Abriu a garrafa, sorveu o líquido no copo. Tomou um gole. Sentiu o sabor penetrar na sua língua e logo ganhar sua garganta. Com a mão direita pegou o controle remoto e ligou o rádio. Vagou entre as emissoras, com suas vozes, suas músicas e anúncios espetaculares. Bebeu mais um gole. Pegou um CD da estante e pôs para tocar no randômico. Tudo o que queria naquele momento, era fugir das ordens.
Sentou na poltrona. Fechou os olhos. Respirou fundo e buscou o alento do copo. Deixou a música e o álcool guiarem seus pensamentos.
Suas mãos fizeram doces percursos por seu corpo cansado. Do pescoço ao peito. Do peito à barriga. Da barriga às coxas. Das coxas até os pés, passando, vagarosamente por toda extensão de suas pernas. Meia garrafa vazia. E uma sensação inédita. Satisfação. Aceitação de cada pedaço de pele, antes escondida, agora mostrada à luz da lua.
E a viagem pelos desejos insanos e incoscientes resolveu mostrar sua face mais graciosa. Pensou nele. Seus lábios umedecidos e pintados pelo vinho passaram a ter o mesmo gosto que um beijo... a ser roubado.
sábado, abril 17, 2010
quarta-feira, abril 07, 2010
DR
Amor, que hora é essa?
É que tenho pressa.Para voltar a uns outros braços.
Outros?
Desculpa, querida. Não era para ser você.
Ah, sim, é a outra.
E falas com tanta naturalidade?
Mas não fostes tu que a incluiste nos teus horários? E nas tuas preferências? Não sejas cínico, amor.
Me chamas de amor e de cínico? Ora! Não estás sendo tu, a grande cínica?
Não.
Não?
Não, amor. O cínico é você. Que me chama de querida, mas queria estar nos braços da outra. Vai, corre para ela. Sou só tua distração, não sou?
Não fales assim, querida.
Pois falo sim!
Querias, teves, não queres mais! Já entendi. Tchau pra ti.
Agora deu pra ter ciúme, foi?
Não é ciúme, é realismo.
Não nasci para ti, amor.
É que tenho pressa.Para voltar a uns outros braços.
Outros?
Desculpa, querida. Não era para ser você.
Ah, sim, é a outra.
E falas com tanta naturalidade?
Mas não fostes tu que a incluiste nos teus horários? E nas tuas preferências? Não sejas cínico, amor.
Me chamas de amor e de cínico? Ora! Não estás sendo tu, a grande cínica?
Não.
Não?
Não, amor. O cínico é você. Que me chama de querida, mas queria estar nos braços da outra. Vai, corre para ela. Sou só tua distração, não sou?
Não fales assim, querida.
Pois falo sim!
Querias, teves, não queres mais! Já entendi. Tchau pra ti.
Agora deu pra ter ciúme, foi?
Não é ciúme, é realismo.
Não nasci para ti, amor.
sexta-feira, abril 02, 2010
Eu queria ser poeta
Eu queria ser poeta,
para te ter por perto:
na ponta do lápis, no rabisco no papel.
Eu queria ser poeta,
para fazer da dor, riso;
do drama, amor;
e do amor, a vida eterna.
Eu queria ser poeta,
transformar cada lágrima em beijo
e cada despedida em encontro.
Eu queria ser poeta
para te escrever um verso reverso sem fim.
Eu queria ser poeta
para mudar o rumo dos ventos, das cores e dos amores.
para te ter por perto:
na ponta do lápis, no rabisco no papel.
Eu queria ser poeta,
para fazer da dor, riso;
do drama, amor;
e do amor, a vida eterna.
Eu queria ser poeta,
transformar cada lágrima em beijo
e cada despedida em encontro.
Eu queria ser poeta
para te escrever um verso reverso sem fim.
Eu queria ser poeta
para mudar o rumo dos ventos, das cores e dos amores.
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