domingo, dezembro 23, 2012

raiva

raiva

raiva

raiva

estou sentindo raiva. De você e de mim. Alternadamente, de você e de mim.

E daí me lembro que nunca houveram promessas, apenas indícios de sentimentos verdadeiros. Acreditei em cada indício teu… achando ser um espelho daquilo que eu sentia. E agora não sei, se eram indícios reais ou apenas ilusões, alarmes falsos.

E me sinto idiotamente apaixonada por ti. Fora de controle, perder o controle me dá raiva. Idiotamente deixei alguém que, ao que tudo indica gostava de mim, por alguém indiciário.

E a raiva vem… e vai.

Fecho os punhos. Seguro o choro.

Onde há raiva, há amor, não era assim o ditado?

Ódio, raiva, sentimentos sem nome

Impulsivos como a paixão

E cambaleantes na razão

Seria apenas emoção?

Cartesianismo e sua mania de dividir as coisas.

29 set.2012

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