domingo, julho 29, 2012

Furacão

Para pensar na vida,
nesse eu e você, confuso.

Para olhar para a lua,
e chorar no cantinho, escondido.

Para sentir culpa.
Daquilo que talvez eu nem tenha culpa.

Todos pedem uma chance para ouvir um sim.
Eu te dei o meu sim. O meu abraço. O meu carinho. O meu beijo.

E você?
Sente o meu poder de destruição?

Entende, agora, por que eu insistia com o ‘não’?
Eu nunca quis te fazer mal.

Eu nunca quis te fazer sofrer.
Mas você se jogou aos meus pés, idolatrando o que não conhecia.

Sim,
eu te disse não. Para evitar tudo isso.

E agora, o que resta?
Cacos de vidro pelo chão.

08/06/2012

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