O ano está acabando. E está chegando a hora da boa e velha retrospectiva. Os fatos que marcaram o meu mundinho neste 2007. Vejamos.
2007 começou em janeiro. Oh, grande revelação! Ao menos foi um janeiro com bons motivos a serem relembrados. Retomar uma amizade profundamente abalada é o principal deles.
Fevereiro... ah, fevereiro. O calor do segundo mês do ano aqueceu de vez a amizade retomada em janeiro e a coloriu em tons quentes.
Março. Fim da graduação. Dúvidas. Tempestades. Início da era "pós". Desmaio. O corpo sofre. Definitivamente um mês estranho. Para deixar mais estranho ainda, vi D1. e pressenti algo estranho. Não era pra ser.
Abril. Um mês de cara inchada (literalmente). Dores. Anti-inflamatórios. Suspeitas. Coração na mão.
Maio. Aqui o coração desabou. A cabeça rodou. O brilho do olho apagou.
Junho. Tristeza. Dúvidas... Dia 22: tentativa de achar uma agulha no palheiro ou um novo-velho amor desesperadamente?
Julho. Novos projetos.
Agosto. Novos horizontes.
Setembro. Estudo. D2. reaparece graças aos dispositivos digitais. Bem simpático. Me manda uma foto. :)
Outubro. Estudo. D1. dá sinais de vida.
Novembro. Estudo. Largei o mundo. Resolvi ser um pouco egoísta e pensar em mim. E pensar foi o que mais fiz nestes 3 meses. Minha vida se resumiu em projetos, livros, artigos e planos para o futuro. Vida totalmente = dedicação aos estudos. Nem sentia mais vontade de sair. Será que isso é um sintoma grave? Loucura próxima?
Dezembro. Hora de colher o que a gente planta. E posso dizer que a colheita foi boa. D1 está mais próximo, mais amigo... conversamos como nunca havíamos conversado antes. Penso que o tempo sem o olho no olho (desde março) ajudou a espantar a paixonite aguda crônica e abriu espaço para uma amizade verdadeira. Dia 11 = relaxar é preciso, chorar ajuda a pôr pingos nos "is". Dia 18 = a melhor colheita = mestre! Dia 22 = ver e abraçar os amigos do coração = não tem preço. Dia 25 = é Natal! Dia 31 = ainda está por vir....
quarta-feira, dezembro 26, 2007
sábado, dezembro 15, 2007
Lágrimas em chuva
As vezes é bom chorar sem aparente razão.
As vezes é bom chorar por sentir o peito apertar.
As vezes é bom chorar sem esconder as lágrimas.
As vezes é bom chorar...
Desafoga o coração.
Alivia a memória.
Lava a alma.
Escorre para fora do corpo todo medo, todo drama, toda dúvida.
Escorre para fora do corpo a vergonha de ser como é, de ser o que é.
Escorre para fora do corpo o mal... seja ele real ou fictício.
E resta o eu, simples, puro e verdadeiro.
E resta a inocência, a humildade.
E resta o bem, só o bem.
(11/12/07)
As vezes é bom chorar por sentir o peito apertar.
As vezes é bom chorar sem esconder as lágrimas.
As vezes é bom chorar...
Desafoga o coração.
Alivia a memória.
Lava a alma.
Escorre para fora do corpo todo medo, todo drama, toda dúvida.
Escorre para fora do corpo a vergonha de ser como é, de ser o que é.
Escorre para fora do corpo o mal... seja ele real ou fictício.
E resta o eu, simples, puro e verdadeiro.
E resta a inocência, a humildade.
E resta o bem, só o bem.
(11/12/07)
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Os amores de Anna, Lanna e Hanna
Anna, Hanna, Lanna. Três nomes parecidos. Três garotas. Três jovens. Três colegas. Três amigas. Três confidentes. Três companheiras. Três estilos diferentes. Três personalidades distintas, principalmente no quesito "par romântico ideal".
Anna, fazia o estilo "mulher romântica". Sonhava com um príncipe encantado e não tinha a menor vergonha ou resseio em afirmar isso. O problema é que o "príncipe" dela necessariamente deveria cumprir uma série de pré-requisitos, a começar pela primorosa educação (leia-se: legítimo um cavalheiro vindo de um filme épico), pela simpatia e os atributos físicos: ser alto, forte, com um belo sorriso, cabelos loiros esvoaçantes e olhos azuis (ou verdes)... ah, sim, ela dispensa o cavalo branco. Para Anna a estética era tudo.
Lanna, por sua vez, também tinha estereótipos preferidos. Avessa à Anna, gostava de morenos. Não importava a cor dos olhos, mas os cabelos deveriam ser negros, curtos. O rosto com linhas fortes, o corpo com bom porte, os ombros largos (leia-se: homens alguns anos mais vividos que ela). Um sorriso enigmático, bom humor e uma dose de "Dom Juan" completavam o príncipe encantado de Lanna. Derretia-se toda por um "você é linda"... e era severamente criticada por Anna. Mas fazer o quê? Para Lanna, o fascínio despertado pelos conquistadores (baratos) era tudo.
Já Hanna... ah, Hanna. Suas amigas não compreendiam sua falta de "definição de par ideal". Seu gosto e suas paixões eram tão diversas que Lanna e Anna não entendiam como era capaz alguém ter amores completamente opostos! Ora loiros, ora morenos, passando pelos castanhos. Ora tímidos, ora extrovertidos. Altos ou baixos. Artistas ou cientistas. Para Hanna, importava o brilho no fundo dos olhos. Se o olhar do suposto príncipe brilhava... as pernas de Hanna ficavam bambas e estava feito o encanto. Para Hanna, muita subjetividade e um "eu interior" era tudo.
Suas amigas jamais haviam visto "o eu interior", não sabiam como era apaixonar-se por uma alma. Sabiam o que era gostar de um corpo, de um rosto, um estilo... mas não sabiam (e nem entendiam) o que significava gostar da essência de alguém. Não conseguiam separar imagem e coração.
Mas Lanna e Anna não se contentaram enquanto não traçaram todas possibilidades de perfis, para definir o complexo gosto de Hanna. Primeiro acreditaram que Hanna tinha uma habilidade para se envolver apenas com pessoas com dotes musicais. Saber tocar algum instrumento musical parecia ser um ponto em comum entre todos amores de Hanna. A tese tinha tudo para se confirmar, mas Hanna conheceu um rapaz que não sabia tocar absolutamente nada. Nem gaita de boca, nem violão, nem pandeiro.
Desesperadas, Lanna e Anna voltaram a analisar as características comuns entre as paixões passadas e recentes de Hanna. Depois de muito pensar decidiram: Hanna não tem um perfil de príncipe encantado ideal. Mas que ela gosta de um sotaquesinho puxado no "R", ah isso ela gosta!! E não há como negar!
Anna, fazia o estilo "mulher romântica". Sonhava com um príncipe encantado e não tinha a menor vergonha ou resseio em afirmar isso. O problema é que o "príncipe" dela necessariamente deveria cumprir uma série de pré-requisitos, a começar pela primorosa educação (leia-se: legítimo um cavalheiro vindo de um filme épico), pela simpatia e os atributos físicos: ser alto, forte, com um belo sorriso, cabelos loiros esvoaçantes e olhos azuis (ou verdes)... ah, sim, ela dispensa o cavalo branco. Para Anna a estética era tudo.
Lanna, por sua vez, também tinha estereótipos preferidos. Avessa à Anna, gostava de morenos. Não importava a cor dos olhos, mas os cabelos deveriam ser negros, curtos. O rosto com linhas fortes, o corpo com bom porte, os ombros largos (leia-se: homens alguns anos mais vividos que ela). Um sorriso enigmático, bom humor e uma dose de "Dom Juan" completavam o príncipe encantado de Lanna. Derretia-se toda por um "você é linda"... e era severamente criticada por Anna. Mas fazer o quê? Para Lanna, o fascínio despertado pelos conquistadores (baratos) era tudo.
Já Hanna... ah, Hanna. Suas amigas não compreendiam sua falta de "definição de par ideal". Seu gosto e suas paixões eram tão diversas que Lanna e Anna não entendiam como era capaz alguém ter amores completamente opostos! Ora loiros, ora morenos, passando pelos castanhos. Ora tímidos, ora extrovertidos. Altos ou baixos. Artistas ou cientistas. Para Hanna, importava o brilho no fundo dos olhos. Se o olhar do suposto príncipe brilhava... as pernas de Hanna ficavam bambas e estava feito o encanto. Para Hanna, muita subjetividade e um "eu interior" era tudo.
Suas amigas jamais haviam visto "o eu interior", não sabiam como era apaixonar-se por uma alma. Sabiam o que era gostar de um corpo, de um rosto, um estilo... mas não sabiam (e nem entendiam) o que significava gostar da essência de alguém. Não conseguiam separar imagem e coração.
Mas Lanna e Anna não se contentaram enquanto não traçaram todas possibilidades de perfis, para definir o complexo gosto de Hanna. Primeiro acreditaram que Hanna tinha uma habilidade para se envolver apenas com pessoas com dotes musicais. Saber tocar algum instrumento musical parecia ser um ponto em comum entre todos amores de Hanna. A tese tinha tudo para se confirmar, mas Hanna conheceu um rapaz que não sabia tocar absolutamente nada. Nem gaita de boca, nem violão, nem pandeiro.
Desesperadas, Lanna e Anna voltaram a analisar as características comuns entre as paixões passadas e recentes de Hanna. Depois de muito pensar decidiram: Hanna não tem um perfil de príncipe encantado ideal. Mas que ela gosta de um sotaquesinho puxado no "R", ah isso ela gosta!! E não há como negar!
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