As leis da física já comprovaram: os opostos se atraem. O positivo e o negativo exercem tal atração um sobre o outro, que uma vez unidos, separá-los requer certa maestria. Deve ser por isso que costumam dizer a mesma coisa sobre certos casais... que vivem entre tapas e beijos. Brigam, discutem e quando tudo parecia perdido, lá estão os dois juntinhos. Como dois bombinhos apaixonados.
Ele é fanático por futebol. Melhor: é fanático pelo time que torce. Não perde uma única oportunidade para maldizer o time adversário. Ou então, para vangloriar o clube do coração (até o perna-de-pau, aos olhos dele, é um craque injustiçado). Sem falar as inúmeras camisetas, chaveiros e demais adereços que coleciona e idolatra. Se duvidar tem até pijama com o brasão do clube.
Ela faz o gênero tragi-drama-comédia. Ri quando não deve. Faz uma tragédia, alá Titanic, num copo de água e um drama, digno de um Oscar, quando é magoada. Seria uma excelente atriz, se não fosse tão sentimental. Ela tenta disfarçar, quer parecer forte e intocável, mas, no fundo, tem um coração de manteiga derretida. Ela se envolve. É intensa demais. Talvez, isso explique a dramaticidade com que seus sentimentos são exteriorizados.
Ele é esquentadinho. Se irrita fácil e sai descontando a raiva no que ver pela frente. Socos em mesa, porta batendo... tudo isso é normal para ele. Sem esquecer dos palavrões proferidos e gestos obscenos (atos extremamente compreensíveis e perdoáveis se ele estiver assistindo uma derrota do seu time de futebol, afinal, o juíz sempre é ladrão).
Ela é ciumenta. Possessiva. Chorona (na alegria e na tristeza). Também, é adepta da "verdade doa a quem doer"... odeia sentir-se enganada, logo detesta mentiras deslavadas. É fiel. Ama incondicionalmente. E, até é ingênua. Precisa dizer algo mais? Ah, sim, ela é adoravelmente doce, principalmente quando sente que pisou na bola. Gosta de ouvir músicas que toquem a sua alma, mesmo que não entenda nada que o cantor esteja falando. É uma sonhadora, romântica disfarçada.
Ela quer que ele seja um príncipe encantado, mas, as vezes, preferiria ter um Dom Juan.
Ele acha que ela tem vários casos. Que é dissimulada.
Ela acha graça quando ele quer ser convincente.
Ele ri das perguntas tolas que ela faz, em momentos inconvenientes.
Ela acha que ele é o rei da cocada preta, sente mais ciúmes e é capaz de sufocá-lo numa crise de possessividade.
Ele acha que os dramas dela são apenas encenações.
Ela não entende a agressividade dele, ainda mais se tratando de futebol.
Ele acha que ela é "uma raposa na pele de uma ovelha".
Ela responde às provocações dele.
Ele não leva desaforo para casa.
E eles brigam. Discutem.
Juram que nunca mais vão se falar.
Juram que nunca mais vão ficar.
A saudade aperta.
E ela, sempre ela, tenta fazer as passes. Pede perdão, diz que errou...
Ele faz jogo duro.
Ela chora. Sofre.
Ele resolve fazer a "caridade" de perdoar.
Pronto, lá estão os dois.
Conversando, rindo... de volta ao mundo real.
Beijos, abraços.. até a próxima intriga.
Trilha sonora perfeita, em homenagem a este casal:
ENTRE TAPAS E BEIJOS
Pergutaram pra mim
Se ainda gosto dela
Respondi tenho ódio
E morro de amor por ela
Hoje estamos juntinhos
Amanhã nem te vejo
Separando e voltando
A gente segue andando
Entre tapas e beijos
Eu sou dela ela é minha
E sempre queremos mais
Se me manda ir embora
Eu saio lá fora
Ela chama pra trás
Entre tapas e beijos
É ódio, é desejo
É sonho, é ternura
Um casal que se ama
Até mesmo na cama
Provoca loucuras
E assim vou vivendo
Sofrendo e querendo
Esse amor doentio
Mas se falto pra ela
Meu mundo sem ela
Também é vazio
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário