A verdade não precisa ser dita.
A verdade é vista, a verdade existe por si.
Ela anda por aí, é livre.
Já a mentira... ah, a mentira.
A mentira só existe quando dita.
Ela sempre está presa, presa a algo que não aconteceu.
Clara conclusão para um dia dos namorados, não?
Sim, eu sei.
Dizer "eu te amo" pode ser a mesma coisa que jogar palavras sem nexo ao vento.
Pode ser a mesma coisa que mentir. Um perfeito disfarce para um sentimento vazio. E quando menos se espera, acabou o amor??? Sempre desconfiei destes casais que dizem "te amo" a torto e direito...
Não. Não é isso que quero para mim. Nunca quis um papagaio que repete, repete, repete algo que desconhece.
Quero olhos nos olhos.
E a verdade vista, a olhos nus.
Já senti isso uma vez e a certeza permanece viva.
Acabou a relação, mas o carinho mútuo continua.
A paixão deu lugar ao respeito.
E não há amor sem respeito.
Enfim, dizer "eu te amo" não quer dizer nada.
Clara conclusão para 12 de junho, não?
sexta-feira, junho 12, 2009
segunda-feira, junho 08, 2009
Rendida numa trama imaginária
Pronto.
Eu me rendo.
Ao teu sorriso de canto,
ao teu canto de malandro,
a tua malandragem de menino.
Eu me rendo,
aos teus olhos castanhos,
escondidos sob o reflexo das lentes.
Eu me rendo,
a esta história sem começo.
Sem meio nem fim.
Eu me rendo a aquilo que não posso controlar.
Não te escolhi.
Foi teu olhar que me pescou numa tarde fria.
E me fez pensar que talvez ouvesse algum sentido
Nesse desejo devaneio, imaginação.
Rendida estou, garoto dos óculos.
Eu me rendo.
Ao teu sorriso de canto,
ao teu canto de malandro,
a tua malandragem de menino.
Eu me rendo,
aos teus olhos castanhos,
escondidos sob o reflexo das lentes.
Eu me rendo,
a esta história sem começo.
Sem meio nem fim.
Eu me rendo a aquilo que não posso controlar.
Não te escolhi.
Foi teu olhar que me pescou numa tarde fria.
E me fez pensar que talvez ouvesse algum sentido
Nesse desejo devaneio, imaginação.
Rendida estou, garoto dos óculos.
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