Nesse ano que passou, algumas mudanças previstas pelos astros e profetizadas pelos horóscopos nossos de cada dia aconteceram. Outras, não. O tal amor não veio, mas uma paixão renasceu das cinzas e trouxe as borboletas para habitarem meu estômago. Mas o desejo por algo real, e menos platônico, ainda existe.
Mudei meu rumo. Na verdade penso que se o destino realmente existe, ele se mostrou para mim nesse 2011. E quanto mais se tenta fugir do dito, mais ele vem atrás de você. Foi assim com CA. Primeiro recebi, ainda em 2010 a indicação, "tenta lá, estou saindo, minha vaga vai ficar". Depois foi o amigo, ex-affair, que mandou a vaga. E por fim... a vaga veio até mim, assim, sem mais nem menos. Sem meu esforço.
Tempo de mudanças, de questionamentos e reestruturações. Lógicas, físicas e emocionais.
Depois veio a rotina e sua incrível capacidade de mostrar o quanto estamos adaptados a alguma situação. As viagens se tornaram cotidianas e as rodoviárias um ponto com outro significado. Cada viagem uma paisagem, uma história... e talvez a rotina não seja tão rotineira assim. Um mesmo caminho que revelou uma paisagem diferente a cada semana. Conheci intuitivamente o ciclo das culturas: planta soja, colhe soja, prepara a terra, planta trigo (ou põe o gado ou as ovelhas a pastar), colhe o trigo (ou recolhe o gado ou as ovelhas do pasto), planta o milho, colhe o milho, planta soja...
Conheci pessoas legais e outras nem tanto. Mas com todas aprendi algo. Nem que seja a velha máxima: "por momentos o melhor que se pode fazer é permanecer calado". Me surpreendi com a pequenez humana, ávida por intrigas e disputas.. apenas pelo prazer de gerar boatos e semear a discórdia em espaços em que não haveria motivos para isso. E isso me fez pensar, trezentas vezes, sobre a veracidade ou não, de antigos rumores contados... Mas não cheguei a conclusão alguma. Não me interessa o que essas pessoas fizeram nos seus passados.. apenas busco não me envolver em suas artimanhas. Me poupo.
Me permiti voltar aos meus 18 anos e me sentir como uma garotinha apaixonada... amando platonicamente um, sorridente por causa de outro. Fazer carinho em alguém que se quer bem, assim, gratuitamente, sem esperar nada em troca pode ser muito legal, fazer bem aos dois... mas o chato são as expectativas e imaginações que isso aflora nos outros. Mais uma vez, a capacidade humana me surpreende.
Mas segui meu caminho, de boa, na boa. Sem entrar nos méritos ou deméritos... mas busquei, mais uma vez, me poupar. Perder tempo explicando coisas para pessoas que não querem entender, não faz mais parte das minhas práticas.
Respeito a mim mesma. E respeito aos outros. Alguns veem isso como indiferença, outros como 'monguisse'. Podem pensar que sou monga, não me importo. A minha verdade é a que está aqui dentro. E é ela que importa para mim, só ela.
Que venha 2012.
domingo, janeiro 01, 2012
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