segunda-feira, julho 27, 2009
Um belo dia, resolvi mudar
Uma sede de questionar o mundo.
Que mundo é esse que vivemos? Que relações mais efêmeras, líquidas e vazias preenchem a cada dia nossas ditas "comunidades virtuais". Comunidades, que estão, cada vez mais, distantes do verdadeiro sentido do "comum" e mais próximas do "virtual": a potência de algo, aquilo que ainda não é, mas que um dia poderá ser.
Em meio a tantos pensamentos inquietantes, o bichicho da "verdade crua e nua" me mordeu. E me vi desprovida de razões fundamentadas na frente do espelho. Oras, tornara-te igual às outras! Queres substituir o real pelo virtual na mesma velocidade do clic. Satisfação imediata ou seu dinheiro de volta!! Quanta estupidez.
Aonde fica o "tijolinho por tijolinho" que solidifica e dá base para as relações? No vazio do espaço... no vazio das ilusões. Na mentira contada para satisfazer o medo da solidão. E a verdade é sempre camuflada. Até que um belo dia, a gente acorda, e vê o mundo com outros olhos. E descobre que o tudo é o nada. E o nada pode ser o tudo.
Acho que não tenho mais idade para os amores platônicos.
Adeus, garoto dos óculos.
sábado, julho 11, 2009
Ganhou sem saber.
Você ganhou sem saber.
Sem saber que estava em jogo.
Em jogo sem lógica.
Sem lógica, só sentimento.
Ontem você ganhou.
Você ganhou sem saber.
Ganhou.
O meu apreço.
A minha malícia.
E o meu desejo se desloca a ti.
Você ganhou.
Piercings, tatuagens e outros ornamentos não são teus atributos.
Você ganhou, apenas com teu sorriso, fácil, teu triunfo.
Ontem você ganhou.
Ganhou sem saber.
Ganhou por ser apenas você, com seus óculos.
quinta-feira, julho 02, 2009
Laranjas
Prefiro as laranjas inteiras.
Um ser incompleto, não encontra sua completude em outro incompleto.
Sempre irá faltar algo.
Já, as laranjas completas... ah, essas rendem um bom suco!
Eu me considero uma laranja inteira.
A espera de outra, igualmente inteira.
Para, então, somar.
Afinal, a soma de dois inteiros é maior que a soma de duas metades.
sexta-feira, junho 12, 2009
Clara conclusão para um dia dos namorados, não?
A verdade é vista, a verdade existe por si.
Ela anda por aí, é livre.
Já a mentira... ah, a mentira.
A mentira só existe quando dita.
Ela sempre está presa, presa a algo que não aconteceu.
Clara conclusão para um dia dos namorados, não?
Sim, eu sei.
Dizer "eu te amo" pode ser a mesma coisa que jogar palavras sem nexo ao vento.
Pode ser a mesma coisa que mentir. Um perfeito disfarce para um sentimento vazio. E quando menos se espera, acabou o amor??? Sempre desconfiei destes casais que dizem "te amo" a torto e direito...
Não. Não é isso que quero para mim. Nunca quis um papagaio que repete, repete, repete algo que desconhece.
Quero olhos nos olhos.
E a verdade vista, a olhos nus.
Já senti isso uma vez e a certeza permanece viva.
Acabou a relação, mas o carinho mútuo continua.
A paixão deu lugar ao respeito.
E não há amor sem respeito.
Enfim, dizer "eu te amo" não quer dizer nada.
Clara conclusão para 12 de junho, não?
segunda-feira, junho 08, 2009
Rendida numa trama imaginária
Eu me rendo.
Ao teu sorriso de canto,
ao teu canto de malandro,
a tua malandragem de menino.
Eu me rendo,
aos teus olhos castanhos,
escondidos sob o reflexo das lentes.
Eu me rendo,
a esta história sem começo.
Sem meio nem fim.
Eu me rendo a aquilo que não posso controlar.
Não te escolhi.
Foi teu olhar que me pescou numa tarde fria.
E me fez pensar que talvez ouvesse algum sentido
Nesse desejo devaneio, imaginação.
Rendida estou, garoto dos óculos.
domingo, maio 31, 2009
Adeus a um quase talvez amor
Sorrisos falsos não me bastam.
Sentimentos falsos não me bastam.
Aprender a mentir, num mundo de fantasias é fácil.
Difícil é olhar no espelho
É encarar o outro que te miras, te denuncia.
Não.
Não quero mais amores de mentira.
Nem sentimentos infundados.
Se for para me decepcionar,
que seja logo. Que seja breve.
Tão breve quanto o segundo que passa.
Tão logo quanto o minuto seguinte.
Antes que o calor se faça, em meio a este frio
Antes que o desejo arda como a brasa
Antes, bem antes...
Se vá,
feito fumaça.
Evapore pelo ar,
sem deixar traços, rastros.
sábado, maio 16, 2009
Susurros de um desejo não revelado
não restam mais palavras.
Apenas brincos.
Brilhos, cores, amores.
Susurros de um desejo não revelado.
Ao pé do teu ouvido,
a vontade dita,
foi apenas um suspiro...
Alí, no pé do teu ouvido,
faltou coragem.
Sobrou vontade.
Ao pé do meu ouvido,
Te quero.
domingo, maio 10, 2009
síndrome de Narciso
Sua convicção era tamanha, que chegava a desconfiar que os outros rapazes o invejavam e tramavam armadilhas para destruir seu encanto. O rapaz sentia que seu poder de sedução era tão intenso que era capaz de despertar interesses homossexuais em outros rapazes.
Era tão convencido que não percebia a diferença entre um amigo e um enamorado. Não aceitava ser rejeitado pelas moças e muito menos ter seus dotes físicos diminuídos. O rapaz, já em desepero, usava da violência para manter sua suposta supremacia. Suas palavras baixas, suas brincadeiras de mau gosto exteriorizavam aquilo que todos sabiam, mas ele não entendia: não se pode comprar o amor das pessoas.
terça-feira, maio 05, 2009
Pudera eu...
Voltar os minutos passados,
E transformar o segundo atrás em segundo futuro.
Pudera eu te esperar
com a roupa limpa,
a casa em ordem,
e um sorriso novo...
Pudera eu parafrasear os versos,
dos verbos dos poetas,
para te dizer o indidizível.
Pudera eu te dizer,
aquilo que eu não entendo?
Tão simples, tão tranquilo.
Tão você.
Pudera eu te dizer,
que teu lugar é aqui,
ao pé do meu ouvido?
quinta-feira, abril 30, 2009
Uma só palavra.
Para hoje, uma só palavra conforta.
Para hoje, uma só palavra diz o que deve ser dito.
CONFIANÇA.
Confio em você.
Sei que você é capaz.
Ah, garoto dos óculos, confiança!
domingo, abril 26, 2009
Por trás da lentes
Um mundo a ser contado, experimentado.
Os olhos, por trás das lentes dos óculos, brincavam de seduzir. As lentes os protegiam do contato direto, do calafrio. Assim, ele pode sentir a sensação de fitar os olhos castanhos dela, tão vivos, tão desprotegidos, tão intensos... sem temer que os olhos nos olhos o fizessem corar a face.
Mas, mal sabia ele que as lentes não protegeriam sua voz. As palavras ditas, engasgadas, tropeçavam no ar. E o pulso acelerado induziu a um pequeno e breve rubor. Ela notou.
Ela notou que por trás das lentes dos óculos haviam dois olhos ávidos por sua atenção. Por trás das lentes dos óculos, havia um mundo a ser desvendado. Um mundo a ser contado, experimentado. Havia um coração a ser amado.
Ela sorriu.
quinta-feira, abril 02, 2009
Dois quilos
- Inteiro ou em pedaços?
Penso um pouco e decido:
- Um quilo inteiro, para os trabalhos urgentes. E um quilo em pedaços, bem pequenos, para que eu possa apreciá-lo vagarosamente.
- Vagarosamente? Se são pedaços pequenos irá acabar logo, moça!
- Não, não irá acabar. Poderei usar um pouquinho todo dia, para ver o pôr-do-sol. O pouco de cada dia, formará o muito de um mês.
- Ah, sim. Tens razão. Então, cortarei cada pedaço no tamanho de um anoitecer.
E assim fez o moço, aquele que vende tempo em quilos. Sonhos em unidades e detalhes em milímetros.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Esqueci!
Esqueci o que eu queria fazer!
Esqueci o que eu poderia conter.
Esqueci do tempo.
Da roupa no varal.. que a chuva molhou.
Da panela no fogão, que o fogo queimou.
Do cabelo solto, que o vento bagunçou.
Esqueci das coisas importantes,
mas, principalmente, das irrelevantes.
Esqueci...
Esqueci...
Esqueci de te amar,
de te adorar,
de te esperar.
Esqueci de ti quando me encontrei.
sábado, fevereiro 07, 2009
Simples
Traduzir sentimentos em palavras, sem hipérboles que inspiram a falsidade, por vezes, é uma dádiva pertencente apenas aos poetas.
Transformar o complexo, confuso e confesso em simples versos é quase como andar em um carrossel tentando alcançar quem está a nossa frente.
E quando a gente tenta falar, a garganta seca, o coração pula e as lágrimas querem sentir o ar da liberdade.
Emoções e dramalhões à parte, com vocês:
Simples
Nenhum de Nós
Composição: Thedy Corrêa
Queria te dizer palavras simples
Que guardariam tudo o que eu sinto
E pelo simples fato de te dizer
Mais forte ficaria meu sentimento
Mas nada que eu diga me parece exato
Nada que eu pense tem um sentido claro
Nenhuma canção vai me ajudar a descobrir
O que aconteceu conosco foi imenso
Um sentimento tão intenso
Que eu não encontro
As palavras certas não existem
No universo inteiro
Queria te dizer palavras simples
Queria te dizer palavras simples
Mas as palavras certas não existem
No universo inteiro
As palavras certas não existem
No universo inteiro
Queria te dizer palavras simples
Queria te dizer
ps. Obrigada taty, por motivar, involuntariamente, este post.
nenhum de nós - Simples
sexta-feira, janeiro 23, 2009
as 7 maravilhas do meu mundo
A pergunta, embora pareça de fácil e rápida resposta, revela o quão pode ser instigante este desafio. Não se trata apenas de enumerar objetos, pessoas, enfim, coisas que consideramos importantes ou que gostamos. Trata-se de avaliar o que somos, quem somos e como somos. Trata-se, acima de tudo, de fazer escolhas (como tudo na vida, aliás).
Se são 7 coisas necessárias a minha vida, suponhamos que a falta de uma delas, levaria meu corpo, mente e sanidade a um complexo estado, praticamente, irreversível. E se eu estou vivinha da silva, aqui postando, é pq estas 7 coisas, estão, de um modo ou de outro, presentes neste momento em mim (seja pela força do pensamento, seja pelos poderes de Grayskull). Pois, foi assim que encarei o desafio, proposto pelo meu amigo-guru, Cordeiro.
Depois de muito matutar, aí estão, as 7 maravilhas do meu mundo! Deixando claro que os números não se tratam de hierarquias... apenas referências!
1 - Oxigênio: atire a primeira pedra quem não precisa deste fabuloso elemento, diretamente em seus pulmões! Com a crescente poluição urbana, o que eu mais preciso é ar puro, para respirar!
2 - Água: tão necessária quanto o item anterior. Ainda não inventaram nada melhor que H2O gelada para matar a sede. Além do mais, aproximadamente, 60% do corpo de um adulto é formado por água! Logo, nosso corpo, assim como nosso planeta é majoritariamente composto por esse líquido vital.
3 - Comida: embora eu não seja do tipo que "vive para comer", reconheço que "saco vazio não para em pé". Então, aqui está, o item referente aos carboidratos, proteínas, vitaminas, sais minerais e etc. Eu como para viver. E, viver, de preferência, com saúde. Excluo definitivamente deste item, os temperos fortes, artificiais... e o leite.
4 - Energia elétrica: pode parecer exagero. Mas pense sua vida sem energia elétrica. Banho gelado no inverno? Caixa de isopor no lugar de geladeira? Lampião cheirando a querosene dentro do quarto? TV, computador plugados onde? Viva a melhor invenção humana: luz!
5 - Afeto: como já dizia Lulu Santos, "eu não sei viver sem ter carinho, é a minha condição". Incluo aqui família, amigos e todas pessoas especiais para mim. A quem dedico um cantinho no lado esquerdo do peito.
6 - Pensamento positivo: sorrir e ver o lado positivo das coisas, sempre! Caiu, bateu, escorregou? Talvez Gelol ajude na dor física. Mas só vendo o lado positivo, isto é, o aprendizado, verdadeiramente contribui para as cicatrizações. Levantar a cabeça é seguir adiante, firme e com alegria é fundamental.
7 - Sonhos: sonhar acordada, imaginar situações inusitadas. Deixar o pensamento levar para paisagens distantes... isso é essencial para mim. Adoro me perder nos sonhos, cavalgar nos desvaneios. Não só sonhar, mas por tudo no papel. Ajuda a entender a realidade, a exercitar a criatividade e planejar o futuro. Foi a força que motivou a existência deste blog. Sem falar que dava pra escrever um livro!
E quais são as 7 maravilhas do seu mundo, caro leitor?
sábado, janeiro 17, 2009
História
vontade de escrever
escrever uma história
de uns olhos castanhos
que me intrigam, me provocam
eu tinha vontade
vontade de viver
viver uma história
com uns olhos castanhos
que me causam reações adversas...
mas a história não será escrita
a história não existirá
aqueles olhos a outra pertecem
quinta-feira, novembro 27, 2008
Necessidade e desejo
Necessidade = vazio que precisa ser preenchido. Conceito negativista, necessidade é algo que falta, resposta ao vazio. Nesta visão, o homem é tido como um ser de carência, pois age apenas para preencher o vazio.
Desejo = uma vontade, um impulso para a ação. É um conceito positivo, indica a resposta para ação. Nesta visão, o homem age para realização de uma vontade.
Então, você tem sede de que?
Quando o sentimento amoroso é necessidade e quando é desejo?
É necessidade quando sufoca, é fardo pesado para o outro. É chantagem, ciúme. Controle, posse. A vida do outro não é mais livre.
É desejo quando busca o outro livremente, sem posse, sem domínio. Apenas amor por amor. Ambos são independentes, cada um tem sua vida própria e se conjugam no verbo, puro e simples.
domingo, outubro 19, 2008
Revelações femininas - I
Pois, bem. A partir de agora, tem início a série "Revelações Femininas". Obviamente, nem tudo será revelado. Mas as "revelações" aqui feitas, com certeza, deixarão a mostra o quanto uma mulher é um ser complexo. Complexo e sensível.
- Mulheres choram vendo novela. Não só novela, mas filmes, seriados, documentários. Qualquer coisa que evocar seus sentimentos é passível de fazê-las chorar. Depois de vários encontros e desencontros, a mocinha encontra o mocinho, a trilha sonora entra em cena e lá se vão os olhos inundados. Não tente dizer para ela não chorar, que é só ficção. Não adianta! São as mais puras lágrimas de emoção. E faz um bem danado.
- A segurança de uma mulher é proporcionalmente relativa ao modo como ela se sente perante as outras mulheres. Isto inclui, se a roupa está combinando, se o cabelo está alinhado e a maquiagem, na medida certa.
- Não existe coisa mais irritante, em dias de TPM, do que ouvir um "O que você tem?", "O que está acontecendo contigo?", "Porque você está agindo assim?". É tudo culpa dos hormônios, definitivamente, não existem respostas para as perguntas acima.
- Uma mulher pode se apaixonar por alguém com quem ela nunca falou. Viu na rua, na fila do banco.. seja onde for. Bateu o olho e gostou, tem um pontinho nos pensamentos dela. Na maioria das vezes, ela se encanta com o sujeito e o coloca na sua lista de desejos, sem necessariamente, ter a intenção de conquistá-lo.
E por hoje é só.
quarta-feira, outubro 15, 2008
paixonite principiante
de me olhar estranho.
Adoro esse teu jeito torto
revolucionário das causas justas.
Adoro esse teu jeito torto
certo, justo direito.
Adoro esse teu jeito torto
de ver o mundo.
Adoro ver teus olhos brilharem
dos teus objetos profundos.
quarta-feira, setembro 24, 2008
E a propaganda eleitoral...II
Assim, o clima dos debates, xingamentos e "truco-retruco" aumentam exponencialmente. Ah, como está ficando divertido acompanhar os programas eleitorais na TV. Principalmente dos "prefeitáveis". Um diz o outro rebate, a terceira reclama dos dois primeiros. E os assuntos se estendem... os fatos se traduzem em olhares diferentes. Afinal de contas, as obras foram "bem" ou "mal" feitas? Quem comprou voto de quem? Quem mentiu sobre o que? É um jogo de verdade e mentira, falsa-verdade e falsa-mentira. Um jogo de efeitos. Ganha quem parecer mais verdadeiro, honesto e bom para o futuro de Santo Pouco. Eu disse, "parecer", porque no lugar de onde estou, no sofá em frente a televisão, não tenho poderes de julgar e estabelecer com quem está a razão. Apenas, posso confrontar as minhas percepções com o dito (e o não dito).
Mas voltando a questão, posso dizer que a propaganda eleitoral gratuita é:
- uma oportunidade para conhecer o lado pobre e feio da sua cidade, sem sair de casa!
- uma oportunidade para testar seus conhecimentos sobre a cidade;
- uma oportunidade de ver como funciona o jogo dos efeitos de sentido;
- um programa de humor;
- um programa de terror: é melhor tirar as criancinhas da sala! não é bom que elas aprendam desde pequenas a lubridiar os adultos descaradamente.
- um programa para maiores de idade!
sábado, setembro 13, 2008
E a propaganda eleitoral...
Com um certo humor sádico, poderia dizer que o referido horário é um excelente programa humorístico. Já reparou nas estranhas figuras que aparecem no vídeo? Estranhas figuras com discursos e promessas mais estranhas ainda? É para rir ou para chorar? Ah, sim, está cada vez mais difícil encontrar um candidato a vereador que mereça meu pequeno, mas honrado, voto. E as campanhas dos "prefeitáveis"? É toma-lá, dá-cá! Um acusa o outro, o outro desmente o um... e por aí vai.
Mas voltando a raiz da questão, porque tratamos de "propaganda eleitoral" e não "publicidade eleitoral"? É simples, caro leitor.
Publicidade deriva de publicus (latim) e designa a qualidade daquilo que é público. Já propaganda é derivada de propagare, termo latino utilizado antigamente na agricultura com o significado de algo como “plantar um broto no solo”. O termo ganhou novo sentido quando o Papa Clemente VII, em 1597, fundou a Congregação da Propaganda, com o intuito de propagar a fé católica pelo mundo. Logo, propaganda é definida como a propagação de princípios e teorias, políticas, religiosas ou filosóficas.Assim, o que os políticos fazem (ou melhor, tentam fazer) é propagar seus princípios através da mídia, para arrecadar votos, confiança e "fiéis" aos seus partidos.
Toda propaganda é ideológica, voltada às emoções, idéias e ideais. Vale lembrar, que a propaganda foi uma das poderosas ferramentas utilizadas por Hitler para propagar a ideologia nazista. O triste exemplo alemão, apenas comprova o poder que as mensagens podem exercer.
Então, caro eleitor, pense muito bem, avalie as propostas... deixe a emoção de lado, e chame a razão para o debate.
terça-feira, setembro 09, 2008
Ah..se eu pudesse.
Ao menos uma vez.
Apreciar tua retina castanha, em silêncio.
Ter a tua voz ao pé do meu ouvido.
Ah, se eu pudesse.
Ao menos uma vez.
Sentir teu abraço quente.
Tua barba roçar na minha pele.
Teu lábio macio, me dizendo que sim.
Te garanto.
Não esquecerias.
Nem que fosse uma única vez.
[opa! Adelaide está voltando. Encantada com o moço que fala bonito]
domingo, agosto 31, 2008
Bom caráter
Lá pelas tantas, uma frase me surpreende:
"Você sabe quando um homem é de bom caráter, quando ele se dá bem com todos as suas ex-mulheres, ex-namoradas..."
Fiquei pensando por um momento. E, realmente, há lógica no dito. Um sujeito que consegue transformar um antigo relacionamento amoroso em amizade, deve ser um bom sujeito. Sempre desconfiei desses seres que não podem ver os exs "nem pintados de ouro". Aonde foi parar todo o sentimento que os unia?? Me parece que nunca houve sentimento algum, apenas o desejo de posse, numa relação falsa, incompleta. Com algumas exceções, obviamente. Afinal, perdoar aquela que transformou sua cabeça numa "galhada" não deve ser muito fácil...
Ok, há relacionamentos e relacionamentos, com os mais variados motivos para o derradeiro final. Mas a lógica da frase está no sentido da dupla concordância: o homem se dá bem com a ex, e vice-versa. Ambos são bem resolvidos, ninguém arrasta corrente pelo outro o resto da vida. Acabou a paixão, acabou. Mas resta o respeito, os bons momentos, os laços sinceros que os uniam.
Então, quando um outro alguém aparecer na sua vida, procure saber como ele trata as suas exs. Valiosos indícios podem ser revelados. Se a lamúria sobre a ex for muito grande... abra os olhos, pois é muito provável que ocorra várias comparações (entre você e ela) e ele tente te transformar numa "cópia perfeita" dela (ninguém merece). Agora, se ele parecer bem resolvido, é só correr para o abraço.
A expressão revela uma verdade: ninguém está pronto para assumir uma nova relação, se ainda guarda mágoas e negatividade da antiga. É preciso colocar o ponto no "i" antes de seguir a frase.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Tempo
Devoras o que possuo.
Levas o que tenho.
Tudo acaba, termina.
Como sonho culmina.
Tempo,
para onde fostes?
para onde vais?
para onde levas o meu tempo?
Tempo
mistério sem resposta.
medo em ponteiros.
foi e não volta.
terça-feira, agosto 05, 2008
Dicionário
“Quando consultamos uma palavra no dicionário, o dicionário nos fornece uma definição ou um sinônimo daquela palavra. Em nenhum dos casos, o dicionário nos apresenta a ‘coisa’ mesma ou o ‘conceito’ mesmo. A definição do dicionário simplesmente nos remete para outras palavras, ou seja, para outros signos. A presença da ‘coisa’ mesma ou do ‘conceito’ mesmo é indefinidamente adiada: ela só existe como traço de uma presença que nunca se concretiza. Além disso, na impossibilidade da presença, um determinado signo só é o que é porque ele não é um outro, nem aquele outro etc., ou seja, sua existência é marcada unicamente pela diferença que sobrevive em cada signo como traço, como fantasma e assombração”
Referência:
SILVA, Tomaz Tadeu da. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.); HALL, Stuart; WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 79.
sexta-feira, julho 04, 2008
o que é o tempo?
Tempo. Uma convenção da humanidade, marcada por horas, minutos, segundos... dias, meses, anos e seus derivados.
Tempo. Cada um dos 45 minutos de um jogo de futebol, separados pelo intervalo.
Tempo. Uma forma amena de dizer ao parceiro que seu romance chegou ao fim.
Tempo. O estado metereológico do ar, das nuvens, do sol...
Tempo. O senhor da razão, o aprendizado.
Tempo. O passado. O presente. O futuro. Não necessariamente nesta ordem.
Tempo. Algo entre o ontem e o hoje.
Tempo. Indicativo de mudança.
Tempo. Saudade... daquele tempo.
quarta-feira, maio 28, 2008
Enquanto a chuva cai II
molha teu rosto,
escorre pela alma,
espalha o perfume pelo corpo.
Enquanto a chuva cai
penso em ti,
que nem tens um rosto,
nem tens um corpo,
nem tens um nome.
Enquanto a chuva cai
eu sonho,
eu desejo,
aquele ser que ainda não encontrei.
Enquanto a chuva cai I
Escorre pela grama
Lava as calçadas
Encharca os sapatos
A canção não para de tocar
Aqui, só para mim.
Enquanto a chuva cai
O vento brinca com os guarda-chuvas,
Os cabelos,
Os rumores e humores
A cena não para de rodar
Aqui, só para meus olhos admirar
Enquanto a chuva cai
eu fico aqui,
observando o mundo,
construindo a realidade,
imaginando cenas, trilhas, heróis e vilões
enredos fantásticos
de histórias que nem sei onde começaram,
mas sei que, um dia, acabam.
Afinal, não pode chover para sempre.
sexta-feira, maio 23, 2008
Ao acaso
Nada premeditado, nada arrumado.
Acontecem, assim, do nada.
Ou do aparente "nada".
Talvez uma força maior, a da imprevisibilidade, já previsse tudo. Já esperasse o momento certo, para brincar com os olhos castanhos.
E como numa narrativa de cinema, ela vem, despreocupada, desarrumada e descabelada. Descendo a ladeira... lá em baixo, no plano, à sorte dos momentos, ele aguarda.
E o instante mágico do reencontro se faz.
E a imagem se transmuta dos olhos, para a memória... para ser revista.
As poucas palavras, o sorriso, o olhar... tudo gravado, arquivado.
E a vontade de um novo acontecimento inesperado, torna-se esperado.
E não se pode fazer mais nada além de esperar.
Um novo acaso... por acaso.
sexta-feira, maio 16, 2008
Pensamento do dia
Para mim, vale a verdade. A honestidade. A consciência tranquila e o coração em paz.
Há quem diga que os relacionamentos ditos "abertos", são a mais pura expressão de leviandade, liquidez e falta de objetivos construtivos em torno de um comum. Mas eu, eu Habylee, penso diferente.
Vejo neste tipo de relação a melhor solução para quando uma (ou ambas) das partes não tem convicção de que a outra é sua cara metade... e por consequência pensa que pode estar "empatando" a vida do outro (e a sua também). Ok, você pode questionar: "por que não terminam de uma vez?". A resposta é simples e complexa.
É uma questão de honestidade. Não se trata de "enrolar" o outro. Se trata de uma chance, uma oportunidade para testar a relação e, ao mesmo tempo, não fechar as portas para novas ocasiões do acaso (ou do destino).
Talvez realmente exista um forte sentimento, uma vontade amba de estar junto... mas falta a certeza do "para sempre". E enquanto a certeza não vem... ambos tem a chance de conhecer outras pessoas e conhecer a si mesmo. Tem a chance de verificar qual força os une. Afinal, se continuam "juntos" e não querem dizer o definitivo "acabou"... existe algo muito mais belo, poético e amoroso do que se pode supor.
Obviamente, o desgaste pode ser mais rápido. Numa noite qualquer, a metade de uma das laranjas pode aparecer... e nessa hora o fim é imprescindível. O relacionamento aberto também tem um parceiro fixo... um único fixo. Os outros são apenas coadjuvantes que não aparecem por mais de uma cena. Repetir cenas com coadjuvantes, é traição. Protagonizar cenas calientes com coadjuvantes também.
Ainda, este tipo de relação, põe à prova uma gama infindável de sentimentos (ciúme, raiva, paixão, amor, possessividade, agressividade, compaixão, perdão...), o fundo e o alto do poço negro das emoções e instintos é experimentado de forma intensa e, por vezes, incontrolável. Embora a lógica do "prazer e dor" não seja a ideal para os aprendizados desta vida... é com certeza, o tipo de aprendizado que ocorre nesta situação.
As feridas, viram cicatrizes. As cicatrizes, lembranças. E as lembranças... memórias. Conhecimento, acima de tudo, pessoal: seus limites, suas potencialidades, fraquezas e forças. Você cresce. E renasce.
quarta-feira, abril 30, 2008
O que os olhos não veêm
desvie os teus olhos dos meus
Mesmo que tua mão esteja segurando outra
Mesmo que teu beijo esteja beijando outra
Mesmo que teu abraço esteja acariciando outra
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
Nem fique visivelmente atordoado, perdido
Sem saber o que fazer
Só porque meus olhos cruzaram com os teus
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
Como tens feito ultimamente
Aquela que segura tua mão pode notar
E pode estranhar teu silêncio repentino
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
Pois,
posso pensar que guardas algum tipo de mágoa,
ou que ainda me amas.
Nunca mais
desvie os teus olhos dos meus
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
O que os olhos não vêem, a fisionomia não demonstra.
O que os olhos não vêem, o silêncio não esconde.
domingo, abril 27, 2008
Jogo solitário
Sem derrotas.
Só empate. Empate técnico.
Estou com as cartas na mão.
Não há cartas na manga, nem mentiras, nem meias verdades.
A verdade é uma única só.
Única e verdadeiramente verdade.
Estou com todas as fichas.
Mas não há jogadores.
Não existem apostas.
Apenas eu, as cartas e as fichas.
Num jogo interminável.
Interminável solidão.
domingo, abril 20, 2008
Trens
A máquina, a fatia de nossa personalidade que mostramos aos outros. Talvez a nossa superficialidade.
Os vagões, o conjunto do nosso "eu". Nossas "n" identidades, identificações, gostos, histórias, vitórias, derrotas. Enfim, o conjunto de nossas experiências pessoais (incluindo as influências do meio em que vivemos).
E a vida??
A vida é a vigem, pelo trilho.
Trilho, esse, desconhecido, incerto. Cheio de altos, baixos... túneis e belas paisagens. Assim, como uma metamorfose ambulante, nosso caminho se faz ao caminhar.
E o destino?
Encontrar uma estação - a do autoconhecimento.
("As pessoas são trens": concordo com você, amigo Cordeiro)
sábado, abril 05, 2008
Porque toda propaganda de cerveja tem mulher?
Fugindo de qualquer tipo de discurso feminista, e com a plena consciência de que outros motes (que não exploram a beleza e sensualidade feminina) simplesmente não vingam nos comerciais de cerveja, a questão torna-se pertinente.
Será que o comportamento típico do brasileiro ou o comportamento desenhado há anos pela mídia, considera todo homem um conquistador, uma espécie de "Dom Juan" tupiniquim? E assim, a mulher (objeto de desejo) torna-se a grande força motivadora para o consumo?
Até que ponto a as belas curvas funcionam para vender cerveja?
Será que a fórmula tão repetida gerou costume? Associar mulher e cerveja, tornou-se senso comum e, portanto, ainda garante bons rendimentos aos fabricantes?
Ou todas estas suposições estão erradas?
O que determina "tanta criatividade" em torno dos mesmos objetos (a garrafa, a bebida, a mulher, o homem e o clima de sedução) é cultural?
É provável que, enquanto nossos "meninões" agirem e pensarem como se estivessem no tempo das cavernas, interessados em garantir seu espaço e sua fêmea frente a outros machos, ainda sejam convencidos a comprar em função de um belo par de pernas.
Enquanto a velha fórmula funcionar, este tipo de exposição permanecerá, verão após verão. E como consequência, o sentido de verdade "absoluta" tende a se manifestar. Afinal, é o que a propaganda, em geral, sempre mostra (e de um ou de outro modo, a mídia influencia os padrões de comportamento). E numa bola de neve, algumas parcelas da população acreditarão piedosamente que consumir aquela cerveja, vai ajudar a conquistar aquela mulher dos sonhos.
A dúvida permanece.
segunda-feira, março 24, 2008
O segredo
O maior segredo está em decifrar o que somos, ou melhor, quem somos. E isto vai além do "eu sou a Fulaninha das Tantas", do "eu faço tal coisa" ou "eu conheço o Beltraninho". Nós, todos nós, somos muito mais complexos que estes dizeres tão corriqueiros... tão comuns na nossa dita vida social.
Sem dúvida, somos resultado do que fazemos. Da história que carregamos, nossos antepassados sanguíneos e culturais. E, também, dos relacionamentos que cultivamos. Mas somos mais que isso.
Somos uma profusão de sentimentos, razões, emoções e instintos. Possuímos opinião sobre quase tudo... e em meia hora, essa mesma opinião pode ter tomado rumos diferentes, sem que isto signifique leviandade. Choramos sem saber o motivo, gargalhamos de coisas sem graça e ferimos, sem querer, quem mais a gente ama.
Acredito que somos, em grande parte, construídos por aquilo que nos dedicamos. Por aquilo que nós gostamos, pelo que nos apaixonamos. Também somos construídos por todo aprendizado que nossas paixões carregam, pelas feridas abertas e pelas cicatrizes.
Somos, em essência, um jogo de erro e acerto.
sexta-feira, março 14, 2008
Às vezes
ouço a nossa música tocar
sinto teu perfume no ar
lembro do teu olhar
Às vezes, quando fecho os olhos
desejo o calor do teu abraço
quero o carinho dos teus beijos
almejo fazer o tempo voltar
Mas o tempo não volta.
O tempo não pára.
Apenas segue adiante.
Às vezes, fecho os olhos para sonhar.
Um sonho repetido.
Um sonho não acontecido.
Um sonho interrompido.
Mas, apenas às vezes.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Uma receitinha infalível!
Mas, as vezes, infelizmente a gente esquece. E a tempestade no copo de água torna-se inevitável.
Aí estão os ingredientes...
O modo de preparo... bem, este depende da interpretação de cada um.
- Uma xícara de Voltaire:
"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras, nem novas descobertas".
- Uma boa dose de Chico Xavier:
"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas todos podem começar agora e fazer um novo fim."
- E para finalizar, tempero a gosto do freguês. Sugiro uma pitada de Hich, do filme O Conselheiro Amoroso:
"Porque viver não significa quantas vezes você respirou, mas quantas perdeu o fôlego."
terça-feira, fevereiro 19, 2008
A Mocinha e o Pirata
Em um dos navios, vivia escondido um Pirata.
O Pirata não tinha perna-de-pau, nem tapa olho... muito menos um gancho. Mas ele tinha uma luneta.
Ao longe, avistou a Mocinha com seu vestido azul, sozinha, sentada numa pedra. Com a sensação de ter encontrado um tesouro, atirou-se no mar gelado.
"Homem ao mar!"
"Homem ao mar!"
Gritaram os demais marujos.
A Mocinha nada viu.
Apenas sentiu a mão fria e molhada do Pirata tocar seu ombro e um beijo quente tocar sua boca.
O Pirata sorriu, estendeu a mão e com um olhar vitorioso sussurou no ouvido da Mocinha: "Sou um pirata, ladrão dos mares. Roubo navios e vou roubar seu coração".
A Mocinha enfrentou aquele olhar sedutor e vagarosamente respondeu: "Bem vindo a terra firme, sr. dos mares".
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Tsc, tsc, tsc
Algumas não merecem cafajestes e têm santinhos.
Outras não têm ninguém.
Mas como diria David Coimbra... mulher gosta de homem com cara de cafajeste... com o sonho de um dia, colocar o moço na linha e torná-lo descente. Desses pra casar.
A figura do cafajete acima é bem semelhante ao descrito abaixo, no trecho da música "Livre pra voar" do Exaltasamba. Eu não sou mto de samba, pagode ou funk... mas esse aí.. chamou a atenção. Será que foi o cafajeste da letra??? tsc, tsc, tsc...
"Peço, por favor
Não se apaixone
Pois não sou aquele homem
Que um dia o seu pai sonhou
Eu só tenho cara de santinho
Sempre faço com jeitinho
Coitada de quem acreditou...
Eu prometo te dar carinho
Mas gosto de ser sozinho
Livre pra voar
Quem sabe outro dia
A gente possa
Se encontrar de novo
Prometo te dar carinho
Mas gosto de ser sozinho
Livre pra voar
Quem sabe um outro dia
A gente possa se encontrar..."
(para meu eterno "cafajeste". Mas no fundo ele era santinho.. quietinho, mudinho)
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
mistérios
Mistério ainda maior é essa vontade absurda de ver alguém que há muito partiu destas terras, sem dizer adeus. Um desejo louco de encontrar uma pista, uma agulha em um palheiro do outro lado do oceano. E me pergunto qual motivo? Não sei.
Talvez a vontade de reviver uma história sem pé nem cabeça, com um começo inusitado, mas sem um meio e sem um fim delimitado.
Talvez o desejo de manter viva a esperança de rever aqueles pequenos olhos brilhantes. Talvez o desejo de sentir o coração batendo, envolvido naquele perfume importado.
Ah, suspiros não trazem príncipes vikings de volta.
Um príncipe "real freakin' naughty" como ele mesmo se define..
O coração é bobo.
O meu principalmente.
Cria castelos em nuvens.
E não vê que os príncipes viraram sapos.
(for Dk)
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Vida em ondas
Um clic do mouse.
Meia dúzia de palavras pensadas.
Meia dúzia de coisas ditas.
Silêncio.
Da dúvida.
Do medo.
Do desejo.
Vai e vem.
Vem e vai.
A vida como ondas do mar.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
jogo
confusão de sentimentos,
odores, sabores, cores
jogo de luzes e sombras na parede
jogo de imagens no espelho
jogo de incertezas
o certo é incerto
e o desejo é uma certeza, uma dúvida
arde sem se ver
fere sem se sentir
apenas quer.
não sabe por que
não sabe o quê
jogo de incertezas.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Retrospectiva 2007
2007 começou em janeiro. Oh, grande revelação! Ao menos foi um janeiro com bons motivos a serem relembrados. Retomar uma amizade profundamente abalada é o principal deles.
Fevereiro... ah, fevereiro. O calor do segundo mês do ano aqueceu de vez a amizade retomada em janeiro e a coloriu em tons quentes.
Março. Fim da graduação. Dúvidas. Tempestades. Início da era "pós". Desmaio. O corpo sofre. Definitivamente um mês estranho. Para deixar mais estranho ainda, vi D1. e pressenti algo estranho. Não era pra ser.
Abril. Um mês de cara inchada (literalmente). Dores. Anti-inflamatórios. Suspeitas. Coração na mão.
Maio. Aqui o coração desabou. A cabeça rodou. O brilho do olho apagou.
Junho. Tristeza. Dúvidas... Dia 22: tentativa de achar uma agulha no palheiro ou um novo-velho amor desesperadamente?
Julho. Novos projetos.
Agosto. Novos horizontes.
Setembro. Estudo. D2. reaparece graças aos dispositivos digitais. Bem simpático. Me manda uma foto. :)
Outubro. Estudo. D1. dá sinais de vida.
Novembro. Estudo. Largei o mundo. Resolvi ser um pouco egoísta e pensar em mim. E pensar foi o que mais fiz nestes 3 meses. Minha vida se resumiu em projetos, livros, artigos e planos para o futuro. Vida totalmente = dedicação aos estudos. Nem sentia mais vontade de sair. Será que isso é um sintoma grave? Loucura próxima?
Dezembro. Hora de colher o que a gente planta. E posso dizer que a colheita foi boa. D1 está mais próximo, mais amigo... conversamos como nunca havíamos conversado antes. Penso que o tempo sem o olho no olho (desde março) ajudou a espantar a paixonite aguda crônica e abriu espaço para uma amizade verdadeira. Dia 11 = relaxar é preciso, chorar ajuda a pôr pingos nos "is". Dia 18 = a melhor colheita = mestre! Dia 22 = ver e abraçar os amigos do coração = não tem preço. Dia 25 = é Natal! Dia 31 = ainda está por vir....
sábado, dezembro 15, 2007
Lágrimas em chuva
As vezes é bom chorar por sentir o peito apertar.
As vezes é bom chorar sem esconder as lágrimas.
As vezes é bom chorar...
Desafoga o coração.
Alivia a memória.
Lava a alma.
Escorre para fora do corpo todo medo, todo drama, toda dúvida.
Escorre para fora do corpo a vergonha de ser como é, de ser o que é.
Escorre para fora do corpo o mal... seja ele real ou fictício.
E resta o eu, simples, puro e verdadeiro.
E resta a inocência, a humildade.
E resta o bem, só o bem.
(11/12/07)
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Os amores de Anna, Lanna e Hanna
Anna, fazia o estilo "mulher romântica". Sonhava com um príncipe encantado e não tinha a menor vergonha ou resseio em afirmar isso. O problema é que o "príncipe" dela necessariamente deveria cumprir uma série de pré-requisitos, a começar pela primorosa educação (leia-se: legítimo um cavalheiro vindo de um filme épico), pela simpatia e os atributos físicos: ser alto, forte, com um belo sorriso, cabelos loiros esvoaçantes e olhos azuis (ou verdes)... ah, sim, ela dispensa o cavalo branco. Para Anna a estética era tudo.
Lanna, por sua vez, também tinha estereótipos preferidos. Avessa à Anna, gostava de morenos. Não importava a cor dos olhos, mas os cabelos deveriam ser negros, curtos. O rosto com linhas fortes, o corpo com bom porte, os ombros largos (leia-se: homens alguns anos mais vividos que ela). Um sorriso enigmático, bom humor e uma dose de "Dom Juan" completavam o príncipe encantado de Lanna. Derretia-se toda por um "você é linda"... e era severamente criticada por Anna. Mas fazer o quê? Para Lanna, o fascínio despertado pelos conquistadores (baratos) era tudo.
Já Hanna... ah, Hanna. Suas amigas não compreendiam sua falta de "definição de par ideal". Seu gosto e suas paixões eram tão diversas que Lanna e Anna não entendiam como era capaz alguém ter amores completamente opostos! Ora loiros, ora morenos, passando pelos castanhos. Ora tímidos, ora extrovertidos. Altos ou baixos. Artistas ou cientistas. Para Hanna, importava o brilho no fundo dos olhos. Se o olhar do suposto príncipe brilhava... as pernas de Hanna ficavam bambas e estava feito o encanto. Para Hanna, muita subjetividade e um "eu interior" era tudo.
Suas amigas jamais haviam visto "o eu interior", não sabiam como era apaixonar-se por uma alma. Sabiam o que era gostar de um corpo, de um rosto, um estilo... mas não sabiam (e nem entendiam) o que significava gostar da essência de alguém. Não conseguiam separar imagem e coração.
Mas Lanna e Anna não se contentaram enquanto não traçaram todas possibilidades de perfis, para definir o complexo gosto de Hanna. Primeiro acreditaram que Hanna tinha uma habilidade para se envolver apenas com pessoas com dotes musicais. Saber tocar algum instrumento musical parecia ser um ponto em comum entre todos amores de Hanna. A tese tinha tudo para se confirmar, mas Hanna conheceu um rapaz que não sabia tocar absolutamente nada. Nem gaita de boca, nem violão, nem pandeiro.
Desesperadas, Lanna e Anna voltaram a analisar as características comuns entre as paixões passadas e recentes de Hanna. Depois de muito pensar decidiram: Hanna não tem um perfil de príncipe encantado ideal. Mas que ela gosta de um sotaquesinho puxado no "R", ah isso ela gosta!! E não há como negar!
sexta-feira, novembro 23, 2007
Metamorfose Cidadão
Pra lembrar quem eu sou
Que a gente cresceu, na beira do mar
Pra salvar o que ainda restou
E agora o Pinhal não tem mais a gente lá
Do nosso tempo, eu sei
Na beira do mar...
E assim vou vivendo
(miscelânia de trechos das músicas Pinhal e Do nosso tempo - Cidadão Quem)
quinta-feira, novembro 08, 2007
Today
Hoje eu quero a brisa, as nuvens de algodão e a garoa fina.
Hoje eu quero um abraço, um beijo no rosto e um sorriso.
Hoje eu quero a alma lavada.
Hoje eu quero um doce.
Hoje eu quero um sorvete de flocos de chocolate.
Hoje eu quero um desejo.
Hoje eu quero um sonho.
Hoje eu quero um futuro.
Quero saudades, embebidas em boas lembranças
Quero amigos, perto ou distantes, dentro do peito
Quero um por do sol colorido e o canto das aves.
Hoje eu quero.
Hoje eu posso.
Hoje é o meu dia.
segunda-feira, novembro 05, 2007
metamorfose
Um desejo semi-ardente,
De experimentar uma nova sensação,
Uma nova emoção...
Não, não.
Mas hoje o coração saltou no peito.
Ele ainda está vivo.
Em plena metamorfose, entre o antes e o depois
Meu coração sozinho, me perguntou - "e eu?"
E lhe respondi - "espere. O tempo ainda não chegou"
E o tempo não falou nada.
Apenas ouviu. Em silêncio.
Mas a brisa trouxe um perfurme...
E o coração novamente saltou dentro do peito.
Me interrogou - "sim? não?"
E lhe respondi - "espere!"
Eu não sei, sonho ou ilusão?
Novo amor, medo, solidão?
E o silêncio se fez.
sábado, outubro 27, 2007
Coisas que eu sei
tá é a música da novela das 21h, eu sei. Mas e daí?? Ouvi, gostei e combina comigo, oras! Tem cada verso.... "O medo mora perto das idéias loucas"... que me remete a tanta coisa...
Embora "Meu mundo tá fechado pra visitação", e eu esteja totalmente voltada a mim mesma, (bem egoísta rs)... a letra desta música me fez viajar no tempo, no espaço dos meus sonhos tolos... me fez pensar na felicidade eterna. Será que ela existe? Ou isso só existe para as princesas e as donzelas? Já faz um bom tempo que deixei de acreditar em príncipes encantados, mas que eles existem... ah, existem!!
COISAS QUE EU SEI (Danni Carlos)
Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio-relógio mostra o tempo errado... aperte o ‘Play’
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa... é a minha lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais... depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar... eu já comprei
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando tô a fim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia... Agora eu sei
sábado, outubro 20, 2007
diferente
E todo esse blá blá blá pra dizer o quê?? Pra dizer: respeite as diferenças.
sábado, outubro 13, 2007
No fundo do...
No fundo do osso, uma célula da medula refletia a herança genética.
No fundo do copo, uma dose de bebida refletia o rosto.
No fundo do olho, uma gota de lágrima refletia o momento.
No fundo do coração, uma porção de esperança refletia o desejo.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Faz-fez.
sábado, setembro 15, 2007
Amores de novela
Assim, temos a mocinha. Oh, coitada! Sofre meses e meses pelo amor do mocinho. Chora litros e litros. Geralmente é vítima das armações dos "vilões", ou em alguns casos, o que impede esse amor perfeito se concretizar é o próprio destino dos personagens. Como se toda vez que ela entrasse por uma porta, ele, o mocinho, saísse pela outra. Porém, eles sempre têm um final feliz: bem juntinhos.
Também temos a passional. Enquanto a mocinha só pensa no mocinho, a passional tem várias paixões alucinantes (e as vezes concomitantes) no decorrer da trama. Ela é tipicamente emocional e irracional, também sofre, mas logo encontra outro príncipe encantado da vez. Como o próprio nome diz, ela é movida a paixões. As vezes apronta umas, mas tudo em nome do amor. Geralmente, no fim da história ela se casa e vive feliz para sempre (com alguém que a deixe sem fôlego) ou termina sozinha.
E por fim, temos a vilã. Costuma ser o maior problema da mocinha e, as vezes, também incomoda a alegria da passional. Ela pinta e borda, faz de tudo para ter o mocinho (ou para atrapalhar o lance dele com a mocinha). A vilã não tem um pingo de vergonha na cara ou de ressentimento, ela tem prazer em fazer a mocinha sofrer. Embora, na maioria dos enredos, ela pareça não amar verdadeiramente ninguém, em alguns casos, ela tem um "amor bandido" com outro vilão. No final da novela, quase sempre ela morre ou tem um castigo bem merecido. A solidão costuma ser bastante comum para ela.
Essa trilogia mocinha-passional-vilã pode ser bem definida em alguns personagens e aparece como um mix em outros. De tal modo, a passional pode ter momentos de mocinha ou vilã. A vilã pode ser passional, e até mesmo meio mocinha, quando encontra o vilão "da sua vida".
O que quero dizer com isso? Que não existe uma única forma de amar. Um romance pode ter diferentes estilos... e também pode percorrer diferentes dimensões. Atire a primeira pedra quem nunca, ao menos pensou, em fazer algo típico da psicologia da vilã, frente a uma crise de ciúmes? Quem nunca derramou litros de lágrimas por alguém? Ou ainda, quem nunca sentiu um desejo ardente por alguém??
Então, quem nunca viveu um romance de novela?
quarta-feira, setembro 12, 2007
?
eu não sei se te quero ou se são meus braços que sentem saudade do teu abraço.
eu não sei se o teu descaso me machuca ou se foi a falta de carinho que me desmotivou.
eu não sei se te ligo ou deixo o silêncio falar por mim.
eu não sei se tuas desculpas são esfarrapadas ou se deixei de acreditar em ti.
eu não sei...
só sei que nada sei.
só sei que quanto mais eu penso num final feliz, mais a história toma outro rumo.
só sei que quanto mais te procuro, menos te encontro.
só sei que quando eu posso e eu quero, tu não podes e nem quer.
só sei que eu tento ou, ao menos, tentei.
mas um dia as pernas cansam de percorrer esta distância,
os olhos cansam de procurar a outra alma,
e as lágrimas não correm pelo medo, mas pela derrota anunciada. As piadas perdem a graça, a conversa perde o tom.
eu perco uma chance, você perde um amor.
cada um para seu lado.
vai ver, vai ser melhor assim.
vai ver, não era pra ser.
segunda-feira, agosto 27, 2007
E...
o cheiro
o papo
no rosto
do perfume
bom
tocou
sentiu
ficou
a alma
no ar
na mente
[é, efeitos do garoto estranho...]
quinta-feira, agosto 09, 2007
pressa
É a dona pressa!
O que a lua viu?
A respiração ofegou.
A pele arrepiou.
sábado, julho 28, 2007
Saudades
Segundo o dicionário é "Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. Nostalgia".
Porém, saudade pode ser o tudo e o nada. Pode estar situada entre a dor e a alegria, mas onde? Num canto do coração ou da memória? Talvez dos dois.
Saudade, já dizia o dito popular, "é lembrar para reviver o que não se quer esquecer". Mas quem sabe, também não seja um "lembrar o que não se pode esquecer"? Talvez seja a lembrança de uma situação/pessoa/momento que mudou os rumos da nossa vida. Para o bem ou para o mal.
Assim, saudade pode admitir vários sentimentos... todos num só signo. Logo, saudade é chorar num dia de sol e céu azul.
Saudade é sorrir na chuva.
É ter medo do escuro. É sentir o calor das cobertas.
Saudade é a lágrima que escorre, sem explicação.
É o riso que ilumina a alma. É a luz do luar, a luz do olhar.
Saudade é sentir o coração batendo acelerado.
É tremer. É sentir um arrepio.
Saudade é dançar sozinha aquela música.
É abraçar o travesseiro. É cantar no chuveiro.
Saudade é o olhar vago.
É olhar o pôr-do-sol em silêncio. É sentir o vento no rosto.
Saudade é desejar um prato de comida.
É salivar olhando um programa de culinária.
Saudade é fechar os olhos.
É sonhar acordada.
SAUDADE É um gosto, um cheiro, uma cor, um som, um sonho, um desejo...
SAUDADE É uma alegria que traz consigo uma dor...
SAUDADE É um dia de sol, uma noite com estrelas.. é a lua cheia.
SAUDADE É um beijo longo, um abraço apertado... é um sentido pra vida.
SAUDADE É uma música, uma história, um conto... uma vitória.
SAUDADE É uma lágrima, um sorriso, um olhar...
SAUDADE É... saudade.
quarta-feira, junho 27, 2007
Opostos
Ele é fanático por futebol. Melhor: é fanático pelo time que torce. Não perde uma única oportunidade para maldizer o time adversário. Ou então, para vangloriar o clube do coração (até o perna-de-pau, aos olhos dele, é um craque injustiçado). Sem falar as inúmeras camisetas, chaveiros e demais adereços que coleciona e idolatra. Se duvidar tem até pijama com o brasão do clube.
Ela faz o gênero tragi-drama-comédia. Ri quando não deve. Faz uma tragédia, alá Titanic, num copo de água e um drama, digno de um Oscar, quando é magoada. Seria uma excelente atriz, se não fosse tão sentimental. Ela tenta disfarçar, quer parecer forte e intocável, mas, no fundo, tem um coração de manteiga derretida. Ela se envolve. É intensa demais. Talvez, isso explique a dramaticidade com que seus sentimentos são exteriorizados.
Ele é esquentadinho. Se irrita fácil e sai descontando a raiva no que ver pela frente. Socos em mesa, porta batendo... tudo isso é normal para ele. Sem esquecer dos palavrões proferidos e gestos obscenos (atos extremamente compreensíveis e perdoáveis se ele estiver assistindo uma derrota do seu time de futebol, afinal, o juíz sempre é ladrão).
Ela é ciumenta. Possessiva. Chorona (na alegria e na tristeza). Também, é adepta da "verdade doa a quem doer"... odeia sentir-se enganada, logo detesta mentiras deslavadas. É fiel. Ama incondicionalmente. E, até é ingênua. Precisa dizer algo mais? Ah, sim, ela é adoravelmente doce, principalmente quando sente que pisou na bola. Gosta de ouvir músicas que toquem a sua alma, mesmo que não entenda nada que o cantor esteja falando. É uma sonhadora, romântica disfarçada.
Ela quer que ele seja um príncipe encantado, mas, as vezes, preferiria ter um Dom Juan.
Ele acha que ela tem vários casos. Que é dissimulada.
Ela acha graça quando ele quer ser convincente.
Ele ri das perguntas tolas que ela faz, em momentos inconvenientes.
Ela acha que ele é o rei da cocada preta, sente mais ciúmes e é capaz de sufocá-lo numa crise de possessividade.
Ele acha que os dramas dela são apenas encenações.
Ela não entende a agressividade dele, ainda mais se tratando de futebol.
Ele acha que ela é "uma raposa na pele de uma ovelha".
Ela responde às provocações dele.
Ele não leva desaforo para casa.
E eles brigam. Discutem.
Juram que nunca mais vão se falar.
Juram que nunca mais vão ficar.
A saudade aperta.
E ela, sempre ela, tenta fazer as passes. Pede perdão, diz que errou...
Ele faz jogo duro.
Ela chora. Sofre.
Ele resolve fazer a "caridade" de perdoar.
Pronto, lá estão os dois.
Conversando, rindo... de volta ao mundo real.
Beijos, abraços.. até a próxima intriga.
Trilha sonora perfeita, em homenagem a este casal:
ENTRE TAPAS E BEIJOS
Pergutaram pra mim
Se ainda gosto dela
Respondi tenho ódio
E morro de amor por ela
Hoje estamos juntinhos
Amanhã nem te vejo
Separando e voltando
A gente segue andando
Entre tapas e beijos
Eu sou dela ela é minha
E sempre queremos mais
Se me manda ir embora
Eu saio lá fora
Ela chama pra trás
Entre tapas e beijos
É ódio, é desejo
É sonho, é ternura
Um casal que se ama
Até mesmo na cama
Provoca loucuras
E assim vou vivendo
Sofrendo e querendo
Esse amor doentio
Mas se falto pra ela
Meu mundo sem ela
Também é vazio
segunda-feira, junho 25, 2007
fim
é o fim dos mundos,
dos sonhos,
dos desejos,
da confiança.
Não foram os videntes quem disseram,
foi o coração ferido.
Exposto, aberto.
Sangrando em lágrimas.
Chorando em sangue.
Não queria fazer o mal.
Queria aliviar a dor.
Falar, desabafar.
Mas a palavra virou espada.
Estaca contra o próprio peito.
E os vampiros morrem.
Os romances morrem.
As histórias acabam antes do fim.
Não há preces nem rezas que acalmem.
A honra deve prevalecer.
A verdade deve aparecer.
Aos samurais, apenas uma letal forma.
Aos traidores, perdão ou castigo?
Morte aos culpados!
Vida e glória aos inocentes.
Talvez a solidão seja um caminho.
Exílio!
Mandem os impostores para a masmorra!
Para que suas palavras não sejam ouvidas,
para que suas lágrimas não sejam vistas,
para que a morte seja seu único alívio.
(sad girl)
quinta-feira, maio 24, 2007
Do nosso tempo
Mas algo ainda fica.
Aqui, alí e lá.
Quero te dar a mão
Mas você não me olha
Penso que assim, então
Melhor eu me mandar
Saio cansado e vou,
Você me nota e sai,
Dizer que o tempo vai levar
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,
Do nosso tempo
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,
Do nosso tempo eu sei,
Que assim vou vivendo
Esqueço tudo e nada
Parece tão sério assim,
Eu volto pra casa e vou,
Pra assistir um DVD
E depois se perder
Dizer que o tempo vai levar
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,
E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou
Pra salvar o que ainda restou,
segunda-feira, maio 21, 2007
Desejos de um futuro bom
e que todos teus sonhos tornem-se realidades..
Que você sempre tenha a quem amar.
Que você sempre tenha muita saúde, alegria e força.
Que nunca te falte dinheiro e nem senso de humor.
E quando te sentires sozinho, lembre-se que eu estarei pensando em ti.
E torcendo pelo teu sucesso.
Felicidades, um beijo e um abraço bem apertado.
(inspirado em Desejo - Barão Vermelho. Enviado a para felicitação natalina de uma pessoa muito querida e especial na minha pequena vida.)
quarta-feira, maio 09, 2007
aveso
Poder sonhar com o outro lado do continente.
Outros olhos, outras cores.
Eu queria abrir a porta e sentir o vento,
beijando meu rosto, bagunçando meu cabelo.
Outros aromas, outros sentidos.
Eu queria passear pelo campo verde.
Contemplar o sol, ouvir os pássaros.
Outros horizontes, outros caminhos.
Eu queria que algumas verdades fossem mentiras,
e que algumas ilusões não passassem de sonhos tolos.
sexta-feira, maio 04, 2007
um quarteto
Nem todos os caminhos me levam a ti.
Se meu coração é cego,
meu mundo é MUDO.
sexta-feira, abril 20, 2007
Miscelânea
Parou meu coração, com cheiro de cravo e canela.
Segue o rumo do teu próprio coração.
E o amor se fez. Quem me dera ter você mais uma vez.
Pois quando o amor se vai, a gente não se esquece mais.
Ao sul do meu coração quero tempo bom, só você me traz.
Larga tudo e vem comigo. Vamos encarar o perigo.
Hei tchê! vem cá, pois se tu não vier, vou aí te buscar.
O coração garante, não vais encontrar, a certeza no olhar por te amar assim.
Qualquer caminho, me traz aqui.
É aqui a minha terra, é aqui a minha vida, é aqui o meu lugar.
Como é bonito um cantor apaixonado.
Miscelânea de letras de canções gauchescas (não necessariamente nesta ordem):
Reencontro, Canto Alegretense, A Primeira Vez, Pra Quem Veio Vanerá, Canta Catarina, Castelhana, Meu Retorno, Moça Fandangueira, Hei Tchê Vem Cá, Tô Voltando pra Ficar.
nada se cria, tudo se transforma e ganha novos significados!
terça-feira, abril 17, 2007
ABC, esse é pra você.
Suas atitudes só fazem-me acreditar que você realmente gosta de mim. Mas de uma maneira um tanto quanto "mimada". A cada resposta negativa como você reage?? Do mesmo jeito. Estás te tornando previsível. Você conhece tanto da minha alma, quanto eu conheço da tua.
Não sou a dona da verdade, e nem quero ser. Mas já estou me acostumando a ter scraps deletados, ser bloqueada do msn... ah, claro, e a ver no teu álbum fotos com declarações amorosas a outras.
Sinto ciúmes? Sim. E cada vez que você reage desta maneira, me faz pensar mais e mais, se um dia te direi novamente um SIM.
Mas eu gosto de ti. Do meu modo de gostar. Não existem palavras para descrever o quanto a tua companhia me faz bem. O quanto eu desejo que você realize seus sonhos. E, também, o quanto tua distância me maltrata.
E neste momento teus sentimentos mistam ódio e amor. Assim como os meus.
Enquanto eu quero conversa, você quer me tirar da tua vida. Como a folha de rascunho do caderno. Mas tu sabes que eu estou em ti e tu estás em mim. É carma. É alma. É algo que não sei explicar.
Você tem todas as minhas verdades. Meus medos, anseios e, sabe de cór, a cor dos meus desejos.
Eu não sei mentir pra você. E sei que minha sinceridade, as vezes, te magoa.
Te peço perdão. Mas perco a medida. Não quero te enganar, te iludir. Quero te amar. Mas não consigo ser mais que tua amiga.
terça-feira, abril 10, 2007
without you
Talvez, fosse mesmo para ficar na cama, mas levantou-se. Lavou o rosto e viu, no espelho, as profundas olheiras. Pensou em voltar para a cama. Olhou as cobertas, alí.. convidando-a para um cochilo matinal.
Sentou na beirada da cama. Acariciou o travesseiro que ainda guardara o calor do seu corpo. Sentiu-se só. Deitou encolhida.
Tudo que precisava naquela manhã abandonada, era um abraço protetor, um sorriso reconfortante, um ombro macio e um olhar que lhe desvendasse os segredos da alma. Mas não havia nada disso. Somente, a cama, o travesseiro, as cobertas e as nuvens do céu para lhe fazer companhia.
Do abraço sentiu rejeição,
do sorriso vieram as lágrimas,
do ombro macio, indiferença,
e do olhar, uma saudade infinita.
Que outras almas aqueles olhos estariam desvendando?
Que outras histórias estaria vivenciando?
Estava longe.
E restara apenas, a lembrança.
E uma pergunta, por enquanto ainda sem resposta
"I can't live with or without you?"
quarta-feira, março 28, 2007
tempo
o que são
minutos?
segundos?
horas?
perto de uma vida inteira?
perto de um amor a ser vivido?
perto de um sonho escondido?
eu quero um tempo.
pra mim.
pra ti.
pra nós.
seja lá, quem for o EU, quem for o TU, ou o NÓS!
sujeitos, predicados, verbos!
quero todos.
quero um, mas não tenho nenhum.
[viva a poesia]
quarta-feira, março 07, 2007
te ver e não te querer...
E traduz esse sentimento desconexo, concâvo ou convexo.
Há muitos dias decidi, não te querer mais. Mas...
Meus olhos viram os teus. Minha bochecha sentiu teu beijo de amigo. Meus pulmões respiraram por breves segundos teu perfume... e lá se foi, por terra, toda minha decisão.
Ah, garoto estranho... porque tem que ser assim? Porque estou ouvindo todas músicas que me fazem lembrar de ti? Porque te quero, se tu não me queres?
Porque esse sentimento de "tão longe, tão perto"? Porque as coisas não são simples como virar a página do caderno, como rasgar a folha velha e surrada pela chuva ou guardar a fotografia na gaveta? Porque eu sinto que você também sente a mesma coisa?
ah... garoto estranho. Você me deixa estranhamente sentimental... sonhadora.
Você me fez mudar. Sem dizer uma palavra. Você me conquistou, me ensinou a esperar. E toda paciência me impede, agora, de tomar uma decisão drástica: esquecer ou lutar.
E os dias vão passando. Quem sabe toda esta estranheza também passe e possamos ser como éramos antes.
"E", te ver e não te querer... é improvável, é impossível... [neste momento, ao menos]
sábado, março 03, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
SETE
não resisti a esta frase.
sou escorpiana.
com orgulho.
com toda sua paixão.
com toda sua intensidade de sentimentos, idéias... impulsos e ciúmes.
detesto sentir ciúme. E vou parar de sentir (sim, isso é uma afirmação e não uma promessa). Vou contar 300 vezes os botões da camisa antes de destilar veneno. Antes de ferir inocentes.
Antes de me ferir.
Porque eu me amo. E meu amor é o maior do mundo. Afinal, quem mais tem sete corações?? (ok, dizem que os gatos têm sete vidas... mas e daí?? eu tenho a força de sete apaixonados. E sabemos mto bem, que uma pessoa apaixonada é capaz de tudo... ou quase tudo).
Então, garoto, cuidado comigo!
(acho que a frase correta seria: Habylee cuidado contigo mesma! :D)
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
sorrisos
E que há sorrisos e sorrisos.
Existem pessoas que estão sempre sorrindo, mas não transmitem alegria.
Outras, sérias, pouco se vê os dentes. Mas quando sorriem... ah, pode-se ver sua alma.
Sim, existem pessoas que sorriem com a alma, com o coração. E este é o verdadeiro sorriso. A verdadeira alegria expressa. Sem medo, sem amarras. Leve e solto.
Pensei mais um pouco e percebi que quando se sorri com a alma, os olhos sorriem junto. Orquestram a alegria que será exteriorizada pelos lábios.
Lembrei de alguns destes sorrisos verdadeiros, sinceros.
Poucos, mas inesquecíveis. Únicos.
Sem importar se os dentes são desalinhados, pontudos... amarelados. A grandiosidade do sentimento supera todo "defeito estético".
E eu vi algumas almas.
E algumas almas sorriram pra mim.
E desejo ter mostrado a minha também.
sábado, fevereiro 03, 2007
vazio.
estava tudo muito belo.
mas algo aconteceu.
e não sei o que foi.
algo aqui dentro mudou.
uma tristeza absurda tomou conta de mim.
um sentimento de solidão,
misturado a um grão de depressão.
não adiantaria ir a festas.
não adiantaria ver filme.
adiantaria amigos...
quem sabe beber um pouco?
falar bobagens?
talvez.
mas nada aconteceu.
recusei as festas.
queria só conversar, olhando pra lua.
simples e intimista.
no fim das contas,
ficou eu e ela.
uma olhando pra outra.
cada uma na sua solidão.
nas suas dores invisíveis.
nas suas lágrimas não derramadas.
nas suas cores pálidas.
nos seus desejos secretos.
:(
sábado, janeiro 27, 2007
as vezes...
o que se passa aqui.
o que acontece aí.
as vezes eu queria fugir.
daqui.
dalí.
quem sabe correr
alí.
lá.
beijar.
abraçar.
chorar.
dormir pra nunca mais acordar.
acordar pra viver num sonho.
sonhar pra amar.
mas as vezes o certo vira errado, e o errado, certo.
e eu quero-te.
mas não posso falar.
não devo sentir.
não devo gostar.
esquecer??
não dá.
"E" garoto, você é estranho.
Você me faz sentir coisas estranhas.
Que estranha magia é essa? hein, "E"?
um beijo, pro garoto estranho..
[que eu acho que nem vai ler isso]
sexta-feira, janeiro 12, 2007
silêncio
nenhuma chamada não atendida.
nenhuma mensagem recebida.
como é triste o vício.
como é triste a solidão.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
Retrospectiva 2006
É chegada a hora da famosa retrospectiva. Poderia falar neste post de tudo que aconteceu de bom ou ruim no ano. Poderia falar das músicas que fizeram a trilha sonora destes 365 dias. Mas vou fazer diferente. Vou colocar as frases e expressões que marcaram o ano que está dizendo adeus. E, logicamente, as dedicarei aos seus autores.. que seão identificados pelas letras iniciais de seus nomes e sobrenomes... Algumas frases serão minhas. E estas estarão assinadas por "H". Foram muitas frases.. que remetem a pessoas ou situações que marcaram a "ferro e brasa" esse ano. Talvez eu esqueça de alguma... mas vou tentar manter a ordem cronológica... Dizem que anos pares não são bons... se isso for verdade, meu 2007 será um sonho! 2006 deixará saudades... foi no geral mto bom.
"má que cosa!" C.V.M
" agora sim! juntou a fome com a vontade de comer" C.V.M
"... eu aperto o interfone..." J.R
"... olha para as estrelas..." E.R
"..boa viagem.." E.R
"me dá um toque quando chegar em casa?" S.R.L
"sério?" H.
"só tu mesmo... bem loca" L.S.R
"tu não tá acostumado com meu ritmo" H.
"...intão?" L.S.R
"Adelaide começa a se manifestar" J.S.F
"não. não... isso só vai piorar as coisas" D.B.E
"tu faz isso só porque sabe que sou louco por ti" A.B.C
"mas tu maltrata aquele pobre coraçãozinho indefeso..." J.R
"e as carrrne?" J.R
"e o pinus?" C.O
"ah, tu me mata! hahaha" C.V.M
"vou te ameaçar de morte outra vez: se tu contar isso pra alguém eu te mato!" F.R
"te cuida." S.R.L
"fica fria. não esquenta. eu falo..." D.I.I
"mas bagacero é elogiu" T.A.R.M
"Adelaide? é tu?" J.R
"eu também senti saudade" D.B.E
"...não. Ela está comigo! Não tá vendo?" S.R.L (essa foi ótima SÔ!)
"mas porquê?" H.
"alou?" L.R.S
"eba.. eba" C.P
"Fulano? Ah, Fulano é estranho... Ciclano é estranho" R.D
"ah... eu tô com preguiça. Procura lá a ficha..." M.P
"eu gosto de ti" R.D
"deixa assim" L.R.S
"..boa viagem." R.D (bhá, ouvi a mesma frase de 2 pessoas diferentes!)
"eu gosto de ti, e tu sabe disso" R.D
"eu vou lá contigo" S.R.L
"depois eu te ligo, pra saber..." S.R.L
"eu não acredito..." D.B.E
.... nem eu!!!
Feliz 2007.
sábado, dezembro 23, 2006
Reflexões
Véspera da véspera de Natal. E aquele clima de fim de ano aparece. Recordações. Lembranças. Saudades de quem está longe... e de quem está perto. Histórias. Noites mal dormidas. Noites em prantos. Dias felizes. Dias chuvosos. Brigas. Reconcilhações. Tentativas e erros. Bem, mas isso tudo é para o post de retrospectiva!!
Voltando ao propósito inicial deste post: o amor.
Hoje resolvi pensar sobre isso. O que é amar? O que é gostar? Falo do sentimento, não do desejo. Acredito que amar e gostar são sinônimos. Porém, usamos amor para algo maior. Para quem realmente você gosta, acima de tudo. Apesar dos defeitos, você os conheçe e sabe perdoá-los. E o gostar para quem se ama de forma amena. Para quem "não vira sua cabeça". Confuso? Também achei. Mas é mais ou menos assim. Amar e gostar... muito próximos. O que muda é o tempo. O amor é eterno. O gostar é efêmero. E efêmero não significa que não seja intenso ou verdadeiro. Apenas que tem um "prazo de validade". Ou que não fará você perder preciosas horas de sono... pensando em alguém.
Estou amando? Estou gostando? Estou refletindo.
Apesar da pessoa não falar mais com você. Apesar da pessoa não querer nada com você. Apesar da pessoa não dar a mínima para você. Apesar da pessoa mal saber que você existe. Apesar da conversa girar sempre em torno dos mesmos assuntos cotidianos. E você insiste. Você torce por ela. Você sabe que ela é legal. Que pode existir ao menos uma grande amizade. Isso é gostar ou amar? Ama-se os amigos ou gosta-se dos amigos? E porque achamos que amamos alguém e descobrimos que "apenas" gostamos ou vice-versa? Gostar estaria mais ligado a amizade? Você gosta de alguém, quer que ela se dê bem... mas poderia viver sem ela? Quanta confusão!
Segundo o filósofo Platão "Amor: uma perigosa doença mental". Acho que ele tinha razão.
Também concordo com Pascal:" O amor não tem idade: está sempre nascendo" e com Petrônio: "Um amor antigo é um cárcere".
E ainda os Paralamas dizem: "saber amar, é saber deixar alguém te amar"
Conclusão:
Se te amo, ou se te gosto... o importante é que te quero bem.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Caminhos
Caminhos de vida e de morte.
De amor e ódio.
De calor e frio.
De presença e saudade.
De companhia e solidão.
De sim e não.
Cada escolha, nos leva a um deles.
Saber se melhor ou pior... depende. Do tempo. Do espaço. Do azar e da sorte.
As vezes o que parece certo, vira errado. E o impossível torna-se real. E o real, ilusão.
As vezes a escolha de um, não impede o outro. Noutras, ou um ou outro... ou nenhum.
Ouvir um NÃO. Definitivamente faz com que se escolha outro caminho. Mas não significa desistir completamente daquele que te negou a oportunidade. Pode ser que não seja o tempo certo.
Dê tempo ao tempo. Deixe o mundo girar em torno do seu eixo. Deixe as coisas tomarem forma novamente. Deixe o coração respirar. Deixe sentir saudade. Deixe chorar. Deixe lavar a alma. Deixe entender. Deixe amar... quem sabe amanhã o NÃO vira um SIM?
Estou aprendendo a ter calma. Paciência. A acreditar no tempo senhor da razão. Mas não quer dizer que vou cruzar os braços e esperar que a borboleta bata as asas e voe para longe de mim. Estarei de peito aberto. Sem armaduras ou mágoas. Não esconderei meu eu. Nem meu sentimento maior. Mas deixarei também o silêncio falar...
Por outro lado, sofrerei. A dor da partida. A dor do "sonho não vivido". A dor do "poderia ter sido diferente". A dor do "te adoro, mas estou indo embora". A dor do "obrigada por ter sido meu caminho, um dia".
:(
sábado, dezembro 09, 2006
História sem fim
Suspira novamente. Bebe de uma vez meio copo. Observa as pessoas no bar. Tenta entender porquê está alí. Tem vontade de ir embora. Mas resolve levar adiante. Coloca mais um pouco do refrigerante no copo. Tira os cabelos da frente dos olhos.
Bebe mais um pouco. Pensa em acender um cigarro. Ouve a conversa da mesa ao lado. Procura o relógio. Suspira. As mãos tremem. Os minutos passam.
Sente mais uma vez o gosto do refrigerante. Sente que é chegada a hora. Olha para trás. Vê o motivo da sua inquietação chegando. Bebe mais um gole. Suspira fundo. E torce para que tudo dê certo...
[e o resto da história, imagine]
sexta-feira, dezembro 08, 2006
O dia havia chegado
Levantou. Trocou o pijama colorido. Olhou seu corpo no espelho. Sorria. O dia havia chegado.
A cada minuto lembrava. Era o dia.
Estava feliz. Eufórica. Contava os minutos. Era o dia.
Tentava se concentrar em alguma coisa... em vão. As palavras do dia anterior não saim da cabeça... nem do coração. O dia havia chegado.
Por momentos, tremia. E achava graça de tudo. Nem ligou quando deixou o almoço queimar... afinal, não eram todos os dias que eram O DIA.
Esperou. Olhou o relógio mil vezes. Pensou. Imaginou frases a serem ditas. O dia havia chegado.
Chegada a hora, arrumou-se. Partiu. O coração batia cada vez mais rápido. O dia havia chegado.
Meia hora depois. Encontrou-o. Conversaram. Muito. Achou que o dia, não era o dia. Achou que havia se enganado. Será que o dia não havia chegado?? será que chegaria um dia, que seria o dia?
Mas era o dia. E foi o dia. O dia que a Garota viu o Pôr-do-sol. Com suas múltiplas cores, o céu foi generoso com a Garota. Com a vontade de admirar o mais ilustre e gratuito espetáculo da natureza: o pôr-do-sol!! As frases pensadas não foram utilizadas. Preferiu deixar o coração falar. E sentir a emoção daquele encontro.
E a noite chegou. Não trouxe estrelas. Mas a lua a iluminou até sua casa. Onde voltou a dormir e sonhar.
O dia havia chegado. E havia terminado em poucas e ansiosas horas.
E a Garota jamais esquecerá o Pôr-do-sol.
Jamais esquecerá o Dia.
quarta-feira, novembro 29, 2006
bye
Larguei o rádio,
Larguei o teatro,
Larguei o rádioteatro, com seus sonhos de finais felizes, trilhas e beijos estalados.
Larguei o meu "outro eu".
Larguei o ex-amigo teimoso (que eu insitia em conversar, entender... não quer mais ser meu amigo? quer me ignorar, pois bem. Não chore depois, qdo eu largar a cidade).
Larguei o "sonho importado".
Larguei o ex-amor... (a pessoa continua meu amigo, larguei o sentimento de "quero voltar").
Larguei o estágio, hoje.
Em breve, largarei a vida acadêmica.
Deixarei a cidade, o bairro, o estado.. quem sabe o país?
Deixarei meus amores, meus amigos...
Deixarei eu saudades??
Ou apenas as carregarei no meu peito?
Hoje me senti sozinha. Como a muito não sentia. Poderia ter ligado aos amigos, sei quais me atenderiam. Mas eu só queria estar com uma pessoa. Nem precisaria falar nada. Apenas deitar a cabeça em seu ombro macio e ouvir sua respiração. E o mundo pareceria perfeito. Calmo. Leve. E eu não teria que segurar lágrimas, como estou fazendo agora. Eu estaria no meu porto seguro. Estaria segura, confiante, confortável.
Mas isso não aconteceu. Deixei o celular chamá-lo em vão. Ele não atendeu. Já era de se esperar. Devia estar na mochila, perdido entre os cadernos. Talvez estivesse à mão. Mas quem sabe a dúvida entre o sim e o não perturbou-o, tanto quanto o som do aparelho chamando?
Quem sabe tudo isso seja mentira.
Quem sabe tudo isso não passe de uma ilusão?
Um sonho bobo?
Ou uma garota perdida? E talvez apaixonada?
Ou ainda, quem sabe, o enredo de um filme?
É! isso é um filme, daqueles que o espectador decide o final, de acordo com seus pensamentos.
Pense aí, decida aí... eu já cansei disso tudo mesmo.
sábado, novembro 25, 2006
Paciência!
Paciência é esperar nove meses para nascer.
Paciência é esperar um mês para ter o resultado de uma prova.
Paciência é esperar quinze dias para saber as novidades da sua amiga.
Paciência é esperar uma semana para chegar o novo fim de semana.
Paciência é esperar dias para ver alguém especial.
Paciência é esperar horas por alguém.
Paciência é esperar minutos (intermináveis) pelo ônibus.
Paciência é esperar... meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos... por um abraço.
Paciência é esperar o dobro, por um beijo.
Paciência é esperar.
Paciência é amar.
O amor é paciente.
Ou eu sou uma paciente do amor?
E o que é esperar?? Senão ter esperança?
Esperar é insistir.
Esperar é querer.
Esperar é desejar.
Esperar é sonhar tornar a esperança realidade.
E eu espero, espero por "E".
("E" não possui relação alguma ao verdadeiro nome de "E". Estou apenas protegendo a minha privacidade... e a dele tbm.)
domingo, novembro 12, 2006
November!
mês de mudanças, sempre
mês de assoprar velinhas,
mês de pensar na vida.
por enquanto tem sido bom,
tem me surpreendido,
me encantado.
------
Tive uma madrugada ótima. De um jeito diferente.
Calma, doce, amável, carinhosa...
Mesmo não tendo acabado com o famoso beijo dos finais felizes,
foi maravilhosa, inesquecível.
Reencontrei my heart... my peace.
Me senti bem, como há mto ñ sentia.
Em paz, segura, envolvida.
Querendo que o abraço ñ tivesse fim,
E que as mãos não se deixassem jamais.
But, I wish one kiss.
And I will await for he.
Because the love is patient.
And my heart enjoin me.
I listen this.
kisses for you "E"
("E" não possui relação alguma ao verdadeiro nome de "E". Estou apenas protegendo a minha privacidade... e a dele tbm.)
sábado, outubro 28, 2006
Outubro!
De pensar, penar
De sentir, ir
De lamentar, doar
De chorar, odiar
De parar.
De partir.
De sossegar.
De voltar a mim.
De buscar minha essência.
Outubro chegou e, embora não acreditasse,
trouxe flores, cores e novos amores.
Sim, estou amando.
Ou quase.
Estou em busca de um amor diferente de todos que amei.
Mais doce,
Mais meigo,
Mais gentil,
Mais modesto,
Mais querido,
Mais engraçado
e ao mesmo tempo silencioso, em paz.
Talvez o tempo dos turbilhões tenha passado, e tenha chegado, finalmente, a época das mares suaves.
Por enquanto, esse amor é só meu.
E vive apenas dentro de mim,
na esperança de tornar-se realidade.
Assim, espero. Desejo. Quero. Sonho. Vivo.
"E" te adoro!
("E" não possui relação alguma ao verdadeiro nome de "E". Estou apenas protegendo a minha privacidade... e a dele tbm.)
terça-feira, outubro 10, 2006
Setembro também foi-se...
O tempo parece correr cada vez mais depressa e eu cada vez mais devagar.
Uma antítese quase sem fim.
Algumas coisas parecem que nunca terão um "fim", outras a gente sente que vai acabar mas não sabe ao certo o dia, a hora, o mês... até que o segundo certo chega, e o final é irremediável.
Tem também algumas coisas que parecem ter acabado, mas estão apenas "dando um tempo" para recuperar o fôlego... ou então estão tendo o tempo certo pra pensar, pra pôr as idéias e sentimentos no lugar.
Em setembro, algumas coisas chegaram ao fim. Qual dos fins? Não sei. Alguns temporários, eu sei. Outros, provavelmente definitivos.
As vezes precisamos pôr fim em algumas situações para que novas possam surgir. E fiz isso. De uma maneira um tanto quanto diferente. Talvez a bebida correndo nas minhas veias tenha contribuido, mas estava completamente sã e, agora também, salva.
Pronta pra voar, livre... e sonhar.
quinta-feira, agosto 31, 2006
Agosto chega ao fim
neste ano, agosto não foi tão intenso quanto o do ano passado. Mas mesmo assim, não deixou de ser um mês louco. Louco no sentido de mudanças. De inicios e fins. De encontros e despedidas. De sorrisos e lágrimas. De dor e saudade. De alegria e angústia. De descobertas. De novos caminhos. De ouvir a voz que sussurrava baixinho no canto do ouvido dizendo "entrega tudo... te liberta". De solidão. De reflexão. Enfim, de paz.
E nada melhor pra terminar o post e o mês:
Reverência ao destino (Carlos Drummond de Andrade)
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
sábado, agosto 19, 2006
I miss you!
I dream, but is forbid to dream
I leave, but is forbid to leave
I cry, but is forbid to cry
Because... I had
I did
I bled
I knew
I let and I met myself.
But, I was fearful and I mistook my hearth.
Now I need forgive for myself.
I need to forget, but I know... it is unforgettable!
You was my life one day.
And I will be happy for this forever...
I dreamt one day, and you were my dream
My real dream.
Thank's you.
sexta-feira, agosto 11, 2006
sei lá...
as vezes eu sou meio sei lá...
sei lá, me entende? Já dizia o Patropi.
Mas, as vezes, sei lá...
sei lá se te entendo.
sei lá se me entendo.
sei lá se me conheço.
sei lá se durmo ou amanheço...
sei lá... essa nasceu assim, do nada
sem pretenção alguma, mas já pretendendo algo
algo? tudo ou nada...
tanto faz.
sei lá...
