Um belo dia acordei com uma sede diferente.
Uma sede de questionar o mundo.
Que mundo é esse que vivemos? Que relações mais efêmeras, líquidas e vazias preenchem a cada dia nossas ditas "comunidades virtuais". Comunidades, que estão, cada vez mais, distantes do verdadeiro sentido do "comum" e mais próximas do "virtual": a potência de algo, aquilo que ainda não é, mas que um dia poderá ser.
Em meio a tantos pensamentos inquietantes, o bichicho da "verdade crua e nua" me mordeu. E me vi desprovida de razões fundamentadas na frente do espelho. Oras, tornara-te igual às outras! Queres substituir o real pelo virtual na mesma velocidade do clic. Satisfação imediata ou seu dinheiro de volta!! Quanta estupidez.
Aonde fica o "tijolinho por tijolinho" que solidifica e dá base para as relações? No vazio do espaço... no vazio das ilusões. Na mentira contada para satisfazer o medo da solidão. E a verdade é sempre camuflada. Até que um belo dia, a gente acorda, e vê o mundo com outros olhos. E descobre que o tudo é o nada. E o nada pode ser o tudo.
Acho que não tenho mais idade para os amores platônicos.
Adeus, garoto dos óculos.
segunda-feira, julho 27, 2009
sábado, julho 11, 2009
Ganhou sem saber.
Ontem você ganhou.
Você ganhou sem saber.
Sem saber que estava em jogo.
Em jogo sem lógica.
Sem lógica, só sentimento.
Ontem você ganhou.
Você ganhou sem saber.
Ganhou.
O meu apreço.
A minha malícia.
E o meu desejo se desloca a ti.
Você ganhou.
Piercings, tatuagens e outros ornamentos não são teus atributos.
Você ganhou, apenas com teu sorriso, fácil, teu triunfo.
Ontem você ganhou.
Ganhou sem saber.
Ganhou por ser apenas você, com seus óculos.
Você ganhou sem saber.
Sem saber que estava em jogo.
Em jogo sem lógica.
Sem lógica, só sentimento.
Ontem você ganhou.
Você ganhou sem saber.
Ganhou.
O meu apreço.
A minha malícia.
E o meu desejo se desloca a ti.
Você ganhou.
Piercings, tatuagens e outros ornamentos não são teus atributos.
Você ganhou, apenas com teu sorriso, fácil, teu triunfo.
Ontem você ganhou.
Ganhou sem saber.
Ganhou por ser apenas você, com seus óculos.
quinta-feira, julho 02, 2009
Laranjas
Não acredito na história da metade da laranja.
Prefiro as laranjas inteiras.
Um ser incompleto, não encontra sua completude em outro incompleto.
Sempre irá faltar algo.
Já, as laranjas completas... ah, essas rendem um bom suco!
Eu me considero uma laranja inteira.
A espera de outra, igualmente inteira.
Para, então, somar.
Afinal, a soma de dois inteiros é maior que a soma de duas metades.
Prefiro as laranjas inteiras.
Um ser incompleto, não encontra sua completude em outro incompleto.
Sempre irá faltar algo.
Já, as laranjas completas... ah, essas rendem um bom suco!
Eu me considero uma laranja inteira.
A espera de outra, igualmente inteira.
Para, então, somar.
Afinal, a soma de dois inteiros é maior que a soma de duas metades.
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