quinta-feira, novembro 27, 2008
Necessidade e desejo
Necessidade = vazio que precisa ser preenchido. Conceito negativista, necessidade é algo que falta, resposta ao vazio. Nesta visão, o homem é tido como um ser de carência, pois age apenas para preencher o vazio.
Desejo = uma vontade, um impulso para a ação. É um conceito positivo, indica a resposta para ação. Nesta visão, o homem age para realização de uma vontade.
Então, você tem sede de que?
Quando o sentimento amoroso é necessidade e quando é desejo?
É necessidade quando sufoca, é fardo pesado para o outro. É chantagem, ciúme. Controle, posse. A vida do outro não é mais livre.
É desejo quando busca o outro livremente, sem posse, sem domínio. Apenas amor por amor. Ambos são independentes, cada um tem sua vida própria e se conjugam no verbo, puro e simples.
domingo, outubro 19, 2008
Revelações femininas - I
Pois, bem. A partir de agora, tem início a série "Revelações Femininas". Obviamente, nem tudo será revelado. Mas as "revelações" aqui feitas, com certeza, deixarão a mostra o quanto uma mulher é um ser complexo. Complexo e sensível.
- Mulheres choram vendo novela. Não só novela, mas filmes, seriados, documentários. Qualquer coisa que evocar seus sentimentos é passível de fazê-las chorar. Depois de vários encontros e desencontros, a mocinha encontra o mocinho, a trilha sonora entra em cena e lá se vão os olhos inundados. Não tente dizer para ela não chorar, que é só ficção. Não adianta! São as mais puras lágrimas de emoção. E faz um bem danado.
- A segurança de uma mulher é proporcionalmente relativa ao modo como ela se sente perante as outras mulheres. Isto inclui, se a roupa está combinando, se o cabelo está alinhado e a maquiagem, na medida certa.
- Não existe coisa mais irritante, em dias de TPM, do que ouvir um "O que você tem?", "O que está acontecendo contigo?", "Porque você está agindo assim?". É tudo culpa dos hormônios, definitivamente, não existem respostas para as perguntas acima.
- Uma mulher pode se apaixonar por alguém com quem ela nunca falou. Viu na rua, na fila do banco.. seja onde for. Bateu o olho e gostou, tem um pontinho nos pensamentos dela. Na maioria das vezes, ela se encanta com o sujeito e o coloca na sua lista de desejos, sem necessariamente, ter a intenção de conquistá-lo.
E por hoje é só.
quarta-feira, outubro 15, 2008
paixonite principiante
de me olhar estranho.
Adoro esse teu jeito torto
revolucionário das causas justas.
Adoro esse teu jeito torto
certo, justo direito.
Adoro esse teu jeito torto
de ver o mundo.
Adoro ver teus olhos brilharem
dos teus objetos profundos.
quarta-feira, setembro 24, 2008
E a propaganda eleitoral...II
Assim, o clima dos debates, xingamentos e "truco-retruco" aumentam exponencialmente. Ah, como está ficando divertido acompanhar os programas eleitorais na TV. Principalmente dos "prefeitáveis". Um diz o outro rebate, a terceira reclama dos dois primeiros. E os assuntos se estendem... os fatos se traduzem em olhares diferentes. Afinal de contas, as obras foram "bem" ou "mal" feitas? Quem comprou voto de quem? Quem mentiu sobre o que? É um jogo de verdade e mentira, falsa-verdade e falsa-mentira. Um jogo de efeitos. Ganha quem parecer mais verdadeiro, honesto e bom para o futuro de Santo Pouco. Eu disse, "parecer", porque no lugar de onde estou, no sofá em frente a televisão, não tenho poderes de julgar e estabelecer com quem está a razão. Apenas, posso confrontar as minhas percepções com o dito (e o não dito).
Mas voltando a questão, posso dizer que a propaganda eleitoral gratuita é:
- uma oportunidade para conhecer o lado pobre e feio da sua cidade, sem sair de casa!
- uma oportunidade para testar seus conhecimentos sobre a cidade;
- uma oportunidade de ver como funciona o jogo dos efeitos de sentido;
- um programa de humor;
- um programa de terror: é melhor tirar as criancinhas da sala! não é bom que elas aprendam desde pequenas a lubridiar os adultos descaradamente.
- um programa para maiores de idade!
sábado, setembro 13, 2008
E a propaganda eleitoral...
Com um certo humor sádico, poderia dizer que o referido horário é um excelente programa humorístico. Já reparou nas estranhas figuras que aparecem no vídeo? Estranhas figuras com discursos e promessas mais estranhas ainda? É para rir ou para chorar? Ah, sim, está cada vez mais difícil encontrar um candidato a vereador que mereça meu pequeno, mas honrado, voto. E as campanhas dos "prefeitáveis"? É toma-lá, dá-cá! Um acusa o outro, o outro desmente o um... e por aí vai.
Mas voltando a raiz da questão, porque tratamos de "propaganda eleitoral" e não "publicidade eleitoral"? É simples, caro leitor.
Publicidade deriva de publicus (latim) e designa a qualidade daquilo que é público. Já propaganda é derivada de propagare, termo latino utilizado antigamente na agricultura com o significado de algo como “plantar um broto no solo”. O termo ganhou novo sentido quando o Papa Clemente VII, em 1597, fundou a Congregação da Propaganda, com o intuito de propagar a fé católica pelo mundo. Logo, propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias, políticas, religiosas ou filosóficas.Assim, o que os políticos fazem (ou melhor, tentam fazer) é propagar seus princípios através da mídia, para arrecadar votos, confiança e "fiéis" aos seus partidos.
Toda propaganda é ideológica, voltada às emoções, idéias e ideais. Vale lembrar, que a propaganda foi uma das poderosas ferramentas utilizadas por Hitler para propagar a ideologia nazista. O triste exemplo alemão, apenas comprova o poder que as mensagens podem exercer.
Então, caro eleitor, pense muito bem, avalie as propostas... deixe a emoção de lado, e chame a razão para o debate.
terça-feira, setembro 09, 2008
Ah..se eu pudesse.
Ao menos uma vez.
Apreciar tua retina castanha, em silêncio.
Ter a tua voz ao pé do meu ouvido.
Ah, se eu pudesse.
Ao menos uma vez.
Sentir teu abraço quente.
Tua barba roçar na minha pele.
Teu lábio macio, me dizendo que sim.
Te garanto.
Não esquecerias.
Nem que fosse uma única vez.
[opa! Adelaide está voltando. Encantada com o moço que fala bonito]
domingo, agosto 31, 2008
Bom caráter
Lá pelas tantas, uma frase me surpreende:
"Você sabe quando um homem é de bom caráter, quando ele se dá bem com todos as suas ex-mulheres, ex-namoradas..."
Fiquei pensando por um momento. E, realmente, há lógica no dito. Um sujeito que consegue transformar um antigo relacionamento amoroso em amizade, deve ser um bom sujeito. Sempre desconfiei desses seres que não podem ver os exs "nem pintados de ouro". Aonde foi parar todo o sentimento que os unia?? Me parece que nunca houve sentimento algum, apenas o desejo de posse, numa relação falsa, incompleta. Com algumas exceções, obviamente. Afinal, perdoar aquela que transformou sua cabeça numa "galhada" não deve ser muito fácil...
Ok, há relacionamentos e relacionamentos, com os mais variados motivos para o derradeiro final. Mas a lógica da frase está no sentido da dupla concordância: o homem se dá bem com a ex, e vice-versa. Ambos são bem resolvidos, ninguém arrasta corrente pelo outro o resto da vida. Acabou a paixão, acabou. Mas resta o respeito, os bons momentos, os laços sinceros que os uniam.
Então, quando um outro alguém aparecer na sua vida, procure saber como ele trata as suas exs. Valiosos indícios podem ser revelados. Se a lamúria sobre a ex for muito grande... abra os olhos, pois é muito provável que ocorra várias comparações (entre você e ela) e ele tente te transformar numa "cópia perfeita" dela (ninguém merece). Agora, se ele parecer bem resolvido, é só correr para o abraço.
A expressão revela uma verdade: ninguém está pronto para assumir uma nova relação, se ainda guarda mágoas e negatividade da antiga. É preciso colocar o ponto no "i" antes de seguir a frase.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Tempo
Devoras o que possuo.
Levas o que tenho.
Tudo acaba, termina.
Como sonho culmina.
Tempo,
para onde fostes?
para onde vais?
para onde levas o meu tempo?
Tempo
mistério sem resposta.
medo em ponteiros.
foi e não volta.
terça-feira, agosto 05, 2008
Dicionário
“Quando consultamos uma palavra no dicionário, o dicionário nos fornece uma definição ou um sinônimo daquela palavra. Em nenhum dos casos, o dicionário nos apresenta a ‘coisa’ mesma ou o ‘conceito’ mesmo. A definição do dicionário simplesmente nos remete para outras palavras, ou seja, para outros signos. A presença da ‘coisa’ mesma ou do ‘conceito’ mesmo é indefinidamente adiada: ela só existe como traço de uma presença que nunca se concretiza. Além disso, na impossibilidade da presença, um determinado signo só é o que é porque ele não é um outro, nem aquele outro etc., ou seja, sua existência é marcada unicamente pela diferença que sobrevive em cada signo como traço, como fantasma e assombração”
Referência:
SILVA, Tomaz Tadeu da. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.); HALL, Stuart; WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 79.
sexta-feira, julho 04, 2008
o que é o tempo?
Tempo. Uma convenção da humanidade, marcada por horas, minutos, segundos... dias, meses, anos e seus derivados.
Tempo. Cada um dos 45 minutos de um jogo de futebol, separados pelo intervalo.
Tempo. Uma forma amena de dizer ao parceiro que seu romance chegou ao fim.
Tempo. O estado metereológico do ar, das nuvens, do sol...
Tempo. O senhor da razão, o aprendizado.
Tempo. O passado. O presente. O futuro. Não necessariamente nesta ordem.
Tempo. Algo entre o ontem e o hoje.
Tempo. Indicativo de mudança.
Tempo. Saudade... daquele tempo.
quarta-feira, maio 28, 2008
Enquanto a chuva cai II
molha teu rosto,
escorre pela alma,
espalha o perfume pelo corpo.
Enquanto a chuva cai
penso em ti,
que nem tens um rosto,
nem tens um corpo,
nem tens um nome.
Enquanto a chuva cai
eu sonho,
eu desejo,
aquele ser que ainda não encontrei.
Enquanto a chuva cai I
Escorre pela grama
Lava as calçadas
Encharca os sapatos
A canção não para de tocar
Aqui, só para mim.
Enquanto a chuva cai
O vento brinca com os guarda-chuvas,
Os cabelos,
Os rumores e humores
A cena não para de rodar
Aqui, só para meus olhos admirar
Enquanto a chuva cai
eu fico aqui,
observando o mundo,
construindo a realidade,
imaginando cenas, trilhas, heróis e vilões
enredos fantásticos
de histórias que nem sei onde começaram,
mas sei que, um dia, acabam.
Afinal, não pode chover para sempre.
sexta-feira, maio 23, 2008
Ao acaso
Nada premeditado, nada arrumado.
Acontecem, assim, do nada.
Ou do aparente "nada".
Talvez uma força maior, a da imprevisibilidade, já previsse tudo. Já esperasse o momento certo, para brincar com os olhos castanhos.
E como numa narrativa de cinema, ela vem, despreocupada, desarrumada e descabelada. Descendo a ladeira... lá em baixo, no plano, à sorte dos momentos, ele aguarda.
E o instante mágico do reencontro se faz.
E a imagem se transmuta dos olhos, para a memória... para ser revista.
As poucas palavras, o sorriso, o olhar... tudo gravado, arquivado.
E a vontade de um novo acontecimento inesperado, torna-se esperado.
E não se pode fazer mais nada além de esperar.
Um novo acaso... por acaso.
sexta-feira, maio 16, 2008
Pensamento do dia
Para mim, vale a verdade. A honestidade. A consciência tranquila e o coração em paz.
Há quem diga que os relacionamentos ditos "abertos", são a mais pura expressão de leviandade, liquidez e falta de objetivos construtivos em torno de um comum. Mas eu, eu Habylee, penso diferente.
Vejo neste tipo de relação a melhor solução para quando uma (ou ambas) das partes não tem convicção de que a outra é sua cara metade... e por consequência pensa que pode estar "empatando" a vida do outro (e a sua também). Ok, você pode questionar: "por que não terminam de uma vez?". A resposta é simples e complexa.
É uma questão de honestidade. Não se trata de "enrolar" o outro. Se trata de uma chance, uma oportunidade para testar a relação e, ao mesmo tempo, não fechar as portas para novas ocasiões do acaso (ou do destino).
Talvez realmente exista um forte sentimento, uma vontade amba de estar junto... mas falta a certeza do "para sempre". E enquanto a certeza não vem... ambos tem a chance de conhecer outras pessoas e conhecer a si mesmo. Tem a chance de verificar qual força os une. Afinal, se continuam "juntos" e não querem dizer o definitivo "acabou"... existe algo muito mais belo, poético e amoroso do que se pode supor.
Obviamente, o desgaste pode ser mais rápido. Numa noite qualquer, a metade de uma das laranjas pode aparecer... e nessa hora o fim é imprescindível. O relacionamento aberto também tem um parceiro fixo... um único fixo. Os outros são apenas coadjuvantes que não aparecem por mais de uma cena. Repetir cenas com coadjuvantes, é traição. Protagonizar cenas calientes com coadjuvantes também.
Ainda, este tipo de relação, põe à prova uma gama infindável de sentimentos (ciúme, raiva, paixão, amor, possessividade, agressividade, compaixão, perdão...), o fundo e o alto do poço negro das emoções e instintos é experimentado de forma intensa e, por vezes, incontrolável. Embora a lógica do "prazer e dor" não seja a ideal para os aprendizados desta vida... é com certeza, o tipo de aprendizado que ocorre nesta situação.
As feridas, viram cicatrizes. As cicatrizes, lembranças. E as lembranças... memórias. Conhecimento, acima de tudo, pessoal: seus limites, suas potencialidades, fraquezas e forças. Você cresce. E renasce.
quarta-feira, abril 30, 2008
O que os olhos não veêm
desvie os teus olhos dos meus
Mesmo que tua mão esteja segurando outra
Mesmo que teu beijo esteja beijando outra
Mesmo que teu abraço esteja acariciando outra
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
Nem fique visivelmente atordoado, perdido
Sem saber o que fazer
Só porque meus olhos cruzaram com os teus
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
Como tens feito ultimamente
Aquela que segura tua mão pode notar
E pode estranhar teu silêncio repentino
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
Pois,
posso pensar que guardas algum tipo de mágoa,
ou que ainda me amas.
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
O que os olhos não vêem, a fisionomia não demonstra.
O que os olhos não vêem, o silêncio não esconde.
domingo, abril 27, 2008
Jogo solitário
Sem derrotas.
Só empate. Empate técnico.
Estou com as cartas na mão.
Não há cartas na manga, nem mentiras, nem meias verdades.
A verdade é uma única só.
Única e verdadeiramente verdade.
Estou com todas as fichas.
Mas não há jogadores.
Não existem apostas.
Apenas eu, as cartas e as fichas.
Num jogo interminável.
Interminável solidão.
domingo, abril 20, 2008
Trens
A máquina, a fatia de nossa personalidade que mostramos aos outros. Talvez a nossa superficialidade.
Os vagões, o conjunto do nosso "eu". Nossas "n" identidades, identificações, gostos, histórias, vitórias, derrotas. Enfim, o conjunto de nossas experiências pessoais (incluindo as influências do meio em que vivemos).
E a vida??
A vida é a vigem, pelo trilho.
Trilho, esse, desconhecido, incerto. Cheio de altos, baixos... túneis e belas paisagens. Assim, como uma metamorfose ambulante, nosso caminho se faz ao caminhar.
E o destino?
Encontrar uma estação - a do autoconhecimento.
("As pessoas são trens": concordo com você, amigo Cordeiro)
sábado, abril 05, 2008
Porque toda propaganda de cerveja tem mulher?
Fugindo de qualquer tipo de discurso feminista, e com a plena consciência de que outros motes (que não exploram a beleza e sensualidade feminina) simplesmente não vingam nos comerciais de cerveja, a questão torna-se pertinente.
Será que o comportamento típico do brasileiro ou o comportamento desenhado há anos pela mídia, considera todo homem um conquistador, uma espécie de "Dom Juan" tupiniquim? E assim, a mulher (objeto de desejo) torna-se a grande força motivadora para o consumo?
Até que ponto a as belas curvas funcionam para vender cerveja?
Será que a fórmula tão repetida gerou costume? Associar mulher e cerveja, tornou-se senso comum e, portanto, ainda garante bons rendimentos aos fabricantes?
Ou todas estas suposições estão erradas?
O que determina "tanta criatividade" em torno dos mesmos objetos (a garrafa, a bebida, a mulher, o homem e o clima de sedução) é cultural?
É provável que, enquanto nossos "meninões" agirem e pensarem como se estivessem no tempo das cavernas, interessados em garantir seu espaço e sua fêmea frente a outros machos, ainda sejam convencidos a comprar em função de um belo par de pernas.
Enquanto a velha fórmula funcionar, este tipo de exposição permanecerá, verão após verão. E como consequência, o sentido de verdade "absoluta" tende a se manifestar. Afinal, é o que a propaganda, em geral, sempre mostra (e de um ou de outro modo, a mídia influencia os padrões de comportamento). E numa bola de neve, algumas parcelas da população acreditarão piedosamente que consumir aquela cerveja, vai ajudar a conquistar aquela mulher dos sonhos.
A dúvida permanece.
segunda-feira, março 24, 2008
O segredo
O maior segredo está em decifrar o que somos, ou melhor, quem somos. E isto vai além do "eu sou a Fulaninha das Tantas", do "eu faço tal coisa" ou "eu conheço o Beltraninho". Nós, todos nós, somos muito mais complexos que estes dizeres tão corriqueiros... tão comuns na nossa dita vida social.
Sem dúvida, somos resultado do que fazemos. Da história que carregamos, nossos antepassados sanguíneos e culturais. E, também, dos relacionamentos que cultivamos. Mas somos mais que isso.
Somos uma profusão de sentimentos, razões, emoções e instintos. Possuímos opinião sobre quase tudo... e em meia hora, essa mesma opinião pode ter tomado rumos diferentes, sem que isto signifique leviandade. Choramos sem saber o motivo, gargalhamos de coisas sem graça e ferimos, sem querer, quem mais a gente ama.
Acredito que somos, em grande parte, construídos por aquilo que nos dedicamos. Por aquilo que nós gostamos, pelo que nos apaixonamos. Também somos construídos por todo aprendizado que nossas paixões carregam, pelas feridas abertas e pelas cicatrizes.
Somos, em essência, um jogo de erro e acerto.
sexta-feira, março 14, 2008
Às vezes
ouço a nossa música tocar
sinto teu perfume no ar
lembro do teu olhar
Às vezes, quando fecho os olhos
desejo o calor do teu abraço
quero o carinho dos teus beijos
almejo fazer o tempo voltar
Mas o tempo não volta.
O tempo não pára.
Apenas segue adiante.
Às vezes, fecho os olhos para sonhar.
Um sonho repetido.
Um sonho não acontecido.
Um sonho interrompido.
Mas, apenas às vezes.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Uma receitinha infalível!
Mas, as vezes, infelizmente a gente esquece. E a tempestade no copo de água torna-se inevitável.
Aí estão os ingredientes...
O modo de preparo... bem, este depende da interpretação de cada um.
- Uma xícara de Voltaire:
"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras, nem novas descobertas".
- Uma boa dose de Chico Xavier:
"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas todos podem começar agora e fazer um novo fim."
- E para finalizar, tempero a gosto do freguês. Sugiro uma pitada de Hich, do filme O Conselheiro Amoroso:
"Porque viver não significa quantas vezes você respirou, mas quantas perdeu o fôlego."
terça-feira, fevereiro 19, 2008
A Mocinha e o Pirata
Em um dos navios, vivia escondido um Pirata.
O Pirata não tinha perna-de-pau, nem tapa olho... muito menos um gancho. Mas ele tinha uma luneta.
Ao longe, avistou a Mocinha com seu vestido azul, sozinha, sentada numa pedra. Com a sensação de ter encontrado um tesouro, atirou-se no mar gelado.
"Homem ao mar!"
"Homem ao mar!"
Gritaram os demais marujos.
A Mocinha nada viu.
Apenas sentiu a mão fria e molhada do Pirata tocar seu ombro e um beijo quente tocar sua boca.
O Pirata sorriu, estendeu a mão e com um olhar vitorioso sussurou no ouvido da Mocinha: "Sou um pirata, ladrão dos mares. Roubo navios e vou roubar seu coração".
A Mocinha enfrentou aquele olhar sedutor e vagarosamente respondeu: "Bem vindo a terra firme, sr. dos mares".
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Tsc, tsc, tsc
Algumas não merecem cafajestes e têm santinhos.
Outras não têm ninguém.
Mas como diria David Coimbra... mulher gosta de homem com cara de cafajeste... com o sonho de um dia, colocar o moço na linha e torná-lo descente. Desses pra casar.
A figura do cafajete acima é bem semelhante ao descrito abaixo, no trecho da música "Livre pra voar" do Exaltasamba. Eu não sou mto de samba, pagode ou funk... mas esse aí.. chamou a atenção. Será que foi o cafajeste da letra??? tsc, tsc, tsc...
"Peço, por favor
Não se apaixone
Pois não sou aquele homem
Que um dia o seu pai sonhou
Eu só tenho cara de santinho
Sempre faço com jeitinho
Coitada de quem acreditou...
Eu prometo te dar carinho
Mas gosto de ser sozinho
Livre pra voar
Quem sabe outro dia
A gente possa
Se encontrar de novo
Prometo te dar carinho
Mas gosto de ser sozinho
Livre pra voar
Quem sabe um outro dia
A gente possa se encontrar..."
(para meu eterno "cafajeste". Mas no fundo ele era santinho.. quietinho, mudinho)
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
mistérios
Mistério ainda maior é essa vontade absurda de ver alguém que há muito partiu destas terras, sem dizer adeus. Um desejo louco de encontrar uma pista, uma agulha em um palheiro do outro lado do oceano. E me pergunto qual motivo? Não sei.
Talvez a vontade de reviver uma história sem pé nem cabeça, com um começo inusitado, mas sem um meio e sem um fim delimitado.
Talvez o desejo de manter viva a esperança de rever aqueles pequenos olhos brilhantes. Talvez o desejo de sentir o coração batendo, envolvido naquele perfume importado.
Ah, suspiros não trazem príncipes vikings de volta.
Um príncipe "real freakin' naughty" como ele mesmo se define..
O coração é bobo.
O meu principalmente.
Cria castelos em nuvens.
E não vê que os príncipes viraram sapos.
(for Dk)
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Vida em ondas
Um clic do mouse.
Meia dúzia de palavras pensadas.
Meia dúzia de coisas ditas.
Silêncio.
Da dúvida.
Do medo.
Do desejo.
Vai e vem.
Vem e vai.
A vida como ondas do mar.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
jogo
confusão de sentimentos,
odores, sabores, cores
jogo de luzes e sombras na parede
jogo de imagens no espelho
jogo de incertezas
o certo é incerto
e o desejo é uma certeza, uma dúvida
arde sem se ver
fere sem se sentir
apenas quer.
não sabe por que
não sabe o quê
jogo de incertezas.
