A mais pura verdade dos dicionários. Li, gostei, postei.
“Quando consultamos uma palavra no dicionário, o dicionário nos fornece uma definição ou um sinônimo daquela palavra. Em nenhum dos casos, o dicionário nos apresenta a ‘coisa’ mesma ou o ‘conceito’ mesmo. A definição do dicionário simplesmente nos remete para outras palavras, ou seja, para outros signos. A presença da ‘coisa’ mesma ou do ‘conceito’ mesmo é indefinidamente adiada: ela só existe como traço de uma presença que nunca se concretiza. Além disso, na impossibilidade da presença, um determinado signo só é o que é porque ele não é um outro, nem aquele outro etc., ou seja, sua existência é marcada unicamente pela diferença que sobrevive em cada signo como traço, como fantasma e assombração”
Referência:
SILVA, Tomaz Tadeu da. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.); HALL, Stuart; WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 79.
terça-feira, agosto 05, 2008
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