Um belo dia acordei com uma sede diferente.
Uma sede de questionar o mundo.
Que mundo é esse que vivemos? Que relações mais efêmeras, líquidas e vazias preenchem a cada dia nossas ditas "comunidades virtuais". Comunidades, que estão, cada vez mais, distantes do verdadeiro sentido do "comum" e mais próximas do "virtual": a potência de algo, aquilo que ainda não é, mas que um dia poderá ser.
Em meio a tantos pensamentos inquietantes, o bichicho da "verdade crua e nua" me mordeu. E me vi desprovida de razões fundamentadas na frente do espelho. Oras, tornara-te igual às outras! Queres substituir o real pelo virtual na mesma velocidade do clic. Satisfação imediata ou seu dinheiro de volta!! Quanta estupidez.
Aonde fica o "tijolinho por tijolinho" que solidifica e dá base para as relações? No vazio do espaço... no vazio das ilusões. Na mentira contada para satisfazer o medo da solidão. E a verdade é sempre camuflada. Até que um belo dia, a gente acorda, e vê o mundo com outros olhos. E descobre que o tudo é o nada. E o nada pode ser o tudo.
Acho que não tenho mais idade para os amores platônicos.
Adeus, garoto dos óculos.
segunda-feira, julho 27, 2009
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