quinta-feira, agosto 31, 2006

Agosto chega ao fim

Agosto chega ao fim.
neste ano, agosto não foi tão intenso quanto o do ano passado. Mas mesmo assim, não deixou de ser um mês louco. Louco no sentido de mudanças. De inicios e fins. De encontros e despedidas. De sorrisos e lágrimas. De dor e saudade. De alegria e angústia. De descobertas. De novos caminhos. De ouvir a voz que sussurrava baixinho no canto do ouvido dizendo "entrega tudo... te liberta". De solidão. De reflexão. Enfim, de paz.
E nada melhor pra terminar o post e o mês:

Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

sábado, agosto 19, 2006

I miss you!

I feel, but is forbid to feel
I dream, but is forbid to dream
I leave, but is forbid to leave
I cry, but is forbid to cry

Because... I had
I did
I bled
I knew
I let and I met myself.

But, I was fearful and I mistook my hearth.
Now I need forgive for myself.
I need to forget, but I know... it is unforgettable!

You was my life one day.
And I will be happy for this forever...
I dreamt one day, and you were my dream
My real dream.
Thank's you.

sexta-feira, agosto 11, 2006

sei lá...

as vezes eu tô meio sei lá...
as vezes eu sou meio sei lá...
sei lá, me entende? Já dizia o Patropi.
Mas, as vezes, sei lá...
sei lá se te entendo.
sei lá se me entendo.
sei lá se me conheço.
sei lá se durmo ou amanheço...


sei lá... essa nasceu assim, do nada
sem pretenção alguma, mas já pretendendo algo
algo? tudo ou nada...
tanto faz.
sei lá...

quarta-feira, agosto 09, 2006

E que paixão não é absurda??

Um mês sem postar nada... não significa que nada de interessante tenha acontecido. Não significa que os terremotos emocionais deixaram de abalar meu coração de manteiga derretida. Nada disso. Muita coisa boa aconteceu. Muita coisa que merecia um comentário, nem que fosse uma linha publicada. Mas não publiquei. Sei lá, talvez fosse melhor guardar pra mim esses sentimentos, já que quase ngm me entende. Òh, vida! Tudo bem, sem dramas. Qualquer dia publico minha poesia de desespero escrita em inglês. Em inglês, pq não quero ser entendida por todos. Apenas por alguns. Òh, quanto drama!! No fundo não sei se quero ser entendida.... nem por mim mesma. Confusa? Complexa? Não. Afinal, eu sou SURREAL. ;-)

tá, só pra completar, a música que tem embalado minha mente ultimamente (rimou hehe)... que tem me feito lembrar do pretérito imperfeito e sonhar com dias melhores... e que diz tudo o que eu já pude sentir por alguém. Quem? não interessa. Talvez não apenas um, mas um mix de todas minhas absurdas paixões. E que paixão não é absurda??

antes que eu fale o que não deva, a música da Negra Li:


Você vai estar na minha (Negra Li)

Esse cara
Quem é esse homem que me consome
Nem sei seu nome ou número do telefone
Meu mundo para toda vez que ele passa
Eu perco a fala, mas no fundo eu acho graça

O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração disparou
Num segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço bem-me-quer
Eu jogo a moeda
E seja o que Deus quiser

Um dia eu vou estar á toa
E você estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

Esse cara (hum) que me consome
Nem sei seu nome ou número do telefone
Por ele me desfaço, não disfarço, não me acho
Eu não sou super-mulher, nem fui feita de aço

O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração disparou
Num segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço bem-me-quer
Eu jogo a moeda
E seja o que Deus quiser

Um dia eu vou estar á toa
E você estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

Que nego é esse?Que despertou meu interesse
Que nego é esse?Que eu to ganhando a vários meses
Que nego é esse?Não marco toca não dô blefe
Que nego é esse?Te pego qualquer dia desses

Um Deus de ébano, óS
ua ginga é o melhor
Ah, eu me sinto tão só
Desafio a gravidade o mundo gira gira á toa
Na certeza que um dia ficaremos numa boa, eu sei

Um dia eu vou estar á toa
E você estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

E se for atração
Eu não sei não
E se for paixão
Eu não sei não
Se for do coração
Eu não sei não
Eu tô que tô tomada pela emoção

O suor corre frio
Eu sinto um arrepio
O coração disparou
Num segundo vai a mil
Falo e não me calo
Faço bem-me-quer
Eu jogo a moeda
E seja o que Deus quiser

Um dia eu vou estar á toa
E você estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração é um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

----------- ;-)

domingo, julho 09, 2006

Por quê? More than words

..

Porque quando está prestes a vencer o jogo, você desiste de tudo?
Porque você não luta até o fim?
Porque você não me encara de frente?
Tão perto! e você foge??
Porque você não briga comigo, me diz tudo que está sentindo?
Oras! eu não sou perfeita! eu não sou de manteiga!
Eu sou humana! sou feita de sentimentos, as vezes, contraditórios, eu sei. Mas sou flexível, sou adaptável, só quero que você prove ser capaz...
Capaz de ser você,
Capaz de não ficar dizendo apenas "sim",
Capaz de fazer e não apenas de dizer que um dia fará...
Capaz de me surpreender!
Eu te dei todas as chances, abri as janelas... mas você não pulou!
Te falei, em entrelinhas, o que eu queria. Quando você não entendia, eu fui o mais clara possível e você??? achou que era brincadeira minha? ou não levou a sério minhas necessidades?
Tudo aquilo que eu fazia e você dizia adorar... era o que eu queria pra mim tbm. Difícil? acho que não.

E agora? parte, assim, em silêncio. E te pergunto "Até quando?". Tu sabes que essa história vai voltar.. já voltou uma vez, e voltará outra...

O que eu preciso é um grão de areia. Pequeno mas indispensável. O mais complicado, difícil e inatingível você conseguiu... agora falta o grão de areia. Mas se você prefere terminar a história por aqui... a escolha é sua.


..
More than words (vc sabe que é pra vc)

segunda-feira, junho 19, 2006

pra pensar...sonhos

"Como é fácil ser difícil! Basta ficar longe dos outros e, desta maneira, não vamos sofrer nunca. Não vamos correr os riscos do amor, das decepções, dos sonhos frustrados."
(Paulo Coelho, "Maktub")

"O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas."
(Paulo Coelho, "Frases")

"O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios no pouco que pedimos da existência. E não percebemos a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando."
(Paulo Coelho, "Frases")

"O terceiro sintoma da morte de nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar."
(Paulo Coelho)


"Só uma coisa torna o sonho impossível: O medo de fracassar."
(Paulo Coelho)

quarta-feira, junho 14, 2006

chega!

Ahhhh Ahhhh
Ahhh Ahhhh
Ahhhh Ahhh

Eu sempre quis fazer você feliz
Às vezes me deixava pra outra hora
Eu sempre quis falar o que eu sentia
Mas dessa vez foi o silêncio
Que falou por mim

Eu sempre me esforcei pra te incentivar
Tua falta de caminho me detinha a intenção
Eu sempre te deixei bem à vontade
Mas tua falta de vontade
Me desmotivou

Quer saber?
Já Foi
Vou cuidar
De mim
Quer saber?
Eu quero alguém pra dividir
Gostar de quem gosta de mim

Eu sempre acreditei muito em nós dois
Primeiro em você, depois em mim...
Éramos nós
Eu sempre quis fazer a minha parte
Mas você não faz mais parte
Da metade de nós dois

Yeah...E quanto vale o tempo todo que vivemos
Correndo atrás dos sonhos
Pra viver só de amor
E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?

---------------------------------------
sem comentários.
música do Jota Quest - Já Foi.

metade verdade, metade mentira
1/3 presente, 1/3 passado, 1/3 futuro
1/3 você, 1/3 outros, 1/3 eu.

e fim de papo.

sexta-feira, junho 02, 2006

Um Conto - cap. I

Menina Luz, não conhecia a noite. Sempre ouvira falar nela, mas nunca haviam sido apresentadas. Até que numa data de fevereiro, Menina Luz saiu com a Menina Alternativa para verem uns meninos cantarem. Era noite. Chovia.

Menina Luz achava tudo muito estranho naquele lugar. As pessoas, a música alta, a fumaça no ar... mas gostou de ver gente diferente, gostou do efeito que a bebida causava, amortecendo seus ouvidos daquele som ensurdecedor.

A Menina Alternativa já estava enturmada e Menina Luz esforçava-se para ser simpática com o Cara Estranho, que falava coisas que ela não entendia (ou não queria entender?). Por algum motivo sentia que todos queriam que Menina Luz se entendesse com o Cara Estranho. Numa tentativa de fuga daquele desejo, que não era dela, seus olhos encontraram outros olhos.

Menina Luz encontrara Cabelos de Sol, Olhos de Céu.

Inexplicavelmente, Menina Luz não conseguia mais prestar atenção em nada só em Cabelos de Sol, Olhos de Céu. Ele também começou a olhar incessantemente para ela. O Cara Estranho continuava a lhe falar coisas ao ouvido, mas ela sorria para Cabelos de Sol, Olhos de Céu e ele sorria de volta, divertia-se com a situação.

E a noite prosseguia. As horas seguiam.

Até que Menina Alternativa resolveu ir embora. Menina Luz aceitou prontamente, pois já tinha cansado do papo do Cara Estranho.

Quando saíram do recinto, Menina Luz encontrou Cabelos de Sol, Olhos de Céu a sua espera. Ele apenas a olhou mais uma vez profundamente e pode-se ouvir sua voz, num singelo"Oi". Pegou-a pela mão e beijou-a como se fossem amantes, há muito tempo distantes um do outro.

Cabelos de Sol, Olhos de Céu levou Menina Luz para as alturas. Levou-a até o céu. E como a Lua ainda estava no firmamento, puderam ver as estrelas, acima das nuvens da chuva.

Menina Luz estava deslumbrada. Nunca havia visto as estrelas tão de perto e na sua primeira excursão pela noite com Menina Alternativa já tinha descoberto tantas coisas belas. Antes Menina Luz conhecia apenas o dia, com o céu azul, as nuvens brancas e o sol. Agora conhecia a misteriosa noite e suas estrelas.

No dia seguinte, Menina Luz tentava entender a força daquele beijo. A única explicação que encontrou foi que realmente eles já se conheciam. Ela era da Luz e ele vinha do céu, trazia em seus cabelos os raios do Sol e nos seus olhos aquele azul celeste que ela admirava todos os dias.

Agora, já passaram mais de três meses desde que Cabelos de Sol, Olhos de Céu apareceu na vida da Menina Luz...

quinta-feira, maio 18, 2006

paixões

tenho medo de me apaixonar
pq as paixões sempre acabam nos machucando,
mesmo quando tudo parece certo...
mesmo quando tudo parece perfeito...

pq sempre haverá uma ferida,
recente ou passada,
pronta pra ser cutucada, aberta
na mais boba discusão

tenho medo de me apaixonar
de me perder
e não encontrar
o caminho de volta

mas, por outro lado
do que seria o mundo
sem as paixões??

Voltaire, já dizia:
"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar;
outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras, nem novas descobertas. "

então, viva ao pensador...
viva as paixões,
que rendem novos caminhos,
novas histórias,
novas descobertas!

sexta-feira, abril 28, 2006

ao SOL!

Nunca olhei pros lados
pra não perder a direção...

Até que... numa noite, após a chuva me abençoar
Resolvi olhar pro lado,
Tentando encontrar outro caminho

Encontrei um menino
Que tentava me convecer
A trocar um pouco de carinho

Mas eu continuava ali
A sentir meus passos
Na marcha cega

Minha resposta podia ser Não,
mas... resolvi olhar
mais uma vez, naqueles olhos
cor de sol
e senti que aquele era o caminho a seguir

Podia nem sentir meus passos,
o sol me guiaria
pelas nuvens

Deixei o sol bater no meu rosto,
no meu corpo,
no meu beijo...
Deixei o desgosto pra lá

Deixei o sol bater na cara,
e esqueci tudo que me fazia mal...

E AGORA?!
CADÊ MEU SOL?????

meu dia nublou...

terça-feira, abril 11, 2006

condição! dia de cão!

CONDIÇÃO (Lulu Santos)

Eu não sou diferente de ninguém
Quase todo mundo faz assim
Eu me viro bem melhor
Quando tá mais pra bom que pra ruim

Não quero causar impacto
Nem tampouco sensação
O que eu digo é muito exato
E o que cabe na canção

Qualquer um que ouve entende
Não precisa explicação
E se for pensar um pouco
Vai me dar toda razão

A senhora, a senhorita e também o cidadão
Todo mundo que se preza
Nega fogo não

Eu não sei viver sem ter carinho
É a minha condição
Eu não sei viver triste e sozinho
É a minha condição
Eu não sei viver preso ou fugindo

---------
O dia de ontem estava muito bom.
Até que por um acaso uma idéia surgiu na minha cabeça. E um desejo começou a crescer dentro de mim.. cada vez mais e mais. Já tinha planejado tudo. Era só o destino me ajudar e eu estar livre no horário que imaginei.
E aconteceu. Por volta das 17:30 já havia cumprido meus compromissos e ainda restava tempo para tentar colocar minha idéia na esfera da realidade. Alguns minutos depois, lá estava eu, com o dedo indicador na campainha do apto.
Logo, ele atendeu a porta.
Nos abraçamos. Eu imaginara um abraço mais caloroso, o que me deixou um pouco distante. Mas a conversa seguiu boa.
Até que... o desejo foi crescendo dentro de mim, mas ele continuava firme, na dele. E ouvi um não. Já esperava por esse "não". Ele não me surpreendeu.
Nos despedimos, cada um seguiu seu caminho. Agora, apenas amigos.
Ao chegar na ponte, olhei mais uma vez pro local de tantos encontros no passado. E repeti em voz alta aquilo que minha intuição já dizia, mas eu relutava em ouvir: "ACABOU! Foi bom enquanto durou" e como dizia o Cidadão "foi pouco tempo, mas valeu... vivi cada segundo".
E segui firme. Cabeça erguida, enfim, resolvida, decidida a trilhar novos caminhos.

Já tinha até um caminho em mente... um caminho que conheci um tempo atrás e me ajudou e muito a ouvir esse "NÃO".. que me fez crescer como pessoa, evoluir, pensar, descobrir a mim mesma... e blá blá blá mas... algumas horas depois, na internet, deparei-me com uma BOMBA! meu novo caminho, ao que tudo indicava, não está mais livre!
Haaaaaa nesse momento, as borboletas começaram a voar dentro do meu estômago. Como a muito não voavam. Voltas e voltas. Toda vez que chego perto de comida, as malvadas levantam vôo e fazem uma reviravolta aqui dentro.

Comportamento típico de quem está apaixonado. E isso me surpreendeu terrivelmente. De repente a aventura do passado tomou proporções gigantescas. Já não cabia mais dentro de mim. E as borboletas lutando pra sair; e eu as segurando.
Aí bateu o arrependimento. E a frase roubada do Blog do Velho da Montanha caiu como uma luva pra mim "é melhor nos arrependermos do que fizemos do que passar a vida pensando em como teria sido se tivéssemos tentado".

Não me arrependo de ter ido atrás de quem eu gosto. De ter feito uma pergunta, ter insistido e ouvido um sonoro "Não. Melhor não... isso só vai piorar as coisas".
Mas por outro lado, me arrependo de ter deixado aquele outro "caminho" tanto tempo no silêncio. Tanto tempo e nem dei sinal de vida. Quando reapareci, já era tarde.
Mas esse tempo foi necessário, pra pôr em ordem meus sentimentos, meus pensamentos... O tal "caminho" é arriscado, envolvente, rápido, misterioso, estimulante... excitante... muito excitante.

E as borboletas continuam aqui. Pq? Porque descobri que eu não sei viver sem ter carinho. Eu não sei viver triste e sozinho. Eu não sei viver sem a esperança de ter ao meu lado alguém que me faça ver as estrelas... alguém que me faça sorrir sem motivos, alguém que me cative, me complete... e de certa forma, me domine.

terça-feira, março 28, 2006

uhhhhhhhhhh

as vezes tenho raiva de mim
raiva por ainda gostar de ti
por ainda chorar ao ouvir aquela música
por te querer

aqui
do meu lado

no meu abraço
na minha boca
no meu corpo...

pq vc ñ vem pra cá???

domingo, março 12, 2006

desabafos

Se eu pudesse bater em alguém agora, eu bateria.
Se eu pudesse perguntar todos os porques que estão intalados na minha garganta, eu perguntaria.
Se eu pudesse prensar alguém contra a parede agora, eu prensaria.
Se eu pudesse entender o que se passa na cabeça do MUNDO, eu agradeceria.

Agradeceria, talvez, com o corpo e a alma. Talvez só com o pensamento.
Eu pensaria menos, em alguém que a cada dia me faz acreditar que não há volta.
Eu entenderia o significado do "ontem já passou" e do "hoje não pode ser ontem".
Eu deixaria de sentir ciúmes.
Eu odeio sentir ciúmes de quem não faz nada pra me merecer. Mas sinto.
Sinto ciúmes pq estou insegura.
O ciúme traz sentimentos ruins, posse e raiva.
Eu não sentia ciúmes no passado e era feliz.
Não que hj eu seja triste. Apenas estou triste. Estou só.
Eu quis me envolver. Eu quis me entregar.
Você não aceitou. Você preferiu fugir. Acabar.
Mas eu já tinha me apegado demais.
Foram muitas horas. Muitos dias...
Mtos toques, e-mails...
Muita partilha.
E eu me acostumei a te ter do meu lado.
E agora procuro uma forma de liberdade.
Já trilhei outros caminhos, descobri novos horizontes...
Vi o céu estrelado. Senti o cheiro da noite...
Não me arrependo.
Mas descobri que existe algo inacabado. Pelo menos pra mim.
E enquanto o inacabado não acabar... provavelmente estarei ainda ligada a ti.
E espero.
Espero que algum dia tudo acabe.
Para que possamos seguir nossos caminhos em paz.
Ou para trilharmos juntos uma mesma história com final feliz, caso esse seja o destino.
Não quero arrastar correntes por tua causa.
Quero fechar o círculo que se abriu quando te conheci.
Quero te esquecer como amante.
Quero te lembrar como amigo. Como uma boa história.


Quero um novo amor.
Que me ame.
Que me conquiste.
Que eu me sinta novamente segura, sem o sentimento de posse.
Que eu sorria ao ver a chuva.
Que eu abra os olhos e veja a beleza ao meu redor.
Que eu sinta...
Que eu deseje...
Que eu conquiste uma nova vida.
.....
....
...
..
.

quarta-feira, março 08, 2006

idéias soltas, mas com alguma coisa em comum

Algumas histórias acabam sem começar;
Outras começam, justamente, para acabar.

Pior que a dor de não ter, é a de não ter +

Prefiro a dor de não poder mais te tocar,
do que de nunca ter te tocado.

Mais triste que lembrar de ti,
é saber que só me resta, lembrar.

why?

Why?
Por quê????

Por que amamos alguém? ou pensamos que amamos?
Por que fazemos coisas sem pensar?
Por que agimos por instintos?
Por que somos egoístas e queremos alguém só pra nós?
Por que desejamos?
Por que nos apaixonamos?
Por que sofremos com amores mal resolvidos?
Por que as relações acabam?
Por que esperamos algo que nunca virá?
Por que não entedemos o outro?
Por que sentimos falta de alguém?
Por que tentamos esquecer alguém com outro alguém?
Por que o amor é passageiro para alguns?
Por que queremos alguém que não nos quer?
Por que imagino loucuras a respeito de nós dois?
Por que quero perder meu tempo com você???
Por que acordo e durmo pensando em você???
Por que ainda te amo??

Because...
tentei preencher uma lacuna,
e descobri que só você poderá preenche-lá.
Só você poderá acabar o que ficou inacabado entre a gente...
Só você...
e mais ninguém.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Sem explicação

O texto a seguir foi escrito em abril de 2004. Achei que se encaixava, novamente, porém em partes, no momento pessoal que estou vivendo... e que muitas pessoas, se não todas, passam ou já passaram alguma vez na vida. E aí está.

Sem explicação.

Amar, amar, amar...amamos sem saber o porquê, amamos simplesmente por amar. Amamos o fim de semana, o domingo ensolarado. Amamos chocolate e também sorvete de chocolate. Amamos quando chove no inverno e estamos no sofá enrolados num edredom assistindo um bom filme. Amamos ver um beija-flor namorando no jardim. Amamos o “muito obrigado”, o “até logo” seguido de um abraço (ou de um beijo). Amamos nossos amigos verdadeiros e as vezes os amigos de nossos amigos também.

Até aí, amamos sem saber ou ao menos sem nos importar com porquês. Amamos simplesmente por amar. Gostamos de chocolate e pronto. Nos maravilhamos com o espetáculo do nascer e do pôr do sol e pronto. Ninguém se preocupa em buscar explicações para isso. No máximo, enumera-se uma série de predicados para tentar explicar, se necessário, esses amores. Ama-se, por exemplo, um amigo porque ele entende, partilha momentos, brinca e até briga conosco se preciso for. E está tudo resolvido, afinal ele é amigo, gostamos dele assim e pronto.

Mas a partir do momento em que passamos a amar de “outra maneira”, amar no sentido mais sexual da palavra, parece surgir a necessidade de explicar alguma coisa para nós mesmos. E assim, na hora em que aquele sujeito a sua frente afirma amá-la apenas como amiga, tudo muda. Parece ser o fim de tudo, o fim do mundo.

A razão pela qual você o deseja de corpo e alma, e ele deseja a você apenas o bem, torna-se sua mais urgente busca. O porquê desse desencontro de sentimentos ganha prioridade máxima na lista de questões pendentes.

Exteriormente, pode disfarçar um sorriso, dizer que está tudo bem, mas sabe que seu interior profundo está fechado, temporariamente, para reformas. O mundo a sua volta perde importância, o olhar busca alguma pista no infinito e a mente divaga entre passado, hipóteses, presente e imagina o futuro.

E a busca do porquê ocorre como em dia de faxina: esvazia os armários, revira as gavetas da memória. Retira o pó de cada livro da estante e folheia-os, tomando o cuidado para as lágrimas não destruírem, cada página que ele ajudou a escrever. Revive os momentos felizes, nas velhas fotos. Re-lê as cartas, os bilhetes, os velhos e-mails, os cartões de natal, aniversário... encontra paz, mergulha no seu mundo sentimental.

Avalia tudo que está à sua frente e põe no lixo as mesquinharias, as falsidades, as tristezas. Guarda tudo que faz bem, reconstrói seu eu, evolui como pessoa. Agora é mais forte, sobreviveu ao terremoto chamado amor. E ainda descobre que é amada.

Talvez não da maneira que gostaria, mas é amada. Possuí um amor de amigo. Um amigo a ama como amiga e isso é melhor que nada, é melhor que a indiferença de tantas outras relações.

Escreve, por fim, mais uma parte do livro da história de sua vida, aquela que diz: ama-se sem saber o porquê, o amor é realmente inexplicável. E entende que sentimentos são feitos para sentir, não para explicar através de meios racionais. Se amo por amar, amo por amar e ponto final.

sábado, fevereiro 18, 2006

nomes BEM próprios

Nomes interessantes, marcam.
Idéias criativas, marcam.
Slogans totalmente ligados ao produto, marcam.
Na minha nem tão recente visita ao estado vizinho, 2 nomes de estabelecimentos marcaram na minha mente. Achei-os criativos e bem humorados. Bem entrelaçados com seu propósito. Queira eu, ter um dia, uma idéia semelhante a uma destas... achei D+.
A primeira que menciono é de uma champanharia. Sim, champanharia. Se existe sorveteria para sorvetes, choperia para os chops e cervajaria para as cevas, por que não uma champanharia para champanhe?? Pois é, existe. Eu vivendo na "colônia" nunca tinha pensado nisso. Mas alguém pensou. Lógico, é coisa pra gente "chi", pra quem no final do ano não toma uma cidra, achando que é o tal. Não que eu tome cidra... hehehe Mas deixando isso de lado, vamos ao que interessa: o nome!! A champanharia chama-se "Amnésia". Nome mais próprio que este, não tem.
O segundo lugar de destaque é de um motel. Motel de beira de estrada existe aos pampas, mas com um slogam tão bom... acho difícil. O nome do recinto é "Dallas". A logomarca, simples, era um desenho de um chapéu e uma bota de camboy, daqueles bem dos filmes norte-americanos, bem aquela coisa "rodeio", sabe?? E o slogan?? "Sem rodeios" perfeito!!! hehehe "Dallas Motel - sem rodeios" que coisa mais criativa!!! bem humorada, sutil, intensional.... e tal.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Pedaços

Estou em pedaços.
Coração partido em mil pedacinhos.
Cada pedacinho guarda uma lembrança.
Uma lembrança.
Uma saudade.
De um dia.
De uma tarde.
De uma música.
De uma dança.
De uma palavra.
De um abraço.
De um sorriso.
De um gosto.
De uma sensação.
De um cheiro.
De um impulso.
De um desejo.
De um beijo.
De alguém.

Alguém que vive aqui, dentro de mim.
Num pedacinho do coração quebrado.
E num todo da minha mente.

Vontade de chorar.
Vontade de correr.
Vontade de buscar.
Desejo de mudar o destino.
De tirar outras cartas no tarot da vida.
Mas...

sempre existe um "mas".

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Sabonetes!

Ir ao supermercado fazer compras pode ser bastante inspirador, surpreendente e divertido. Sim! podem achar que isso é um típico comportamento feminino e consumista... mas não falo disso. Não estou me referindo ao ato de comprar, comprar, comprar, gastar e gastar. Falo dos milhares de produtos epalhados pelas gôndolas do super. E entre um e outro, sempre surge uma "novidade".
"Novidade" entre aspas, pois, geralmente, o que vemos, a um palmo do nosso nariz e ao alcance das mãos, é uma espécie de nova roupagem ou qualificação dos produtos. Antigamente, e nem tão antigamente assim, sabonete servia para limpar a pele. Todos eram iguais, mesma fórmula e mesma função. Depois vieram as cores, os aromas, os ingredientes... e até novas utilidades. Um limpa, outro tonifica, aquele hidrata... tem até sabonete especial para peles sensíveis, acneicas ou negras. Uma verdadeira revolução! Seja qual for sua pele, pode ter certeza que existe um sabonete feito especialmente para ela. E ainda pode escolher a marca! E não sai caro.
Não bastasse as mil variedades enfocando o tipo de pele e os cuidados que a mesma necessita, surgem agora sabonetes que cuidam do emocional daquele que se higieniza com ele. Isso mesmo! os sabonetes não vendem mais apenas higiene, mas bem estar e auto confiança. Exagero? Creio que não. Uma análise rápida de antigos anúncios de sabonetes revela que já utilizavam a "beleza" ou "o embelezar" como mote publicitário.

Os sabonetes Gessy foram lançados em 1946.

LUX foi o primeiro sabonete popular, lançado em 1924 nos EUA. Sempre inovando, o Lux é atualmente comercializado em mais de 100 países e líder de mercado no Brasil, na Arábia Saudita e na Índia.

Agora, a "pegada" está mais ligada ao emocional, a auto estima. Frescor Irresistível, Nutrição Radiante, Perfeição Cremosa, Esfoliação Luminosa, Rosa Aveludada, Vitalidade do Guaraná e Sedução do Chocolate trazem à mente sensações desligadas do consciente.
Duvida? então vá alí no mercadinho da esquina, procure os sabonetes... você irá encontrar nas embalagens diferentes denominações qualificativas para, basicamente, o mesmo produto. Talvés diga que estou enganada, que são apenas palavras bonitinhas para vender... mas olhe bem e verá que existe uma intenção emocional escondidinha alí. Não quero dizer que estão iludindo o consumidor, afinal, nada impede que os princípios ativos dos componetes destes sabonetes exerçam tais efeitos no corpo do sujeito. E mesmo que o tal efeito não seja tão "transformador" assim, as idéias de consequência são.
Então, após um maravilhoso banho, estará mais irresistível, radiante, vital e irá sentir-se assim. Sem enganações. Afinal, somos aquilo que acreditamos ser. E por que não acreditarmos que somos mais belos, felizes, sedutores? As vezes o que precisamos é só um empurrãozinho, nem que seja do nosso companheiro de todos os dias. Daquele que conhece nosso corpo como ninguém e não reclama das "possíveis imperfeições".

Ok. Eu confesso. Não resisiti ao sabonete de Chocolate! mas pq eu adoro chocolate! Na embalagem dizia: "Sedução do Chocolate" e logo abaixo "Mousse de Chocolate e Morangos"... pensa bem, depois de um banho de chocolate com morango, quem não irá achar que está, no mínimo, mais doce? Sem falar no cheirinho delicioso na pele à espera de uma formiguinha...

domingo, janeiro 01, 2006

Primeiro

Já é 2006!

e apesar da chuva, 2005 mostrou sua beleza num belo pôr-do-sol... com uma gama de cores dígnas de uma fotografia. Mas a tal foto não saiu.
Pensei em guardar aquela última surpresa do ano, mas resolvi ficar alí. Na janela. Olhando pro além, pensando em alguém. Pensando no meu ano que passou e no que virá. Resolvi guardar aquele sol poente na memória das minhas retinas. Só pra mim. Bem egoísta, eu sei.
Mas agora já foi. Já era.

Aliás, além das chuvas, os pores-do-sol coloridos também marcaram esse ano que passou. Sempre acreditei que eles eram um bom sinal... afinal tanta beleza não estaria atoa alí. Brindando nossa visão. Iluminando o fim do dia... uma esperança de dias melhores? Talvez.

Se assim for, 2006 tem tudo para ser O ANO. A chuva, o pôr-do-sol... o fim da faculdade.... o começo de uma nova vida. Literalmente.
A sensação de "o quê será o amanhã" nunca esteve tão viva em mim. E isso é excitante. Confuso. O hoje "te amo", amanhã pode ser um "foi bom". O hoje "quero ficar", pode ser um "vou embora". ... O incerto, certo. O sonho, realidade.
O desejo, saudade. E a saudade, um novo desejo.

O quê será o amanhã?? Não sei! Muitas possibilidades. Nenhuma certeza. Só um desejo. Uma vontade. Coisas a fazer. Decisões a tomar. E o tempo passa. Tenho pouco tempo.
E mil pensamentos invadem minha mente. Faça isso. Faça aquilo. Faça os 2! E fico parada. Perdida. Confusa. Em estado de êxtase. Só curtindo a sensação de "perigo"... iminente.


E pra começar bem o ano... musiquinha (mais uma hehe) do JotaQuest que conheci num show da banda em 2005. E diz muito sobre o que sinto, penso, desejo... e tal. Feita pra mim. Pelo menos hoje, amanhã poderá ser outra...
...

Até Onde Vai
Jota Quest
Composição: Rogério Flausino



O bem vence o mal mais uma vez
E mais um beijo teu
E é por isso que eu não te deixo
E mais um beijo teu

A saudade e a novidade
Tão longe e tão perto
Tão frio e tão quente?

As palavras e as promessas
Tão passado e tão presente
Tão eterno enquanto dure
E o coração em cubos

As igrejas e os bares
Tão mentira e tão verdade
Tão mais simples que eu pensava
E o coração disparava

O sexo e o amor
A tolerancia e o terror
Tão red, tão hot
Tão vida e tão morte

Até onde vai
Até onde vai
O coração da gente?

O bem vence o mal mais uma vez
E mais um beijo teu
E é por isso que eu não te deixo
E mais um beijo teu

Os latinos da América
Da Península Ibérica
Os mistérios do Oriente
A luz do sol poente

A luta e a fortuna
Tão culta quanto burra
Tão minha quanto sua
E o coração mergulha

Até onde vai
Até onde vai
O coração da gente?

O bem vence o mal mais uma vez
E mais um beijo teu
E é por isso que eu não te esqueço
E mais um beijo teu

É o melhor que nós temos
É o que à pra esse momento
E nós temos muito tempo
Temos o tempo inteiro do mundo

Até onde vai
Até onde vai
O coração da gente?

...

era isso!
2005 já era!
2006 já é!

sábado, dezembro 31, 2005

Despedida

Hoje, último dia do ano de 2005. 31 de Dezembro.
E chove.
Deve ser a emoção da despedida.
Despedida de um ano, para mim, surpreendente. Envolvente.
Se eu disser que não gostei de 2005, principalmente do 2º semestre, estarei mentindo feio. É lógico que existiram os momentos ruins, de dor, tristeza, angústia... mas guardarei os bons, os ótimos e os maravilhosos...
Entre os momentos nublados, lembrarei de um 8 de outubro triste. Dia em que chorei mais do que se tivesse juntado todas as lágrimas de vários anos a fio... e chorei por amor. Com corpo e alma. Mas no fim, o sal lavou a alma...
E chove.
Neste ano, a chuva sempre me acompanhou de forma interessante. Nos dias mais importantes, na minha vida em 2005, os fatos aconteceram banhados, de uma forma ou de outra, pela chuva. Torrencial, garroa, de repente, o dia todo, uma pancada... mas sempre chuva.
Talves fosse a chuva uma benção dos céus.
Quero acreditar que a chuva de hoje seja mais uma benção dos céus, embora no meu coração esteja soando como um choro de despedida.
Uma saudade... de histórias que aconteceram... será que é o fim?
Se for o fim... aí que saudade! ai que vontade de chorar, de sair correndo e abraçar a pessoa que conheci numa noite de chuva... a pessoa que reencontrei algumas vezes com chuva (e fui ao encontro outras tantas abaixo de sol... mas os encontros chuvosos tiveram outros significados..)
Vontade de ver, tocar.... a pessoa que não sai dos meus pensamentos... meu vício.
Antes que o ano acabe... e acabe tudo para sempre!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

FDP!!!!

FDP!
safado!
cachorro!
sem vergonha!
atoa!
besta!
idiota!
bobalhão!

e eu ainda te amo!
algo está errado. Muito errado.
E o erro sou eu. Gostar de ti. E ainda te dizer!
Nesse momento, minha vontade era pular no teu pescoço... e chutar teu... pra que não funcione tão cedo...

Devo ter jogado pedra na cruz!

domingo, dezembro 11, 2005

Desvaneio nº 1.1

Chega!!!
o que deu nas pessoas de me acharem diferente das outras?? Não que eu ache isso estranho, pq ninguém é igual a ninguém, mas nas últimas semanas tenho ouvido cada uma...
Qual é o problema em ser eu mesma?
Só pq não sou como as outras que se importam apenas com a estética da suas roupinhas e seu cabelo impecável? Pq levo a sério as coisas que faço (pq se ñ levasse, nem faria!)? Pq falo palavrão e digo besteira? Pq tento melhorar a cada dia? Pq aprendi a expressar o que sinto? Pq levanto cedo e vou a aula a pé, ouvindo música? Pq qdo eu digo que gosto é pq eu GOSTO mesmo? E pq qdo digo que não tô afim, é pq ñ quero de verdade? Pq sou sincera?
Qual é o problema disso tudo? Será que choco as pessoas? Será que sou tão anormal assim?
Ou será que estão todos acostumados com os padrões estabelecidos por sei lá quem? Será que uma garota de 20 e poucos anos, estudante, tem que se comportar e vestir de tal jeito? Pensar isso e não aquilo? Gostar disso, fazer isso... como se todos fossemos um produto qualquer fabricados em série?
Acho que não.
E olha, que se olhar bem, vão dizer que sou bem normalzinha... comum..
As pessoas dizem que sou louca, sábia, esperta, "tarada", obsecada, impulsiva, apaixonada, uma figura, palhaça, séria, responsável, eficiente, diferente, especial, querida, amada, chata, fechada, "santa", introspectiva, certinha, sentimental, medrosa, corajosa, legal, indiferente, errada, perfeccionista, desleixada, obediente, rebelde... e por fim dizem que não me entendem!!!!!!!!!!
Eu é que ñ entendo-as! como posso ser tantas coisas opostas?
Talvez eu seja um misto de tudo.
E de acordo com a situação, ajo assim ou assado.. deve ser isso.
Devem ser todos uns frustados!
pq perderam uma chance, pq deixaram passar o tempo, pq não viveram um amor, pq não tentaram, desistiram no meio do caminho, ou pior, morreram na praia!
Não tô querendo dar lição de moral em ninguém. Pq tbm já fui assim. Já sofri. Já perdi. Desisti. Não lutei. Não busquei. Fechei portas, janelas, mente e coração. Morri.
Mas voltei a vida, depois que alguns anjos surgiram... e demorou. Demorou mto tempo pra eu abrir os olhos e respirar novamente.
E ainda vai demorar mais um pouco, até meus pulmões sentirem, finalmente, o ar puro.

E pra encerrar esse assunto de "quem sou eu", lá vai, a trilha sonora recomendada:

Bossa - Cidadão Quem
Composição: Duca Leindecker

Atenção
As pessoas não precisam
Ser iguais às outras
Aceite ou não
Mas você é única
No mundo assim
Uns são mais
Coordenados, determinados
Obcecados
E outros atrás
Vão levando a vida
E quem ousa dizer
Que é pior?
Há quem construa aviões
Escreva as revistas
E outros dedilham violões
Eu digo
Hei!
Você que sabe tudo
Me diga como perguntar
Se eu não sei
Você que pensa em tudo
Me mostre o quanto pode amar
...

Me mostre o quanto pode amar, e aí sim, pode falar o que quiser de mim, dos outros...
mas primeiro, mostre que você AMA realmente alguma coisa. Pode ser até você mesmo. E pára de reclamar! pq não sou perfeita e nunca serei. Ou será que reclamam pq acham que sou demais para as suas cabeças, acostumadas com tão pouco?

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Desvaneio nº 1

Certa vez li uma frase que dizia:
"A loucura é o disfarce dos sábios"
Muitas vezes fui chamada de louca, e outras tantas de sábia. Então, devo ser uma louca? ou devo ser sábia?
Talvez eu seja apenas feliz.
Talvez eu dê importância para as pequenas coisas da vida.. da música que toca no rádio, até o pôr do sol, passando por um sorriso sincero e um abraço amigo..
Procuro VIVER o momento presente, pois do passado só posso guardar lembranças e do futuro.. bem, o futuro é, e sempre será, uma grande incógnita.
Talvez eu seja louca, por acreditar no amor.. nas pessoas e na paz mundial.
Talvez eu seja apenas uma ilusão.
Um desenho.
Um desejo.
Uma vontade.
Uma história.
Um conto.
Um poema.
Um tempo.
Um dia.
Uma noite.
Uma vida.

domingo, dezembro 04, 2005

ok

Ok.
Primeiro post no novo blog.
Como deveria começar?? sim, apresentando-me.
Acredito que todas pessoas possuem um lado mais subjetivo, um eu-poético, filósofo, pulsante, louco e apaixonado. Todo mundo tem um sujeito oculto, um sujeito emotivo que vive alí, reprimido, querendo ser expresso, e muitas vezes, é a saida de escape dos nossos anseios, desejos, frustações, espectativas... enfim, todos nós possuímos o tal "eu interior".
E esse "eu interior" é, praticamente, 95% emoção e 5% razão. Ou quase isso. É surreal. É real. Vive em algum lugar entre a fantasia e a realidade.
e blá blá blá
e este espaço é totalmente destinado ao meu eu-poético, interior, subjetivo, desvairado e surreal, que chamo por Habylee.

Habylee é uma menina, guria, moleca, mulher.
Doce, amável e intensa..
sonhadora, chorona,
alegre, irônica, compreensiva (até por alí..),
ciumenta, possessiva, impulsiva
e acima de tudo, apaixonada.

Apaixonada, por tudo. E por quase todos....
 
Site Meter