quarta-feira, dezembro 26, 2007

Retrospectiva 2007

O ano está acabando. E está chegando a hora da boa e velha retrospectiva. Os fatos que marcaram o meu mundinho neste 2007. Vejamos.
2007 começou em janeiro. Oh, grande revelação! Ao menos foi um janeiro com bons motivos a serem relembrados. Retomar uma amizade profundamente abalada é o principal deles.
Fevereiro... ah, fevereiro. O calor do segundo mês do ano aqueceu de vez a amizade retomada em janeiro e a coloriu em tons quentes.
Março. Fim da graduação. Dúvidas. Tempestades. Início da era "pós". Desmaio. O corpo sofre. Definitivamente um mês estranho. Para deixar mais estranho ainda, vi D1. e pressenti algo estranho. Não era pra ser.
Abril. Um mês de cara inchada (literalmente). Dores. Anti-inflamatórios. Suspeitas. Coração na mão.
Maio. Aqui o coração desabou. A cabeça rodou. O brilho do olho apagou.
Junho. Tristeza. Dúvidas... Dia 22: tentativa de achar uma agulha no palheiro ou um novo-velho amor desesperadamente?
Julho. Novos projetos.
Agosto. Novos horizontes.
Setembro. Estudo. D2. reaparece graças aos dispositivos digitais. Bem simpático. Me manda uma foto. :)
Outubro. Estudo. D1. dá sinais de vida.
Novembro. Estudo. Largei o mundo. Resolvi ser um pouco egoísta e pensar em mim. E pensar foi o que mais fiz nestes 3 meses. Minha vida se resumiu em projetos, livros, artigos e planos para o futuro. Vida totalmente = dedicação aos estudos. Nem sentia mais vontade de sair. Será que isso é um sintoma grave? Loucura próxima?
Dezembro. Hora de colher o que a gente planta. E posso dizer que a colheita foi boa. D1 está mais próximo, mais amigo... conversamos como nunca havíamos conversado antes. Penso que o tempo sem o olho no olho (desde março) ajudou a espantar a paixonite aguda crônica e abriu espaço para uma amizade verdadeira. Dia 11 = relaxar é preciso, chorar ajuda a pôr pingos nos "is". Dia 18 = a melhor colheita = mestre! Dia 22 = ver e abraçar os amigos do coração = não tem preço. Dia 25 = é Natal! Dia 31 = ainda está por vir....

sábado, dezembro 15, 2007

Lágrimas em chuva

As vezes é bom chorar sem aparente razão.
As vezes é bom chorar por sentir o peito apertar.
As vezes é bom chorar sem esconder as lágrimas.
As vezes é bom chorar...
Desafoga o coração.
Alivia a memória.
Lava a alma.

Escorre para fora do corpo todo medo, todo drama, toda dúvida.
Escorre para fora do corpo a vergonha de ser como é, de ser o que é.
Escorre para fora do corpo o mal... seja ele real ou fictício.

E resta o eu, simples, puro e verdadeiro.
E resta a inocência, a humildade.
E resta o bem, só o bem.


(11/12/07)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Os amores de Anna, Lanna e Hanna

Anna, Hanna, Lanna. Três nomes parecidos. Três garotas. Três jovens. Três colegas. Três amigas. Três confidentes. Três companheiras. Três estilos diferentes. Três personalidades distintas, principalmente no quesito "par romântico ideal".

Anna, fazia o estilo "mulher romântica". Sonhava com um príncipe encantado e não tinha a menor vergonha ou resseio em afirmar isso. O problema é que o "príncipe" dela necessariamente deveria cumprir uma série de pré-requisitos, a começar pela primorosa educação (leia-se: legítimo um cavalheiro vindo de um filme épico), pela simpatia e os atributos físicos: ser alto, forte, com um belo sorriso, cabelos loiros esvoaçantes e olhos azuis (ou verdes)... ah, sim, ela dispensa o cavalo branco. Para Anna a estética era tudo.

Lanna, por sua vez, também tinha estereótipos preferidos. Avessa à Anna, gostava de morenos. Não importava a cor dos olhos, mas os cabelos deveriam ser negros, curtos. O rosto com linhas fortes, o corpo com bom porte, os ombros largos (leia-se: homens alguns anos mais vividos que ela). Um sorriso enigmático, bom humor e uma dose de "Dom Juan" completavam o príncipe encantado de Lanna. Derretia-se toda por um "você é linda"... e era severamente criticada por Anna. Mas fazer o quê? Para Lanna, o fascínio despertado pelos conquistadores (baratos) era tudo.

Já Hanna... ah, Hanna. Suas amigas não compreendiam sua falta de "definição de par ideal". Seu gosto e suas paixões eram tão diversas que Lanna e Anna não entendiam como era capaz alguém ter amores completamente opostos! Ora loiros, ora morenos, passando pelos castanhos. Ora tímidos, ora extrovertidos. Altos ou baixos. Artistas ou cientistas. Para Hanna, importava o brilho no fundo dos olhos. Se o olhar do suposto príncipe brilhava... as pernas de Hanna ficavam bambas e estava feito o encanto. Para Hanna, muita subjetividade e um "eu interior" era tudo.

Suas amigas jamais haviam visto "o eu interior", não sabiam como era apaixonar-se por uma alma. Sabiam o que era gostar de um corpo, de um rosto, um estilo... mas não sabiam (e nem entendiam) o que significava gostar da essência de alguém. Não conseguiam separar imagem e coração.

Mas Lanna e Anna não se contentaram enquanto não traçaram todas possibilidades de perfis, para definir o complexo gosto de Hanna. Primeiro acreditaram que Hanna tinha uma habilidade para se envolver apenas com pessoas com dotes musicais. Saber tocar algum instrumento musical parecia ser um ponto em comum entre todos amores de Hanna. A tese tinha tudo para se confirmar, mas Hanna conheceu um rapaz que não sabia tocar absolutamente nada. Nem gaita de boca, nem violão, nem pandeiro.

Desesperadas, Lanna e Anna voltaram a analisar as características comuns entre as paixões passadas e recentes de Hanna. Depois de muito pensar decidiram: Hanna não tem um perfil de príncipe encantado ideal. Mas que ela gosta de um sotaquesinho puxado no "R", ah isso ela gosta!! E não há como negar!

sexta-feira, novembro 23, 2007

Metamorfose Cidadão

Eu volto pra lembrar
Pra lembrar quem eu sou
Que a gente cresceu, na beira do mar
Pra salvar o que ainda restou

E agora o Pinhal não tem mais a gente lá
Do nosso tempo, eu sei
Na beira do mar...
E assim vou vivendo


(miscelânia de trechos das músicas Pinhal e Do nosso tempo - Cidadão Quem)

quinta-feira, novembro 08, 2007

Today

Hoje eu quero o sol, o céu e o mar.
Hoje eu quero a brisa, as nuvens de algodão e a garoa fina.
Hoje eu quero um abraço, um beijo no rosto e um sorriso.

Hoje eu quero a alma lavada.
Hoje eu quero um doce.
Hoje eu quero um sorvete de flocos de chocolate.

Hoje eu quero um desejo.
Hoje eu quero um sonho.
Hoje eu quero um futuro.

Quero saudades, embebidas em boas lembranças
Quero amigos, perto ou distantes, dentro do peito
Quero um por do sol colorido e o canto das aves.

Hoje eu quero.
Hoje eu posso.
Hoje é o meu dia.

segunda-feira, novembro 05, 2007

metamorfose

Hoje, senti uma vontade diferente.
Um desejo semi-ardente,
De experimentar uma nova sensação,
Uma nova emoção...

Não, não.
Mas hoje o coração saltou no peito.
Ele ainda está vivo.

Em plena metamorfose, entre o antes e o depois
Meu coração sozinho, me perguntou - "e eu?"
E lhe respondi - "espere. O tempo ainda não chegou"

E o tempo não falou nada.
Apenas ouviu. Em silêncio.
Mas a brisa trouxe um perfurme...
E o coração novamente saltou dentro do peito.
Me interrogou - "sim? não?"

E lhe respondi - "espere!"
Eu não sei, sonho ou ilusão?
Novo amor, medo, solidão?
E o silêncio se fez.

sábado, outubro 27, 2007

Coisas que eu sei

Esta noite de sábado merece uma canção! Que fala de coisas ao coração... coisas que eu sei...
tá é a música da novela das 21h, eu sei. Mas e daí?? Ouvi, gostei e combina comigo, oras! Tem cada verso.... "O medo mora perto das idéias loucas"... que me remete a tanta coisa...
Embora "Meu mundo tá fechado pra visitação", e eu esteja totalmente voltada a mim mesma, (bem egoísta rs)... a letra desta música me fez viajar no tempo, no espaço dos meus sonhos tolos... me fez pensar na felicidade eterna. Será que ela existe? Ou isso só existe para as princesas e as donzelas? Já faz um bom tempo que deixei de acreditar em príncipes encantados, mas que eles existem... ah, existem!!


COISAS QUE EU SEI (Danni Carlos)

Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio-relógio mostra o tempo errado... aperte o ‘Play’

Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa... é a minha lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais... depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar... eu já comprei

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando tô a fim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia... Agora eu sei

sábado, outubro 20, 2007

diferente

"Quero uma casa no campo..." já dizia a letra de uma música... e eu? o que eu quero? Eu quero o TUDO e o NADA, pois o que para mim pode ser tudo, para alguns pode ser nada. E é assim a vida. Nem sempre quem está ao seu lado partilha dos mesmos ideais que você. Tem uns que gostam de melão, outros de mamão. E isso não é um defeito. É apenas uma diferença. Afinal, como diz outra música "as pessoas não precisam ser iguais as outras. Acredite ou não, mas você é o único assim.."
E todo esse blá blá blá pra dizer o quê?? Pra dizer: respeite as diferenças.

sábado, outubro 13, 2007

No fundo do...

No fundo do poço, uma poça de água refletia a lua nova.
No fundo do osso, uma célula da medula refletia a herança genética.
No fundo do copo, uma dose de bebida refletia o rosto.
No fundo do olho, uma gota de lágrima refletia o momento.
No fundo do coração, uma porção de esperança refletia o desejo.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Faz-fez.

Faz tempo...
Tempo faz...
Quanto tempo faz?
Quanto tempo fez?
Faz, fez, fará?
Tanto faz.
Tanto fez.

sábado, setembro 15, 2007

Amores de novela

Toda novela que se preze tem alguns tipinhos básicos de relação amorosa. Sempre. Em toda novela eles se repetem. Claro, mudam os atores, mudam as tramas, mas a essência sempre permanece.
Assim, temos a mocinha. Oh, coitada! Sofre meses e meses pelo amor do mocinho. Chora litros e litros. Geralmente é vítima das armações dos "vilões", ou em alguns casos, o que impede esse amor perfeito se concretizar é o próprio destino dos personagens. Como se toda vez que ela entrasse por uma porta, ele, o mocinho, saísse pela outra. Porém, eles sempre têm um final feliz: bem juntinhos.
Também temos a passional. Enquanto a mocinha só pensa no mocinho, a passional tem várias paixões alucinantes (e as vezes concomitantes) no decorrer da trama. Ela é tipicamente emocional e irracional, também sofre, mas logo encontra outro príncipe encantado da vez. Como o próprio nome diz, ela é movida a paixões. As vezes apronta umas, mas tudo em nome do amor. Geralmente, no fim da história ela se casa e vive feliz para sempre (com alguém que a deixe sem fôlego) ou termina sozinha.
E por fim, temos a vilã. Costuma ser o maior problema da mocinha e, as vezes, também incomoda a alegria da passional. Ela pinta e borda, faz de tudo para ter o mocinho (ou para atrapalhar o lance dele com a mocinha). A vilã não tem um pingo de vergonha na cara ou de ressentimento, ela tem prazer em fazer a mocinha sofrer. Embora, na maioria dos enredos, ela pareça não amar verdadeiramente ninguém, em alguns casos, ela tem um "amor bandido" com outro vilão. No final da novela, quase sempre ela morre ou tem um castigo bem merecido. A solidão costuma ser bastante comum para ela.
Essa trilogia mocinha-passional-vilã pode ser bem definida em alguns personagens e aparece como um mix em outros. De tal modo, a passional pode ter momentos de mocinha ou vilã. A vilã pode ser passional, e até mesmo meio mocinha, quando encontra o vilão "da sua vida".
O que quero dizer com isso? Que não existe uma única forma de amar. Um romance pode ter diferentes estilos... e também pode percorrer diferentes dimensões. Atire a primeira pedra quem nunca, ao menos pensou, em fazer algo típico da psicologia da vilã, frente a uma crise de ciúmes? Quem nunca derramou litros de lágrimas por alguém? Ou ainda, quem nunca sentiu um desejo ardente por alguém??
Então, quem nunca viveu um romance de novela?

quarta-feira, setembro 12, 2007

?

eu não sei se te amo ou se apenas te gosto.
eu não sei se te quero ou se são meus braços que sentem saudade do teu abraço.
eu não sei se o teu descaso me machuca ou se foi a falta de carinho que me desmotivou.
eu não sei se te ligo ou deixo o silêncio falar por mim.
eu não sei se tuas desculpas são esfarrapadas ou se deixei de acreditar em ti.
eu não sei...

só sei que nada sei.
só sei que quanto mais eu penso num final feliz, mais a história toma outro rumo.
só sei que quanto mais te procuro, menos te encontro.
só sei que quando eu posso e eu quero, tu não podes e nem quer.
só sei que eu tento ou, ao menos, tentei.

mas um dia as pernas cansam de percorrer esta distância,
os olhos cansam de procurar a outra alma,
e as lágrimas não correm pelo medo, mas pela derrota anunciada. As piadas perdem a graça, a conversa perde o tom.

eu perco uma chance, você perde um amor.
cada um para seu lado.
vai ver, vai ser melhor assim.
vai ver, não era pra ser.

segunda-feira, agosto 27, 2007

E...

o beijo
o cheiro
o papo

no rosto
do perfume
bom

tocou
sentiu
ficou

a alma
no ar
na mente

[é, efeitos do garoto estranho...]

quinta-feira, agosto 09, 2007

pressa

No travesseiro ainda há indícios de uma cabeça. As cobertas ainda guardam o calor do corpo, que outrora alí estivera. As roupas jogadas pelo chão. A toalha molhada na cadeira.

É a dona pressa!

O que a lua viu?

As mãos tremeram.
A respiração ofegou.
A pele arrepiou.

O coração bateu.
O olho chorou.
O céu fechou.
O mistério se fez.
O momento se fez.
O segredo a lua guardou.

sábado, julho 28, 2007

Saudades

O que é saudade?
Segundo o dicionário é "Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. Nostalgia".

Porém, saudade pode ser o tudo e o nada. Pode estar situada entre a dor e a alegria, mas onde? Num canto do coração ou da memória? Talvez dos dois.
Saudade, já dizia o dito popular, "é lembrar para reviver o que não se quer esquecer". Mas quem sabe, também não seja um "lembrar o que não se pode esquecer"? Talvez seja a lembrança de uma situação/pessoa/momento que mudou os rumos da nossa vida. Para o bem ou para o mal.
Assim, saudade pode admitir vários sentimentos... todos num só signo. Logo, saudade é chorar num dia de sol e céu azul.
Saudade é sorrir na chuva.
É ter medo do escuro. É sentir o calor das cobertas.
Saudade é a lágrima que escorre, sem explicação.
É o riso que ilumina a alma. É a luz do luar, a luz do olhar.
Saudade é sentir o coração batendo acelerado.
É tremer. É sentir um arrepio.
Saudade é dançar sozinha aquela música.
É abraçar o travesseiro. É cantar no chuveiro.
Saudade é o olhar vago.
É olhar o pôr-do-sol em silêncio. É sentir o vento no rosto.
Saudade é desejar um prato de comida.
É salivar olhando um programa de culinária.
Saudade é fechar os olhos.
É sonhar acordada.

SAUDADE É um gosto, um cheiro, uma cor, um som, um sonho, um desejo...
SAUDADE É uma alegria que traz consigo uma dor...
SAUDADE É um dia de sol, uma noite com estrelas.. é a lua cheia.
SAUDADE É um beijo longo, um abraço apertado... é um sentido pra vida.
SAUDADE É uma música, uma história, um conto... uma vitória.
SAUDADE É uma lágrima, um sorriso, um olhar...
SAUDADE É... saudade.

quarta-feira, junho 27, 2007

Opostos

As leis da física já comprovaram: os opostos se atraem. O positivo e o negativo exercem tal atração um sobre o outro, que uma vez unidos, separá-los requer certa maestria. Deve ser por isso que costumam dizer a mesma coisa sobre certos casais... que vivem entre tapas e beijos. Brigam, discutem e quando tudo parecia perdido, lá estão os dois juntinhos. Como dois bombinhos apaixonados.

Ele é fanático por futebol. Melhor: é fanático pelo time que torce. Não perde uma única oportunidade para maldizer o time adversário. Ou então, para vangloriar o clube do coração (até o perna-de-pau, aos olhos dele, é um craque injustiçado). Sem falar as inúmeras camisetas, chaveiros e demais adereços que coleciona e idolatra. Se duvidar tem até pijama com o brasão do clube.

Ela faz o gênero tragi-drama-comédia. Ri quando não deve. Faz uma tragédia, alá Titanic, num copo de água e um drama, digno de um Oscar, quando é magoada. Seria uma excelente atriz, se não fosse tão sentimental. Ela tenta disfarçar, quer parecer forte e intocável, mas, no fundo, tem um coração de manteiga derretida. Ela se envolve. É intensa demais. Talvez, isso explique a dramaticidade com que seus sentimentos são exteriorizados.

Ele é esquentadinho. Se irrita fácil e sai descontando a raiva no que ver pela frente. Socos em mesa, porta batendo... tudo isso é normal para ele. Sem esquecer dos palavrões proferidos e gestos obscenos (atos extremamente compreensíveis e perdoáveis se ele estiver assistindo uma derrota do seu time de futebol, afinal, o juíz sempre é ladrão).

Ela é ciumenta. Possessiva. Chorona (na alegria e na tristeza). Também, é adepta da "verdade doa a quem doer"... odeia sentir-se enganada, logo detesta mentiras deslavadas. É fiel. Ama incondicionalmente. E, até é ingênua. Precisa dizer algo mais? Ah, sim, ela é adoravelmente doce, principalmente quando sente que pisou na bola. Gosta de ouvir músicas que toquem a sua alma, mesmo que não entenda nada que o cantor esteja falando. É uma sonhadora, romântica disfarçada.

Ela quer que ele seja um príncipe encantado, mas, as vezes, preferiria ter um Dom Juan.
Ele acha que ela tem vários casos. Que é dissimulada.
Ela acha graça quando ele quer ser convincente.
Ele ri das perguntas tolas que ela faz, em momentos inconvenientes.
Ela acha que ele é o rei da cocada preta, sente mais ciúmes e é capaz de sufocá-lo numa crise de possessividade.
Ele acha que os dramas dela são apenas encenações.
Ela não entende a agressividade dele, ainda mais se tratando de futebol.
Ele acha que ela é "uma raposa na pele de uma ovelha".
Ela responde às provocações dele.
Ele não leva desaforo para casa.
E eles brigam. Discutem.
Juram que nunca mais vão se falar.
Juram que nunca mais vão ficar.
A saudade aperta.
E ela, sempre ela, tenta fazer as passes. Pede perdão, diz que errou...
Ele faz jogo duro.
Ela chora. Sofre.
Ele resolve fazer a "caridade" de perdoar.
Pronto, lá estão os dois.
Conversando, rindo... de volta ao mundo real.
Beijos, abraços.. até a próxima intriga.


Trilha sonora perfeita, em homenagem a este casal:

ENTRE TAPAS E BEIJOS

Pergutaram pra mim
Se ainda gosto dela
Respondi tenho ódio
E morro de amor por ela

Hoje estamos juntinhos
Amanhã nem te vejo
Separando e voltando
A gente segue andando
Entre tapas e beijos

Eu sou dela ela é minha
E sempre queremos mais
Se me manda ir embora
Eu saio lá fora
Ela chama pra trás

Entre tapas e beijos
É ódio, é desejo
É sonho, é ternura
Um casal que se ama
Até mesmo na cama
Provoca loucuras

E assim vou vivendo
Sofrendo e querendo
Esse amor doentio
Mas se falto pra ela
Meu mundo sem ela
Também é vazio

segunda-feira, junho 25, 2007

fim

é o fim dos tempos,
é o fim dos mundos,
dos sonhos,
dos desejos,
da confiança.

Não foram os videntes quem disseram,
foi o coração ferido.
Exposto, aberto.
Sangrando em lágrimas.
Chorando em sangue.

Não queria fazer o mal.
Queria aliviar a dor.
Falar, desabafar.
Mas a palavra virou espada.
Estaca contra o próprio peito.

E os vampiros morrem.
Os romances morrem.
As histórias acabam antes do fim.
Não há preces nem rezas que acalmem.

A honra deve prevalecer.
A verdade deve aparecer.
Aos samurais, apenas uma letal forma.
Aos traidores, perdão ou castigo?

Morte aos culpados!
Vida e glória aos inocentes.
Talvez a solidão seja um caminho.
Exílio!

Mandem os impostores para a masmorra!
Para que suas palavras não sejam ouvidas,
para que suas lágrimas não sejam vistas,
para que a morte seja seu único alívio.

(sad girl)

quinta-feira, maio 24, 2007

Do nosso tempo

O tempo passa...
Tudo vai embora.
Cada palavra, cada gesto... passado!
Mas algo ainda fica.
Aqui, alí e lá.
Todas as juras ao pé do ouvido,
foram embora,
efêmeras como o tempo.
E as lembranças?
São pra salvar o que restou
Aqui, alí e lá.
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Obs: Felling all down.
D1. Tenho saudades do nosso tempo.
Mas o tempo passou.
Trilha sonora indicada: Cidadão Quem.
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Cidadão Quem - Do Nosso Tempo
(Duka Leindecker)

Quero te dar a mão
Mas você não me olha
Penso que assim, então
Melhor eu me mandar
Saio cansado e vou,

Perdido pela rua
Você me nota e sai,
Pra então se desculpar

Dizer que o tempo vai levar
Pra longe tudo que passou
E assim vou vivendo

Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,

Do nosso tempo
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,

Do nosso tempo eu sei,

Que assim vou vivendo

Mas quando eu te vejo, então
Esqueço tudo e nada
Parece tão sério assim,
Você pra mim
Eu volto pra casa e vou,
Com a tua mão na minha
Pra assistir um DVD
E depois se perder

Dizer que o tempo vai levar
Pra longe tudo que passou
E assim vou vivendo

Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,
Do nosso tempo
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,
Do nosso tempo eu sei,
Que assim vou vivendo

segunda-feira, maio 21, 2007

Desejos de um futuro bom

Que você conquiste seus desejos secretos e profundos...
e que todos teus sonhos tornem-se realidades..
Que você sempre tenha a quem amar.
Que você sempre tenha muita saúde, alegria e força.
Que nunca te falte dinheiro e nem senso de humor.
E quando te sentires sozinho, lembre-se que eu estarei pensando em ti.
E torcendo pelo teu sucesso.

Felicidades, um beijo e um abraço bem apertado.


(inspirado em Desejo - Barão Vermelho. Enviado a para felicitação natalina de uma pessoa muito querida e especial na minha pequena vida.)

quarta-feira, maio 09, 2007

aveso

Eu queria abrir a janela e ver o mar azul.
Poder sonhar com o outro lado do continente.
Outros olhos, outras cores.

Eu queria abrir a porta e sentir o vento,
beijando meu rosto, bagunçando meu cabelo.
Outros aromas, outros sentidos.

Eu queria passear pelo campo verde.
Contemplar o sol, ouvir os pássaros.
Outros horizontes, outros caminhos.

Eu queria que algumas verdades fossem mentiras,
e que algumas ilusões não passassem de sonhos tolos.

sexta-feira, maio 04, 2007

um quarteto

Nem todas flores são rosas.
Nem todos os caminhos me levam a ti.
Se meu coração é cego,
meu mundo é MUDO.

sexta-feira, abril 20, 2007

Miscelânea

Aprendi a sonhar antes de adormecer.
Parou meu coração, com cheiro de cravo e canela.
Segue o rumo do teu próprio coração.
E o amor se fez. Quem me dera ter você mais uma vez.
Pois quando o amor se vai, a gente não se esquece mais.
Ao sul do meu coração quero tempo bom, só você me traz.
Larga tudo e vem comigo. Vamos encarar o perigo.
Hei tchê! vem cá, pois se tu não vier, vou aí te buscar.
O coração garante, não vais encontrar, a certeza no olhar por te amar assim.
Qualquer caminho, me traz aqui.
É aqui a minha terra, é aqui a minha vida, é aqui o meu lugar.
Como é bonito um cantor apaixonado.
Canta Catarina, canta...


Miscelânea de letras de canções gauchescas (não necessariamente nesta ordem):
Reencontro, Canto Alegretense, A Primeira Vez, Pra Quem Veio Vanerá, Canta Catarina, Castelhana, Meu Retorno, Moça Fandangueira, Hei Tchê Vem Cá, Tô Voltando pra Ficar.


nada se cria, tudo se transforma e ganha novos significados!

terça-feira, abril 17, 2007

ABC, esse é pra você.

A.B.C.

Suas atitudes só fazem-me acreditar que você realmente gosta de mim. Mas de uma maneira um tanto quanto "mimada". A cada resposta negativa como você reage?? Do mesmo jeito. Estás te tornando previsível. Você conhece tanto da minha alma, quanto eu conheço da tua.
Não sou a dona da verdade, e nem quero ser. Mas já estou me acostumando a ter scraps deletados, ser bloqueada do msn... ah, claro, e a ver no teu álbum fotos com declarações amorosas a outras.
Sinto ciúmes? Sim. E cada vez que você reage desta maneira, me faz pensar mais e mais, se um dia te direi novamente um SIM.
Mas eu gosto de ti. Do meu modo de gostar. Não existem palavras para descrever o quanto a tua companhia me faz bem. O quanto eu desejo que você realize seus sonhos. E, também, o quanto tua distância me maltrata.
E neste momento teus sentimentos mistam ódio e amor. Assim como os meus.
Enquanto eu quero conversa, você quer me tirar da tua vida. Como a folha de rascunho do caderno. Mas tu sabes que eu estou em ti e tu estás em mim. É carma. É alma. É algo que não sei explicar.
Você tem todas as minhas verdades. Meus medos, anseios e, sabe de cór, a cor dos meus desejos.
Eu não sei mentir pra você. E sei que minha sinceridade, as vezes, te magoa.
Te peço perdão. Mas perco a medida. Não quero te enganar, te iludir. Quero te amar. Mas não consigo ser mais que tua amiga.

terça-feira, abril 10, 2007

without you

O dia amanhecera sem muita vontade, nublado.
Talvez, fosse mesmo para ficar na cama, mas levantou-se. Lavou o rosto e viu, no espelho, as profundas olheiras. Pensou em voltar para a cama. Olhou as cobertas, alí.. convidando-a para um cochilo matinal.
Sentou na beirada da cama. Acariciou o travesseiro que ainda guardara o calor do seu corpo. Sentiu-se só. Deitou encolhida.
Tudo que precisava naquela manhã abandonada, era um abraço protetor, um sorriso reconfortante, um ombro macio e um olhar que lhe desvendasse os segredos da alma. Mas não havia nada disso. Somente, a cama, o travesseiro, as cobertas e as nuvens do céu para lhe fazer companhia.
Do abraço sentiu rejeição,
do sorriso vieram as lágrimas,
do ombro macio, indiferença,
e do olhar, uma saudade infinita.

Que outras almas aqueles olhos estariam desvendando?
Que outras histórias estaria vivenciando?
Estava longe.
E restara apenas, a lembrança.
E uma pergunta, por enquanto ainda sem resposta
"I can't live with or without you?"

quarta-feira, março 28, 2007

tempo

tempo...
o que são

minutos?
segundos?
horas?

perto de uma vida inteira?
perto de um amor a ser vivido?
perto de um sonho escondido?

eu quero um tempo.
pra mim.
pra ti.
pra nós.

seja lá, quem for o EU, quem for o TU, ou o NÓS!
sujeitos, predicados, verbos!
quero todos.
quero um, mas não tenho nenhum.

[viva a poesia]

quarta-feira, março 07, 2007

te ver e não te querer...

te ver e não te querer... é improvável, é impossível, já dizia uma canção.
E traduz esse sentimento desconexo, concâvo ou convexo.
Há muitos dias decidi, não te querer mais. Mas...
Meus olhos viram os teus. Minha bochecha sentiu teu beijo de amigo. Meus pulmões respiraram por breves segundos teu perfume... e lá se foi, por terra, toda minha decisão.
Ah, garoto estranho... porque tem que ser assim? Porque estou ouvindo todas músicas que me fazem lembrar de ti? Porque te quero, se tu não me queres?
Porque esse sentimento de "tão longe, tão perto"? Porque as coisas não são simples como virar a página do caderno, como rasgar a folha velha e surrada pela chuva ou guardar a fotografia na gaveta? Porque eu sinto que você também sente a mesma coisa?
ah... garoto estranho. Você me deixa estranhamente sentimental... sonhadora.
Você me fez mudar. Sem dizer uma palavra. Você me conquistou, me ensinou a esperar. E toda paciência me impede, agora, de tomar uma decisão drástica: esquecer ou lutar.
E os dias vão passando. Quem sabe toda esta estranheza também passe e possamos ser como éramos antes.

"E", te ver e não te querer... é improvável, é impossível... [neste momento, ao menos]

sábado, março 03, 2007

amor...

amor,
eu te amo.

paixão,
eu te respiro.

segredo,
eu te desejo.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

SETE

"Um escorpiano tem o vigor e a paixão de, digamos, umas sete pessoas"

não resisti a esta frase.
sou escorpiana.
com orgulho.
com toda sua paixão.
com toda sua intensidade de sentimentos, idéias... impulsos e ciúmes.

detesto sentir ciúme. E vou parar de sentir (sim, isso é uma afirmação e não uma promessa). Vou contar 300 vezes os botões da camisa antes de destilar veneno. Antes de ferir inocentes.
Antes de me ferir.
Porque eu me amo. E meu amor é o maior do mundo. Afinal, quem mais tem sete corações?? (ok, dizem que os gatos têm sete vidas... mas e daí?? eu tenho a força de sete apaixonados. E sabemos mto bem, que uma pessoa apaixonada é capaz de tudo... ou quase tudo).

Então, garoto, cuidado comigo!
(acho que a frase correta seria: Habylee cuidado contigo mesma! :D)

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

sorrisos

Hoje enquanto tomava banho pensei em sorrisos.
E que há sorrisos e sorrisos.
Existem pessoas que estão sempre sorrindo, mas não transmitem alegria.
Outras, sérias, pouco se vê os dentes. Mas quando sorriem... ah, pode-se ver sua alma.
Sim, existem pessoas que sorriem com a alma, com o coração. E este é o verdadeiro sorriso. A verdadeira alegria expressa. Sem medo, sem amarras. Leve e solto.
Pensei mais um pouco e percebi que quando se sorri com a alma, os olhos sorriem junto. Orquestram a alegria que será exteriorizada pelos lábios.
Lembrei de alguns destes sorrisos verdadeiros, sinceros.
Poucos, mas inesquecíveis. Únicos.
Sem importar se os dentes são desalinhados, pontudos... amarelados. A grandiosidade do sentimento supera todo "defeito estético".
E eu vi algumas almas.
E algumas almas sorriram pra mim.
E desejo ter mostrado a minha também.

sábado, fevereiro 03, 2007

vazio.

estava tudo muito bem.
estava tudo muito belo.
mas algo aconteceu.
e não sei o que foi.
algo aqui dentro mudou.

uma tristeza absurda tomou conta de mim.
um sentimento de solidão,
misturado a um grão de depressão.

não adiantaria ir a festas.
não adiantaria ver filme.
adiantaria amigos...
quem sabe beber um pouco?
falar bobagens?

talvez.
mas nada aconteceu.
recusei as festas.
queria só conversar, olhando pra lua.
simples e intimista.

no fim das contas,
ficou eu e ela.
uma olhando pra outra.
cada uma na sua solidão.
nas suas dores invisíveis.
nas suas lágrimas não derramadas.
nas suas cores pálidas.
nos seus desejos secretos.

:(

sábado, janeiro 27, 2007

as vezes...

as vezes eu queria entender.
o que se passa aqui.
o que acontece aí.

as vezes eu queria fugir.
daqui.
dalí.

quem sabe correr
alí.
lá.

beijar.
abraçar.
chorar.

dormir pra nunca mais acordar.
acordar pra viver num sonho.
sonhar pra amar.

mas as vezes o certo vira errado, e o errado, certo.
e eu quero-te.
mas não posso falar.
não devo sentir.
não devo gostar.

esquecer??
não dá.

"E" garoto, você é estranho.
Você me faz sentir coisas estranhas.
Que estranha magia é essa? hein, "E"?

um beijo, pro garoto estranho..
[que eu acho que nem vai ler isso]

sexta-feira, janeiro 12, 2007

silêncio

o telefone não toca.
nenhuma chamada não atendida.
nenhuma mensagem recebida.

como é triste o vício.
como é triste a solidão.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Pinte...

Pinte o
2007
...365 dias esperam tuas cores
 
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