Esqueça o colorido de meus olhos,
mas lembre-se do cinza das minhas palavras.
Palavras ditas com seriedade,
para rasgar as nuvens brancas
dos castelos imaginados e dos elefantes enfeitados.
Palavras carregadas de chumbo.
De cinzas de um amor
que ardeu em brasa, mas não resistiu ao pó.
Que paira sobre o porta-retrato e apaga...
Poeira cósmica, das dúvidas e das incertezas.
Afinal, a origem do universo ainda é um mistério que atravessa a noite fria e solitária.
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