sábado, novembro 26, 2011

Coração fechado para pousos e decolagens

Já serão 3 semanas de silêncio.
Nenhuma palavra minha.
Nenhuma resposta tua...
Ok, nenhuma pergunta foi feita.
A não ser aquela que me incomodava interiormente.
Sim?

Nos conhecemos, assim, por obra do acaso (ou destino?).
Nos distanciamos pelas circunstâncias (ou meu medo?).
Nos reencontramos por minha responsabilidade profissional (ou destino?).
Nos envolvemos pelas ditas redes sociais (ou minha coragem?).
E, agora, silenciamos. Pela minha "indignação" com a tua falta de ação.


Tenente, tente entender.
Eu não consigo ser mais direta.
Eu não consigo esperar por alguém que não demonstra que faria o mesmo.
Eu não consigo mais... ocupar esse lugar vazio, de quem sabe, algum dia, opção.


Tenente, tente entender.
Eu não vou correr para os teus braços fortes em um simples estalo de dedos.
Eu não vou sair nessa noite. Vou ficar com minha melhor companhia.

Tenente, tente entender.
Minha vida não está ganha.
Minha vida é muito curta para eu perder meu tempo esperando que teu helicóptero passe pela minha janela... e que você, finalmente, me procure.

Tenente, acho que já entendi.
Eu voei demais com o teu jeito de anjo.
Eu suspirei demais com o teu sotaque de mineiro.
Eu te quis tanto... mas, e você?

E agora, Tenente aviador, tente entender
Meu coração está fechado para pousos e decolagens.


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Tententender - Pouca Vogal

Se eu disser que vi rastejar
A sombra do avião feito cobra no chão
Tententender a minha alegria
A sombra mostrou o que a luz escondia

Se eu quiser ser mais direto
Vou me perder melhor deixar quieto
Tententender, tentenxergar
O meu olhar pela janela do avião

Que amor era esse
Que não saiu do chão?
Não saiu do lugar
Só fez rastejar o coração

Se eu disser que tive na mão
A bola do jogo, não acredite
Tententender minha ironia
Se eu disser que já sabia

O jogo acabou de repente
O céu desabou sobre a gente
Tententender, quero abrigo
E não consigo ser mais direto

Que amor era esse
Que não saiu do chão?
Não saiu do lugar
Só fez rastejar o coração

sexta-feira, setembro 30, 2011

Paradoxos

A TPM tem a capacidade de me deixar mais paradoxal do que o já normal. Até rimou, mas a intenção não era essa. Mas, enfim.
De uma menina frágil a uma mulher forte e impulsiva.
Da raiva impensada às lágrimas da verdade refletida e, finalmente, entendida.
A TPM tem esse poder sobre mim.
Me faz ver o que antes eu não via.
Me faz entender o que antes eu escondia.

Meu mundo já foi Mudo. Intensamente vivido em meio a sussurros, a química perfeita...
Mas... faltavam as palavras.
Por isso, deu certo e deu errado.

Meu mundo já foi a dúvida. Entre um ou dois amores.. com espaço para alguns rompantes em busca de Piratas, Dinamarqueses e outros sujeitos sem nome.
Tantos sentimentos misturados. Tantos gostos e cheiros experimentados entre um sorriso e outro, entre uma música e a próxima dança.
Mas... faltava uma decisão. Entre o sim e o não.
Eram tantos e fiquei sem nenhum.

Meu mundo já foi colorido por sentimentos platônicos, velados.
Sentimentos confusos, mas, de certa forma, seguros.
O destino virou refém dos meus pensamentos. Tudo acontecia (ou não) de acordo com minhas doces e alucinadas fantasias.
Garoto estranho, garoto dos óculos I e II, fotógrafo, o menino dos olhos verdes, o guri do sorriso aberto, o guri do cabelo bagunçado, o anjo que voa pelos ares... todos eles. Foram meus. Só meus. E não sabem.
Com raras exceções... um soube e outro foi.
Os outros talvez nunca tenham sonhado, embora fossem sonhados diariamente.

E hoje, me vem ela, para me dizer: "CHEGA!!"
Chega de esperar por um ser que não vai aterrizar no teu caminho.
No máximo dar um rasante, fazer aquele barulho todo e ir embora.
Já está demorando demais...
Daqui a pouco a pista fecha para pousos e decolagens.
E abrirá novamente para outro possível candidato a "desejo" da vez.
Tem sido assim, por que com ele seria diferente?
Sejamos realistas, até agora ele só é "o cara" por que você o constrói assim.
E quando a verdade bater a sua porta, você vai pensar "ah, ele parecia legal, pena que..."
E as reticências farão toda a diferença.


segunda-feira, setembro 05, 2011

Saudade, uai

De repente, assim, senti saudade do cheiro do pão de queijo,
ainda quente, macio, recém saído do forno.
Senti saudade de um gosto ainda não provado, de um desejo não consumado.
Senti saudade da tua presença virtual, mas que me preenchia no senso real.
Senti saudade do trem... da batida ritmada dos ferros sobre os trilhos.
Senti saudade do teu sotaque, das tuas gírias e, até, do teu silêncio.
Senti saudade, assim... de ti.
E essa saudade, uai! surge para fazer pensar... em ti, em mim, em nosso quase [e sonhado] nós.
Senti saudade de ti, mineiro.
E isso me intriga, me castiga, me faz perder o foco.
Preciso de um óculos, daqueles de visão noturna.
Para encontrar o caminho, em meio a tanta dúvida perdida na escuridão.

domingo, agosto 28, 2011

dinamarca

De repente, uma lembrança, um cheiro, um gosto e um desejo: quero ir pro outro lado do mar azul, encontrar uns olhos de verdade em um céu de ilusão.
Só me deu saudade.
De duas noites intensas e inesquecíveis.
Me deu saudade do teu carinho, do teu respeito e da segurança que me transmitia.
Viestes do gelo, mas eras tão aconchegante, tão caloroso.
Como pode, uns olhos azuis tão frios serem capazes de enrubescer meu rosto?
Te amei, não em sentimento, mas em ação.
Porque o amor é o que o amor faz ser.
E você me fez viver o que havia prometido na outra vida.
Você me reconheceu no primeiro instante... eu demorei um pouco mais para me encontrar no azul da tua retina, afinal já havia me perdido em outras tonalidades que não eram as certas.
Mas quando, enfim, fui fisgada por uma lembrança não vivida, tive certeza, eras tu que viria.
Meu amor prometido. Minha alma gêmea.
Realizamos o escrito. Podemos seguir nossos caminhos.
Eu aqui, você lá..na Dinamarca.

domingo, agosto 21, 2011

solidão

Minha solidão nunca foi sozinha.
Sempre esteve acompanhada
Pela minha companhia.

Minha solidão nunca foi vazia.
Sempre esteve preenchida
Pelo meu silêncio que ensurdecia

Minha solidão nunca foi sofrimento
Sempre teve um divertimento
Um pensamento incessante: até quando?

Minha solidão, minha melhor companhia.
Afinal, antes só do que mal acompanhada.

quinta-feira, julho 28, 2011

Divã

A primeira vez que escrevi sobre você,
não sabia bem como explicar.
Um sentimento confuso, misto de surpresa e medo.
Isso foi em 20/10/10 e batizei o post de "?". Nada mais apropriado.

A segunda vez que escrevi sobre meu sentimento por você,
continuava confusa, mas com medo de seguir meus instintos...
aqueles que já me levaram ao céu e me fizeram arder no inferno dos arrependimentos.
Isso foi em 18/12/10

Agora, terceira vez que você motiva algumas linhas, não mais de poesia, mas de desabafo
não sei o que fazer.
Te quero. Te desejo. Quero te conhecer melhor. Quero deixar você assumir na minha vida o lugar que já ocupas a tanto tempo nos meus pensamentos.
Mas... tem algo que me segura as mãos. Tem algo que me impede de ir adiante.
Não sei se é a distância ou se são as circunstâncias.
Não sei se é o teu olhar escondido sob os óculos escuros que me repelem.
Não sei...
Se é você ou se sou eu.
Por que eu te espero a tarde toda e quando te vejo alí, verdinho, não te clico?
Me boicoto? E porque não me clicou ontem? Sempre eu tenho que ir atrás de ti?
Ou acreditei demais nos horóscopos de que é preciso ter paciência com mocinhos virginianos que voam pelos ares, invadem os lares com o barulho de seus helicópteros?

segunda-feira, maio 09, 2011

Memórias

Minha memória anda falhando.
Não consigo mais lembrar tão bem quanto antes dos detalhes do teu rosto.
Nem mesmo da sequência exata de alguns fatos que, outrora, pensava eu, jamais esqueceria.
Mas... eles foram se apagando da minha memória.
Os acontecimentos e os teus gestos.. estão indo, aos poucos, para um lugar que desconheço e não tenho acesso.
Se tento lembrar o resultado é uma profusão confusa. Risos, mãos, toques, sons indescritíveis. Lugares poluídos, histórias desconexas, misturas de momentos isolados. Sem sentido. Como um sonho que se mistura à realidade.. e portanto, não se sabe se a imagem que se tem em mente é verdade vivida ou ilusão adormecida.
Minha memória anda falhando.
Onde foi mesmo que guardei a chave das lembranças?

terça-feira, maio 03, 2011

A noite dos zumbis

É triste quando numa noite assim, fria e calada, se descobre um corpo e um rosto desconhecidos, apagados, opacos. Como um morto-vivo te espreitando no espelho.
A imagem que reflete não tem mais o tal brilho no olhar, não tem o sorriso nos lábios... o cabelo, ah, o cabelo... pode-se chamar isso de cabelo? Definitivamente, parte desse corpo já morreu, a outra finge que vive... da rotina, do fazer sempre o mesmo, de novo, mais uma vez. Cansado, não reclama. Apenas segue na sua batida. Não questiona, não pergunta. Apenas aceita. Não inventa nem inova. Sempre o mesmo rito, o mesmo ritmo, calmo, lento, silencioso.
As mãos frias encontram os ossos do corpo magro, seco, descuidado. Frágil. Não há calor, apenas o frio da noite e a companhia da escuridão. Não há cobertores nem aquecedores capazes de reviver esse corpo, nem mesmo retirar essas olheiras profundas ao amanhecer. Há uma falta.
É triste quando numa noite assim, fria e calada, se descobre um coração parado. Como um morto-vivo dentro do peito.
 
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