te ver e não te querer... é improvável, é impossível, já dizia uma canção.
E traduz esse sentimento desconexo, concâvo ou convexo.
Há muitos dias decidi, não te querer mais. Mas...
Meus olhos viram os teus. Minha bochecha sentiu teu beijo de amigo. Meus pulmões respiraram por breves segundos teu perfume... e lá se foi, por terra, toda minha decisão.
Ah, garoto estranho... porque tem que ser assim? Porque estou ouvindo todas músicas que me fazem lembrar de ti? Porque te quero, se tu não me queres?
Porque esse sentimento de "tão longe, tão perto"? Porque as coisas não são simples como virar a página do caderno, como rasgar a folha velha e surrada pela chuva ou guardar a fotografia na gaveta? Porque eu sinto que você também sente a mesma coisa?
ah... garoto estranho. Você me deixa estranhamente sentimental... sonhadora.
Você me fez mudar. Sem dizer uma palavra. Você me conquistou, me ensinou a esperar. E toda paciência me impede, agora, de tomar uma decisão drástica: esquecer ou lutar.
E os dias vão passando. Quem sabe toda esta estranheza também passe e possamos ser como éramos antes.
"E", te ver e não te querer... é improvável, é impossível... [neste momento, ao menos]
quarta-feira, março 07, 2007
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