segunda-feira, setembro 05, 2011

Saudade, uai

De repente, assim, senti saudade do cheiro do pão de queijo,
ainda quente, macio, recém saído do forno.
Senti saudade de um gosto ainda não provado, de um desejo não consumado.
Senti saudade da tua presença virtual, mas que me preenchia no senso real.
Senti saudade do trem... da batida ritmada dos ferros sobre os trilhos.
Senti saudade do teu sotaque, das tuas gírias e, até, do teu silêncio.
Senti saudade, assim... de ti.
E essa saudade, uai! surge para fazer pensar... em ti, em mim, em nosso quase [e sonhado] nós.
Senti saudade de ti, mineiro.
E isso me intriga, me castiga, me faz perder o foco.
Preciso de um óculos, daqueles de visão noturna.
Para encontrar o caminho, em meio a tanta dúvida perdida na escuridão.

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