sentido que contávamos para fazer charme a quem quer que nos olhasse. Mas, enfim, o que mesmo eu queria te dizer? Ah, sim, sim. O teu plano deu errado, meu bem. Não foi dessa vez que você conseguiu aplicar o golpe da barriga às avessas para ter um forte motivo para me convencer a casar contigo. Continue tentando, meu bem. O nome do menino eu já escolhi. Se for menina, você escolhe, está bem?

13/09/2012

expectativa

eu queria ter a certeza

de que tudo isso é sua obra,

realeza.

dos caprichos dos teus olhos coloridos,

e dos desejos da tua mente,

em me ver novamente.

e a expectativa se funda assim,

no imaginário incontrolado.

na vontade de ser o que provavelmente não será.

não esperarei que me entregue um anel

escondido dentro de um cupcake,

acompanhado de um pedido singelo

e de um sorriso aberto.

11/09/2012

dimensão

Você disse que se soubesse que eu apareceria na sua vida, teria feito tudo diferente.
Eu fiz tudo diferente, pois sabia que você apareceria na minha vida.
Será que teremos que esperar a próxima reencarnação para você fazer o que combinamos na outra dimensão?

09/09/2012

varal

A vida me pregando peças…
como o pregador no varal a prender as roupas…
uma ao lado da outra, separadas por um pequeno espaço
mas sustentadas por um mesmo fio.

09/09/2012

tens nome?

minhas mãos estão vazias

cada olhar disfarçado

cada riso tímido

cada afago contido

cada beijo não roubado

ah! fazem tanta falta

o tempo não vivido

o gesto não executado

o desejo não satisfeito

a tua ausência marca não só o corpo,

a carne, o desejo.

tua ausência marca aquilo que não se toca,

não se explica, mas sente para além dos cinco sentidos.

sentimento, sentimento.

tens nome?

06/09/2012

Para cada beijo não dado,
um será “roubado”.


06/09/2012
tua imagem ainda reside

na minha memória

mas preciso fechar os olhos pra te ver.

03/09/2012

Uma semana

Há uma semana eu cometia uma das maiores loucuras da minha vida.

Enquanto sentia a ponta da faca pinicando minhas costelas, cravava um punhal em termos sentimentos. Toda a racionalidade, toda a leveza se esvaecia pelo ar embriagado de mais uma cerveja. A música tocava alta, entorpecia meus pensamentos. Eu não sabia mais quem eu era, nem o que eu queria.

A ponta da faca pinicava minhas costelas e eu desejava, cada vez mais, sentir a lâmina desafiando a resistência da minha pele. Um misto de desejo e tensão hipnotizavam meus sentidos.

Subitamente, num golpe fatal, olhei em seus olhos. E senti o fogo queimar a minha alma. O veneno da ponta da faca, misturado com o olhar ardentemente congelante, retirou todas as forças conscientes que ainda haviam em mim.

Instinto, foi apenas o que restou.

Segui suas ordens, segui seus passos. Cega, atordoada. Instintivamente como a presa à espera de seu caçador. Destino traçado. Consumado.

Há uma semana, a lua crescente testemunhava como me tornei zumbi. Não estou morta, nem estou viva. Há duas marcas no meu pescoço. E uma dúvida que não cabe a mim.

Agora, lua cheia me responda, como vou uivar? Se não tenho mais voz? De loba para vampira, meus dias estão fadados a lembranças eternas de uma noite de agosto. A última em que fui humana. A primeira em que fui perdida.

01/09/2012

Falta-me o sinto de segurança.

Estou com saudades do tempo em que você era apenas um pensamento não concreto. Uma possibilidade pensada em um dia de sol. Uma abstração imaginária de um desejo proibido.

Nunca pensei que fosse dizer isso.

Mas o querer e não ter livrava-me de uma espécie de sofrimento ácido, corrosivo. Antes, o não ter apenas revelava uma latência… hoje, o ter e, ao mesmo tempo, não ter, se traduz em uma turbulência que não sei lidar.

Não se trata de arrependimento, apenas

Falta-me o sinto de segurança.

30/08/2012

química

Quando a química acontece,

A razão desaparece,

Os sentidos apetece,

O prazer… agradece.

25/08/2012

Ficar um tempo sozinho não é ruim.
Você está apenas concentrando o mel.



18/08/2012

suspira

Por que tem que ser assim, Adelaide?

Por que esse encanto instantâneo não suporta mais o tempo que ficou estático nos desejos?

Por que agora que o fim já é dado, que o caminho foi traçado, você volta e quer quem você resolveu deixar para trás, sem ao menos tentar?

Seria arrependimento pelo beijo não dado?

Seria arrependimento brotado pela lembrança do brilho daqueles pequenos olhos castanhos?

Seria arrependimento a cada nova, divertida e duradoura conversa?

Ou seria acreditar que sim… que aquele sorriso e aquele jeito atrapalhado na dança não te enganaram… e que a vontade é recíproca?

Suspira, Adelaide, suspira.

Quem sabe o menino tímido te dá uma super pista?

16/08/2012

Siga o mestre

Vamos brincar hoje… você manda, eu obedeço.

Todas as tuas vontades, uma a uma. Quantas vezes forem necessárias.

Você indica os passos, eu sigo rigorosa e ativamente.

Vou além do pedido para realizar o desejável que não foi dito.

Para te deixar sem fôlego para a próxima jornada.

Você manda parar… eu desobedeço.

11/08/2012

metamorfose

Tantas histórias que poderiam ter sido e não foram.
Tantos abraços perdidos no tempo.
Tantos beijos esquecidos no armário.

E o que resta, além de um sentimento sem nome?
Não se pode sequer chamar de “perda”, pois não se perde o que não se teve.

E o que você tem? Quem você já teve? São apenas perguntas de respostas vazias. O que importa, realmente, é QUEM VOCÊ DEIXOU TER VOCÊ? E a segunda questão, QUEM TEVE VOCÊ? com seus defeitos, seus medos, seus traumas, seu riso, seu choro, sua inocência, sua (in)consciência?

Pode chorar, garota.
Pode chorar, garota.

Mas preste atenção onde está diluindo o seu coração.
Agora, seque essas lágrimas de autocompaixão, garota.

A música está tocando e você quer dançar.

04/08/2012

quarta-feira, agosto 01, 2012

na boca

Pegue mais uma taça de vinho, meu bem…
Tinto, molhe meus lábios de rubi.

Pegue mais uma taça de vinho, meu bem…
e beije a minha boca rubra.

Derrame esse tom sobre as minhas curvas e descubra no meu corpo o sabor seco e doce… seco, rubro, doce da pele em chamas.

Pegue mais uma taça de vinho, meu bem…
e deixe que eu desvele o que há por detrás do veludo que cobre o teu corpo.

Tenso, intenso… encorpado.
Minha boca pede, meus lábios imploram, mais um gole, mais um gole…
mas a garrafa esvaziou-se.

grito

Estou gritando na escuridão,
mas ninguém pode me ouvir.

Estou chorando,
para não deixar a chuva sozinha com suas lágrimas.

Estou esperando…
que o sol volte a brilhar e seque todas as poças e as roupas que estavam limpas no varal.

Estou esperando…
o tempo passar.

Para levar junto essa estranheza toda. Entre o sim e o não. Entre o desejo e o vício. Entre eu e você.
E deixar que o presente vire passado.

E a dor se vá em um grito.

30/07/2012

Eu fico triste.
Toda vez que te vejo online.
E você não vem falar comigo.
Eu fico triste quando lembro de você.
30/07/2012


Esperar por alguém que não vai aparecer é chato. Para não dizer que é foda.

28/07/2012

Injusto

Injusto ou justo?

Agora que você é livre, ele é preso.

Agora que você tem todas as noites, não tem a cidade.

Agora que você tem tempo, ele tem trabalho.

Agora que você quer, ele não pode.

Mundo injusto!

Ou talvez seja justo para dar um fim àquilo que começou meio no tropeço, ao acaso do tempo e do vento…

27/07/2012

estou confusa

Em todos os sentidos de vida, especialmente aqueles que se referem a esse ingrato do coração que foi flechado por um cupido sacana.

Cupido sacana, cupido sacana.

Me deixou em paz por 5 anos, para agora fazer isso? Me colocar em dúvida entre três caminhos tortuosos e difíceis de seguir.

Cupido sacana, cupido sacana.

Você quer só brincar comigo, me deixar ser o seu passatempo preferido?

Ou

Você quer só sair comigo, me deixar ser a sua companhia preferida?

Ou

Você quer que eu desista desses dois e volte ao meu celibato?

Hein, cupido sacana?

Agora que eu já lembrei o gosto do doce, o cheiro do vinho… voltar para a autossuficiência… seria uma prova de fogo, hein, cupido sacana?

24/07/2012
Quero beijar a tua boca,
Até amanhecer.

Quero te fazer rir,
Até anoitecer.

Afinal, quem precisa dormir?
Sou louca, louca.
Louca por ti.

Sem medidas.

23/07/2012

Rivais

O primeiro encontro de duas rivais sempre merece ser observado.
“Uma” olha para “Outra” e pensa: “então é assim a vaca!”
A “Outra” não sabe o que fazer, se foge correndo porta a fora, se finge interesse em conhecê-la, se busca uma simpatia sabe-se lá de onde.

Ambas partem para a diplomacia. Não se encaram diretamente, mas fazem aquele velho ritual feminino. Trocam um “oi” sem graça, misturado com um pseudo-sorriso. Os mais desatentos podem ter até pensado que se tratava de um pouco de simpatia.
Em poucos segundos “Uma” já fez uma varredura completa sobre a “Outra”… e vice-versa.

- Ela é magra e alta, pensa “Uma”.
- Ela tem mais corpo que eu, conclui “Outra”.
- Desgraçado! me fez cortar o cabelo parecido com o da “Outra”!
- O cabelo dela não deve ser tão liso assim. Deve ter usado uma química daquelas… e essa cor aí não é natural.
- A bota dela nem salto tem! Como ele foi olhar pra essa “Outra”?
- A bota dela é novinha, com saltinho… e meio country. Que coisinha mais…
- A “Outra” tem sardas. O 13º Artigo de Fé do Gaúcho tinha razão! Perigo!
- “Uma” tem um sorriso bonito.

Passaram cinco segundos. E cada uma segue o seu caminho, “Uma” com dúvidas, “Outra” com certezas: não gostaria de esbarrar com ela novamente.

22/07/2012

SDD

estou com saudade
do teu corpo
encostado no meu

estou com saudade
do teu cheiro
misturado ao meu

estou com saudade
do teu gosto
diluído ao meu

estou com saudade
de ter a ilusão de que és só meu.
te dividir com outra é tão difícil

fingir não te amar é tão difícil
largar tudo e fugir para o caribe…
é tão tentador…

estou com saudade
de acordar dos sonhos.

MAIS

Cansei de ser a pessoa certa no momento errado.

Quero ser a pessoa errada no momento certo.

Quem sabe assim, dá certo?

Eu e você, você e eu.

Nossa moto na estrada e nada mais.

Alguns trocados na carteira e um dia a mais.

Acordar com o teu sorriso e um beijo a mais.

14/07/2012

na estrada

Vamos pegar nossa moto e partir em direção ao norte.
Quando a gente cansar da estrada,
Vamos nos amar em um motel barato
E depois vamos rir da decoração kitsch do quarto.

E seguiremos até acabar a gasolina.
Você lavará os carros no posto, eu serei garçonete.
Vamos trabalhar durante o dia e vamos nos amar durante a noite…
Vamos juntar mais uns trocados e seguiremos ao sul.

E quando a gente cansar da estrada… a gente vende a moto e vai para Las Vegas, casar em um cassino e ter a lua de mel no Caribe.

14/07/2012

Flerte fatal

Eu sei, eu sei. Você avisou “nada de sentimento… nada de sentimento”… seja apenas meu flerte fatal.

E caio novamente na velha lógica do momento… vamos curtir, baby, antes que o sol nasça e as luzes dos postes se apaguem.

Vamos rodar alguns quilometros, vamos para onde ninguém nos conheça. Vamos lá, vai ser legal, meu flerte fatal.

Serei sua namoradinha esta noite… e farei você se apaixonar. Quem disse que quero obedecer a tua investida nada sentimental?

Eu sei, eu sei. Você está envolvido. Sou fatal. Meu flerte.

07/07/2012

Me leva

Me leva para passear naquela estrada sem fim. Naquela estrada iluminada pelas estrelas. Aquela estrada que só você conhece o caminho. Aquela estrada sinuosa e misteriosa… feita de pequenos toques com as pontas dos dedos. Aquela estrada com cheiro de pele, com calor de corpo, com aroma de suspiros sem fim.

Me leva para ver o céu, me leva para sentir o mar. Me leva, me leva. E não me deixa voar sozinha. Segura na minha mão quando eu tiver medo. Olha dentro dos meus olhos quando eu lembrar do que não devo. Me traz para a realidade presente de novo. Não me deixa voar sozinha. Voa comigo. E me leva contigo.

02/07/2012

domingo, julho 29, 2012

Furacão

Para pensar na vida,
nesse eu e você, confuso.

Para olhar para a lua,
e chorar no cantinho, escondido.

Para sentir culpa.
Daquilo que talvez eu nem tenha culpa.

Todos pedem uma chance para ouvir um sim.
Eu te dei o meu sim. O meu abraço. O meu carinho. O meu beijo.

E você?
Sente o meu poder de destruição?

Entende, agora, por que eu insistia com o ‘não’?
Eu nunca quis te fazer mal.

Eu nunca quis te fazer sofrer.
Mas você se jogou aos meus pés, idolatrando o que não conhecia.

Sim,
eu te disse não. Para evitar tudo isso.

E agora, o que resta?
Cacos de vidro pelo chão.

08/06/2012


depois de tanto tempo escrevendo sobre
possibilidades imaginadas, fazer algo antes apenas
sonhado tem um gosto de quero mais, quero agora,
quero todos de novo.


09/05/2012

ai ai ai

Na minha blusa, o cheiro de um…


No meu travesseiro, o cheiro do outro…

No meu corpo, as mãos de um…

No meu msn a trova do terceiro.

Vida difícil.

09/05/2012

vinho

O gosto de vinho permanece na boca.

O roxo nas pernas.

O bordô do esmalte das unhas.

Um monte de cenas sem nexo.

Haveria tido sexo?

Ou só o engodo de uma ressaca não curada?

Tentando dar culpa a um sonho solitário dormido no sofá da sala com a tv ligada?

02/04/2012

Boa noite

vou embora

vou sair por aí

ver o mar

sentir as ondas

para achar alguma coisa perdida

no fundo dos sonhos

deste azul sem fim

30/03/2012

suspiro

Um suspiro pode ser tão ou mais subjetivo e 

instigante que as reticências em uma frase.


14/03/2012

quase...



Tu és um bom menino.
Só que se esconde atrás de tatuagens e piercings.
E é isso que a maioria vê: um amontoado de desenhos nos braços brancos, umas argolas e arames furando a carne.
Quase ninguém vê a tua verdade, sincera, simples, sutil genialidade. 
QUASE ninguém.

07/03/2012

Desabafo


Toda semana surge alguém dizendo que eu sou linda. E não é só de gente que “acabei” de conhecer.
Não sei lidar com isso.
Deve ser ironia… ou bondade extrema.
Ou… querem me adular em favor de algum favor?
Nunca saberei.
Mas, também, que diferença faz? Beleza não se põe a mesa… diria o velho (ditado).

07/03/2012

Segurança


Por vezes tenho vontade de sumir do mundo.
Por outras, tenho vontade de ser o teu mundo.
Mas, na maioria, não faço nada.
Algo me impede.
Viver e amar uma ilusão é tão mais seguro, não é?

03/03/2012

Daora a vida


Você quer ser encontrado, mas não sai do modo invisível.
Você quer ser amado, mas não sai do armário.
Você quer ser respeitado, mas não sai do modo debochado.
Você quer ser entendido, mas não para de ignorar quem tenta te entender.
Daora a vida, garoto problema.

02/03/2012

A pequenez humana faz a grandiosa 

mesquinhez de nossa espécie.


Estou achando tudo sem graça hoje.
Desculpa.

Caralho.


“Te amo muito, meu amor” é o caralho.Vai me conhecer primeiro, antes de sair dizendo a torto e direito que me ama. Oras, amor de uma semana não existe. Sou cética demais para acreditar nisso.Desculpa.


27/02/2012

Simples


Não quero mais ouvir a sua voz.Não quero mais ver o seu rosto.Quero ouvir a tua respiração.Quero sentir teu rosto colado ao meu pescoço.Simples assim.


22/02/2012

Prova de amor?


Se te pedirem uma prova de amor…
esqueça.
Diga adeus.
Quem pede prova de amor, não tem amor próprio. E o pior: duvida do sentimento dos outros.
16/02/2012

domingo, janeiro 01, 2012

Retro, 2011

Nesse ano que passou, algumas mudanças previstas pelos astros e profetizadas pelos horóscopos nossos de cada dia aconteceram. Outras, não. O tal amor não veio, mas uma paixão renasceu das cinzas e trouxe as borboletas para habitarem meu estômago. Mas o desejo por algo real, e menos platônico, ainda existe.

Mudei meu rumo. Na verdade penso que se o destino realmente existe, ele se mostrou para mim nesse 2011. E quanto mais se tenta fugir do dito, mais ele vem atrás de você. Foi assim com CA. Primeiro recebi, ainda em 2010 a indicação, "tenta lá, estou saindo, minha vaga vai ficar". Depois foi o amigo, ex-affair, que mandou a vaga. E por fim... a vaga veio até mim, assim, sem mais nem menos. Sem meu esforço.

Tempo de mudanças, de questionamentos e reestruturações. Lógicas, físicas e emocionais.

Depois veio a rotina e sua incrível capacidade de mostrar o quanto estamos adaptados a alguma situação. As viagens se tornaram cotidianas e as rodoviárias um ponto com outro significado. Cada viagem uma paisagem, uma história... e talvez a rotina não seja tão rotineira assim. Um mesmo caminho que revelou uma paisagem diferente a cada semana. Conheci intuitivamente o ciclo das culturas: planta soja, colhe soja, prepara a terra, planta trigo (ou põe o gado ou as ovelhas a pastar), colhe o trigo (ou recolhe o gado ou as ovelhas do pasto), planta o milho, colhe o milho, planta soja...

Conheci pessoas legais e outras nem tanto. Mas com todas aprendi algo. Nem que seja a velha máxima: "por momentos o melhor que se pode fazer é permanecer calado". Me surpreendi com a pequenez humana, ávida por intrigas e disputas.. apenas pelo prazer de gerar boatos e semear a discórdia em espaços em que não haveria motivos para isso. E isso me fez pensar, trezentas vezes, sobre a veracidade ou não, de antigos rumores contados... Mas não cheguei a conclusão alguma. Não me interessa o que essas pessoas fizeram nos seus passados.. apenas busco não me envolver em suas artimanhas. Me poupo.

Me permiti voltar aos meus 18 anos e me sentir como uma garotinha apaixonada... amando platonicamente um, sorridente por causa de outro. Fazer carinho em alguém que se quer bem, assim, gratuitamente, sem esperar nada em troca pode ser muito legal, fazer bem aos dois... mas o chato são as expectativas e imaginações que isso aflora nos outros. Mais uma vez, a capacidade humana me surpreende.

Mas segui meu caminho, de boa, na boa. Sem entrar nos méritos ou deméritos... mas busquei, mais uma vez, me poupar. Perder tempo explicando coisas para pessoas que não querem entender, não faz mais parte das minhas práticas.

Respeito a mim mesma. E respeito aos outros. Alguns veem isso como indiferença, outros como 'monguisse'. Podem pensar que sou monga, não me importo. A minha verdade é a que está aqui dentro. E é ela que importa para mim, só ela.

Que venha 2012.






 
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