Não.
Sorrisos falsos não me bastam.
Sentimentos falsos não me bastam.
Aprender a mentir, num mundo de fantasias é fácil.
Difícil é olhar no espelho
É encarar o outro que te miras, te denuncia.
Não.
Não quero mais amores de mentira.
Nem sentimentos infundados.
Se for para me decepcionar,
que seja logo. Que seja breve.
Tão breve quanto o segundo que passa.
Tão logo quanto o minuto seguinte.
Antes que o calor se faça, em meio a este frio
Antes que o desejo arda como a brasa
Antes, bem antes...
Se vá,
feito fumaça.
Evapore pelo ar,
sem deixar traços, rastros.
domingo, maio 31, 2009
sábado, maio 16, 2009
Susurros de um desejo não revelado
Ao pé do teu ouvido,
não restam mais palavras.
Apenas brincos.
Brilhos, cores, amores.
Susurros de um desejo não revelado.
Ao pé do teu ouvido,
a vontade dita,
foi apenas um suspiro...
Alí, no pé do teu ouvido,
faltou coragem.
Sobrou vontade.
Ao pé do meu ouvido,
Te quero.
não restam mais palavras.
Apenas brincos.
Brilhos, cores, amores.
Susurros de um desejo não revelado.
Ao pé do teu ouvido,
a vontade dita,
foi apenas um suspiro...
Alí, no pé do teu ouvido,
faltou coragem.
Sobrou vontade.
Ao pé do meu ouvido,
Te quero.
domingo, maio 10, 2009
síndrome de Narciso
Era uma vez, um rapaz que tinha a síndrome de Narciso. Ele pensava que todo o mundo admirava, que todo mundo queria sua atenção. Que era o mais belo, o mais forte, o mais másculo, o mais interessante e desejável rapaz da aldeia.
Sua convicção era tamanha, que chegava a desconfiar que os outros rapazes o invejavam e tramavam armadilhas para destruir seu encanto. O rapaz sentia que seu poder de sedução era tão intenso que era capaz de despertar interesses homossexuais em outros rapazes.
Era tão convencido que não percebia a diferença entre um amigo e um enamorado. Não aceitava ser rejeitado pelas moças e muito menos ter seus dotes físicos diminuídos. O rapaz, já em desepero, usava da violência para manter sua suposta supremacia. Suas palavras baixas, suas brincadeiras de mau gosto exteriorizavam aquilo que todos sabiam, mas ele não entendia: não se pode comprar o amor das pessoas.
Sua convicção era tamanha, que chegava a desconfiar que os outros rapazes o invejavam e tramavam armadilhas para destruir seu encanto. O rapaz sentia que seu poder de sedução era tão intenso que era capaz de despertar interesses homossexuais em outros rapazes.
Era tão convencido que não percebia a diferença entre um amigo e um enamorado. Não aceitava ser rejeitado pelas moças e muito menos ter seus dotes físicos diminuídos. O rapaz, já em desepero, usava da violência para manter sua suposta supremacia. Suas palavras baixas, suas brincadeiras de mau gosto exteriorizavam aquilo que todos sabiam, mas ele não entendia: não se pode comprar o amor das pessoas.
terça-feira, maio 05, 2009
Pudera eu...
Pudera eu parar o tempo,
Voltar os minutos passados,
E transformar o segundo atrás em segundo futuro.
Pudera eu te esperar
com a roupa limpa,
a casa em ordem,
e um sorriso novo...
Pudera eu parafrasear os versos,
dos verbos dos poetas,
para te dizer o indidizível.
Pudera eu te dizer,
aquilo que eu não entendo?
Tão simples, tão tranquilo.
Tão você.
Pudera eu te dizer,
que teu lugar é aqui,
ao pé do meu ouvido?
Voltar os minutos passados,
E transformar o segundo atrás em segundo futuro.
Pudera eu te esperar
com a roupa limpa,
a casa em ordem,
e um sorriso novo...
Pudera eu parafrasear os versos,
dos verbos dos poetas,
para te dizer o indidizível.
Pudera eu te dizer,
aquilo que eu não entendo?
Tão simples, tão tranquilo.
Tão você.
Pudera eu te dizer,
que teu lugar é aqui,
ao pé do meu ouvido?
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