sexta-feira, maio 23, 2008

Ao acaso

Encontros ao acaso, à merce do destino, do carma ou dos ventos costumam ser os melhores, pois deixam no ar uma vontade.
Nada premeditado, nada arrumado.
Acontecem, assim, do nada.
Ou do aparente "nada".
Talvez uma força maior, a da imprevisibilidade, já previsse tudo. Já esperasse o momento certo, para brincar com os olhos castanhos.
E como numa narrativa de cinema, ela vem, despreocupada, desarrumada e descabelada. Descendo a ladeira... lá em baixo, no plano, à sorte dos momentos, ele aguarda.
E o instante mágico do reencontro se faz.
E a imagem se transmuta dos olhos, para a memória... para ser revista.
As poucas palavras, o sorriso, o olhar... tudo gravado, arquivado.
E a vontade de um novo acontecimento inesperado, torna-se esperado.
E não se pode fazer mais nada além de esperar.
Um novo acaso... por acaso.

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