Subi as mais altas montanhas para poder te ver
E lá do alto, pude perceber, enfim, o quanto a vida é pequena
E quanto tempo tempo se gasta em uma fila de banco,
Enquanto, na verdade, se queria estar em outro lugar.
É incrível o quanto de mim, perdi
O quanto de ti que não encontrei.
As coincidências, baby, elas existem pra quê?
Para enganar as certezas ou certificar as dúvidas?
As coincidências, baby, elas existem pra quê?
Para eu ficar feliz com um status online e não ter coragem de sair do invisível?
As coincidências, baby, elas existem pra quê?
Para que toda essa tolice seja pensada e eu tome uma decisão?
Mas eu subi até o alto da montanha, e agora, tenho medo de cair.
sábado, dezembro 18, 2010
quarta-feira, outubro 20, 2010
?
Voa alto, meu bem.
Voa, vai, ao longe.
Dança entre as nuvens, meu bem.
Invade o silêncio dos lares.
E depois retorna.
Aos braços da tua amada amante.
Voa alto, meu bem.
Voa, vai longe.
Até onde tua imaginação permitir.
Mas volta à realidade, meu bem.
Deixa as fantasias de lado, meu bem.
E me encare com a mesma frieza de antes...
Será que você consegue?
Voa, vai, ao longe.
Dança entre as nuvens, meu bem.
Invade o silêncio dos lares.
E depois retorna.
Aos braços da tua amada amante.
Voa alto, meu bem.
Voa, vai longe.
Até onde tua imaginação permitir.
Mas volta à realidade, meu bem.
Deixa as fantasias de lado, meu bem.
E me encare com a mesma frieza de antes...
Será que você consegue?
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mineiro
quarta-feira, setembro 22, 2010
você é um cachorro
Agora vamos brincar de gato e rato.
Mas quem é o gato e quem será o rato?
Você some do alcance do meu olhar, mas ao mínimo sinal de perda de espaço, volta, correndo.
Volta só para tumultuar meus pensamentos. Para preencher minha timeline de DMs.
Lança a isca, querendo ser iscado pela minha memória e, de brinde, desejado pelos meus lábios.
Lança a isca, mas não quer envolvimento, quer ser lembrado. Ter seu lugar cativo garantido.
Mas o meu carinho não vive só de saudade.
E uma saudade só de sonhos não é saudade. É fantasia.
E, se for assim, eu não quero mais brincar.
Sou um cachorro, não sei ser gato. Nem rato.
Sei ser fiel. Sei esperar.
Mas, esperar por uma incerteza não me parece muito inteligente...
E meu faro, me diz, que você está do lado de cá, mas não quer assumir.
Meu faro me diz, que você tem medo de ser esquecido.
Você já me deu um não. Agora, torne explícito se tudo isso é um sim.
Eu já cansei de suposições.
Eu já cansei de invenções.
Eu já cansei de todos esses clichês.
Sejamos claros e francos.
Você quer brincar de gato e rato.
Mas você é um cachorro.[eu também sou]
Que tal irmos uivar para a lua?
Mas quem é o gato e quem será o rato?
Você some do alcance do meu olhar, mas ao mínimo sinal de perda de espaço, volta, correndo.
Volta só para tumultuar meus pensamentos. Para preencher minha timeline de DMs.
Lança a isca, querendo ser iscado pela minha memória e, de brinde, desejado pelos meus lábios.
Lança a isca, mas não quer envolvimento, quer ser lembrado. Ter seu lugar cativo garantido.
Mas o meu carinho não vive só de saudade.
E uma saudade só de sonhos não é saudade. É fantasia.
E, se for assim, eu não quero mais brincar.
Sou um cachorro, não sei ser gato. Nem rato.
Sei ser fiel. Sei esperar.
Mas, esperar por uma incerteza não me parece muito inteligente...
E meu faro, me diz, que você está do lado de cá, mas não quer assumir.
Meu faro me diz, que você tem medo de ser esquecido.
Você já me deu um não. Agora, torne explícito se tudo isso é um sim.
Eu já cansei de suposições.
Eu já cansei de invenções.
Eu já cansei de todos esses clichês.
Sejamos claros e francos.
Você quer brincar de gato e rato.
Mas você é um cachorro.[eu também sou]
Que tal irmos uivar para a lua?
quinta-feira, setembro 16, 2010
é surreal...
"A sua primeira paixão,
a mulher ama seu amante;
em todas as outras ela só ama o amor".
(Don Juan Byron)
no silêncio soluçante, adoçado por lágrimas de saudade.
é surreal.
é surreal, mas uma mulher pode amar o amor... pode amar a situação, a emoção... não o sujeito que tem um nome, um rosto, um corpo. Ela ama dizer que o ama. Que sente saudades. Mas, talvez, ela não o ame.
Pobre homem. Enganado.
E todos se enganam.
Daqui uns tempos, eles notam... algo está errado. E daí, partem.
Cada um para seu lado.
Com suas lágrimas.
E suas malas.
quarta-feira, maio 12, 2010
Eclipse
Hoje, por um momento raro e divino
para além das probabilidades probabilísticas
abracei a felicidade.
Um abraço rápido, mas marcante.
Encontrei a felicidade, assim, no caminho para casa.
Sob a sombra das árvores.
Sorriu ao me ver... estava um pouco diferente da última vez que nossos caminhos haviam se cruzado.
Mas o que importa as diferenças? O que importa é que era ela.
Ah, felicidade.
Quem sabe um dia, deixamos de ser como o sol e a lua que só se encontram na passagem rápida do eclipse?
para além das probabilidades probabilísticas
abracei a felicidade.
Um abraço rápido, mas marcante.
Encontrei a felicidade, assim, no caminho para casa.
Sob a sombra das árvores.
Sorriu ao me ver... estava um pouco diferente da última vez que nossos caminhos haviam se cruzado.
Mas o que importa as diferenças? O que importa é que era ela.
Ah, felicidade.
Quem sabe um dia, deixamos de ser como o sol e a lua que só se encontram na passagem rápida do eclipse?
sábado, abril 17, 2010
Mais um gole
Abriu a garrafa, sorveu o líquido no copo. Tomou um gole. Sentiu o sabor penetrar na sua língua e logo ganhar sua garganta. Com a mão direita pegou o controle remoto e ligou o rádio. Vagou entre as emissoras, com suas vozes, suas músicas e anúncios espetaculares. Bebeu mais um gole. Pegou um CD da estante e pôs para tocar no randômico. Tudo o que queria naquele momento, era fugir das ordens.
Sentou na poltrona. Fechou os olhos. Respirou fundo e buscou o alento do copo. Deixou a música e o álcool guiarem seus pensamentos.
Suas mãos fizeram doces percursos por seu corpo cansado. Do pescoço ao peito. Do peito à barriga. Da barriga às coxas. Das coxas até os pés, passando, vagarosamente por toda extensão de suas pernas. Meia garrafa vazia. E uma sensação inédita. Satisfação. Aceitação de cada pedaço de pele, antes escondida, agora mostrada à luz da lua.
E a viagem pelos desejos insanos e incoscientes resolveu mostrar sua face mais graciosa. Pensou nele. Seus lábios umedecidos e pintados pelo vinho passaram a ter o mesmo gosto que um beijo... a ser roubado.
Sentou na poltrona. Fechou os olhos. Respirou fundo e buscou o alento do copo. Deixou a música e o álcool guiarem seus pensamentos.
Suas mãos fizeram doces percursos por seu corpo cansado. Do pescoço ao peito. Do peito à barriga. Da barriga às coxas. Das coxas até os pés, passando, vagarosamente por toda extensão de suas pernas. Meia garrafa vazia. E uma sensação inédita. Satisfação. Aceitação de cada pedaço de pele, antes escondida, agora mostrada à luz da lua.
E a viagem pelos desejos insanos e incoscientes resolveu mostrar sua face mais graciosa. Pensou nele. Seus lábios umedecidos e pintados pelo vinho passaram a ter o mesmo gosto que um beijo... a ser roubado.
quarta-feira, abril 07, 2010
DR
Amor, que hora é essa?
É que tenho pressa.Para voltar a uns outros braços.
Outros?
Desculpa, querida. Não era para ser você.
Ah, sim, é a outra.
E falas com tanta naturalidade?
Mas não fostes tu que a incluiste nos teus horários? E nas tuas preferências? Não sejas cínico, amor.
Me chamas de amor e de cínico? Ora! Não estás sendo tu, a grande cínica?
Não.
Não?
Não, amor. O cínico é você. Que me chama de querida, mas queria estar nos braços da outra. Vai, corre para ela. Sou só tua distração, não sou?
Não fales assim, querida.
Pois falo sim!
Querias, teves, não queres mais! Já entendi. Tchau pra ti.
Agora deu pra ter ciúme, foi?
Não é ciúme, é realismo.
Não nasci para ti, amor.
É que tenho pressa.Para voltar a uns outros braços.
Outros?
Desculpa, querida. Não era para ser você.
Ah, sim, é a outra.
E falas com tanta naturalidade?
Mas não fostes tu que a incluiste nos teus horários? E nas tuas preferências? Não sejas cínico, amor.
Me chamas de amor e de cínico? Ora! Não estás sendo tu, a grande cínica?
Não.
Não?
Não, amor. O cínico é você. Que me chama de querida, mas queria estar nos braços da outra. Vai, corre para ela. Sou só tua distração, não sou?
Não fales assim, querida.
Pois falo sim!
Querias, teves, não queres mais! Já entendi. Tchau pra ti.
Agora deu pra ter ciúme, foi?
Não é ciúme, é realismo.
Não nasci para ti, amor.
sexta-feira, abril 02, 2010
Eu queria ser poeta
Eu queria ser poeta,
para te ter por perto:
na ponta do lápis, no rabisco no papel.
Eu queria ser poeta,
para fazer da dor, riso;
do drama, amor;
e do amor, a vida eterna.
Eu queria ser poeta,
transformar cada lágrima em beijo
e cada despedida em encontro.
Eu queria ser poeta
para te escrever um verso reverso sem fim.
Eu queria ser poeta
para mudar o rumo dos ventos, das cores e dos amores.
para te ter por perto:
na ponta do lápis, no rabisco no papel.
Eu queria ser poeta,
para fazer da dor, riso;
do drama, amor;
e do amor, a vida eterna.
Eu queria ser poeta,
transformar cada lágrima em beijo
e cada despedida em encontro.
Eu queria ser poeta
para te escrever um verso reverso sem fim.
Eu queria ser poeta
para mudar o rumo dos ventos, das cores e dos amores.
domingo, março 14, 2010
Insana
Nada de lágrimas.
Nada de cinzas.
Nada de beijos.
Apenas o afago contido no abraço
forte, apertado, sufocante.
Desejo contido,
desejo contado,
desejo narrado.
Desejo sentido no calor do afago.
Desejo contido pelo corpo.
Desejo vivido pela mente... insana.
(mdf)
Nada de cinzas.
Nada de beijos.
Apenas o afago contido no abraço
forte, apertado, sufocante.
Desejo contido,
desejo contado,
desejo narrado.
Desejo sentido no calor do afago.
Desejo contido pelo corpo.
Desejo vivido pela mente... insana.
(mdf)
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