O maior segredo a ser desvendado pela humanidade não é o de onde viemos e para onde vamos. Big-bang, Adão e Eva, sopro Divino... nada disso.
O maior segredo está em decifrar o que somos, ou melhor, quem somos. E isto vai além do "eu sou a Fulaninha das Tantas", do "eu faço tal coisa" ou "eu conheço o Beltraninho". Nós, todos nós, somos muito mais complexos que estes dizeres tão corriqueiros... tão comuns na nossa dita vida social.
Sem dúvida, somos resultado do que fazemos. Da história que carregamos, nossos antepassados sanguíneos e culturais. E, também, dos relacionamentos que cultivamos. Mas somos mais que isso.
Somos uma profusão de sentimentos, razões, emoções e instintos. Possuímos opinião sobre quase tudo... e em meia hora, essa mesma opinião pode ter tomado rumos diferentes, sem que isto signifique leviandade. Choramos sem saber o motivo, gargalhamos de coisas sem graça e ferimos, sem querer, quem mais a gente ama.
Acredito que somos, em grande parte, construídos por aquilo que nos dedicamos. Por aquilo que nós gostamos, pelo que nos apaixonamos. Também somos construídos por todo aprendizado que nossas paixões carregam, pelas feridas abertas e pelas cicatrizes.
Somos, em essência, um jogo de erro e acerto.
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